Um sabor amargo desceu por minha garganta
Fel ódio ciúme
Sinto o gosto do cheiro de um perfume barato na sua roupa
Repugnância repulsa
Remôo
E reluto
Reluto em acreditar no que está sendo atirado a cada minuto na minha cara
Você não me quer mais
Você me odeia
Posso sentir o cheiro do seu desprezo
E ver a cor do seu desdém
– quase púrpura –
Mas sei que sou culpada
Não sei que mal se apodera de mim
E como de costume construo o desamor em todos que metem-se em mim
(com duplo sentido, certo)
É o que me foi mandado
Provocar o ódio naqueles que um dia me amaram
Ou que pelo menos tentaram
Sei que sempre fui só
E acho que meu ser se acostumou a esse desterro
Devo afugentar pessoas
Enxota-las da minha vida
A solidão já se apoderou de mim de tal forma
Que sem querer destruo todas as minhas relações
Esse espírito de porco que me domina me faz ser só
Talvez por medo.
Talvez por tristeza
Talvez por hábito
Ou infortúnio
terei que acreditar que sou uma pessoa maldita, miserável, marcada
Uma alma maléfica
Uma mente diabólica
Um coração das trevas
Que esta condenada a viver sozinha
E morrer nesse deserto
E agora você
Minha ultima expectativa de ser feliz
Minha ultima tentativa
chega em casa cheirando perfume de quinta
Olha-me com pena
E dorme sem me foder
Cadê o desejo que outrora tomava conta de você?
Então vá
Pode ir
Estou acostumada a minha solidão
A minha dor
Na verdade temo perde-las
Estou acostumada a conviver com elas
Minhas parceiras
Com amor
Ana
desistindo de todas as tentativas de amar
Só sei viver só
“vivemos como sonhamos, sozinhos”Joseph Conrad
Coração das trevas
Senhorita,
Ana anda lendo minha alma! Não imaginas a dor que me causaste hoje com essas palavas. Não poderiam ser mais adequadas.
Beijos!
que bom que ta gostando
tem muito mais
e ela le um pouco da mninha tb
pelo menos leu por muito tempo!
Tô dizendo. Tá pensando que cachaça é água e fez Ana se "intuxicar" com ela e uma montanha de acentos.
Páre de vever jah, signortia
dessa jeitu zi fia vai fudmaisnão.
gentebebanumtemdononemdona.
(Agora, tenha dó: com perfume de quinta: é de última, pô!)
De certo modo, um acontecimento, descrito, pedido, vivido, repulsado epicamente. Me faz lembrar as investidas épicas, de que gosto, um abraço andre.
Andre Pessego · São Paulo, SP 17/6/2007 07:26
Eu vou me queixar pro bispo se isso de flechar sem nome continuar acontecendo.
Vai que eu apaixono.
Pego no pé mesmo depois de morta, qualquer das duas pessoas, eu ou a outra.
pegue no pé pra sempre
eu já estou amarrada ao calcanhar
e adoro essa tortura
gente só pra constar aqui e em tods os poemas
essa não sou
não sou triste
nem amargurada
muito menos tenho tendências suicídas
tenho um marido lindo lindo fiel e apaixonado
e vocação zero pra sofrer de amor
por favor
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