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sobre as palavras serem pontes de ligar o todo ao Infinito

Marcelinho Hora, Flickr: sem título
1
André Teixeira · Aracaju, SE
29/2/2008 · 104 · 12
 

Às vezes,
de um escrito ou
'abstrArteções' diversas,
entende-se melhor vendo/sentindo de fora
do que quem está dentro
da habitual tempestade
que espreme até o
último fio de sumo...

sumo em símbolos e a Alma
dispersa volta Fênix-letras,
das cinzas nova vida,
comida das flores,
alimento invisível
que explode atômiquânticamente
ligando Infinito a esse instante,
pois "as palavras são pontes...".

Overmundo, 23.2.2008, 16h46

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informações

Autoria
André Teixeira, respondendo a uma observação de Nydia Bonetti na poesia sobre as palavras serem pontes de ligar o todo ao Infinito .
Ficha técnica
Foto: Marcelinho Hora, fotógrafo sergipano.
Em: http://www.flickr.com/photos/marcelinho/54655657/in/set-576167/
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Nydia Bonetti
 

André!!!
Lembra quando eu perguntei, assim que entrei no OVER, onde é que você tirava tanta inspiração? E claro, imediatamente você respondeu com um poema? Pois é. Continuo impressionada com essa sua capacidade de interagir com as palavras, os poemas e os poetas. Essa é a prova do que acabou de escrever. As palavras são pontes... E as abstrações e delirios do poeta, podem chegar ao leitor como mensagens que ele decodifica de acordo com a sua capacidade de compreensão, ou com suas necessidades emocionais ou até espirituais naquele momento, muitas vezes até bem diferentes do que o poeta quis dizer. Pontes... ligando o todo ao infinito... E o poeta/operário deve seguir seu oficio, construindo pontes...
Abraços!!!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 25/2/2008 20:37
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Saramar
 

André, palavras são fontes de outras e outras, em infinito brotar...

"e a alma volta fênix-letras..."

Esse verso, eu creio contém um mundo.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 26/2/2008 00:03
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
André Teixeira
 

Saramar e Nydia!!!

mais poesia...

Poeticoperáriofício: versos para conter Mundos, libertando-Os em vôo

Em operário ofício de suar o sentimento
e verter-lhe fluida argamassa sangue,
derramo na aurora o rubro desse canto
em gritos de concreto armado mangue:
racha pele, explodem poros,
pelo rosto todo notas se esgarçam
tentando dizer cores sobre impossíveis coisas
que voam dentro do peito,
como se coisas estrelas cadentes
e dentro o céu riscado.

Rio de ligar terras nuas,
Mar de ligar continentes perdidos de mim
aos outros continentes perdidos de si,
pangeanamente dissolvidos por esse sentir líquido,
arroio que desenha na Alma
fronteiras entre o Ser e o Nada,
enleio da carne ao Espaço!

=====================================

É inevitável: se sou tocado a reação é essa! Sentimento evola-se, condensa-se e chovo! Apesar de ser sempre o mesmo rio, esse fluxo de letras e idéias impregnadas de emoção que desabrocham das palavras que tentam ser flores de jardim... mas como não sei o suficiente pra ser jardineiro, vou escrevendo minha poesia como quem planta versos para colher Novos dias!

MUITO obrigado pela presença de vocês!!!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 26/2/2008 09:59
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Nydia Bonetti
 

André
Como engenheira que sou, depois de fazer uma pericia e avalição no seu texto, deixo aqui meu laudo: ponte construida com sólidas estruturas e belíssima aquitetura ligando o ser e o nada sobre um imenso rio a refletir em suas águas o mangue, as estrelas, o céu riscado e as flores, onde as almas fênix-letras renascidas se espelham enquanto caminham em busca da outra margem...
Precisa do meu CREA? rss rss
Abraços!!!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 26/2/2008 11:04
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André Teixeira
 

Nydia Bonetty!!!

para castelos de areia não carece CREA não

...e eu,
um arquiteto suposto em passados sonhos,
vou engenhando edificação
com base de poesia:

casas do dia-a-dia,
barracos da noite-a-noite,
vai morar onde não carece CREA não,
pois,
dos castelos de areia
erguidos sobre nuvens
a fundação é próprio coração.

===============

parceira!!!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 26/2/2008 13:27
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Saramar
 

"Sempre o mesmo rio..."
e o risco líquido, pleno,
minando e molhando,
ao carregar em si e para si,
o que há de vivo.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 27/2/2008 21:03
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soninha porto
 

inteligente, tive que fazer um esforço para falar abstrARTEções e atomiquânticamente, palavras inusitadas, mas essenciais ao seu poema, votadíssimo.

soninha porto · Porto Alegre, RS 28/2/2008 11:49
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fernando ciscozappa
 

andré, muito bom o tecido dessas suas palavras...

dê uma olhada em http://www.overmundo.com.br/banco/interno

tem um parentesco, um elo que une...

abraços ternos!

fernando ciscozappa · Belo Horizonte, MG 29/2/2008 14:29
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alcanu
 

André, só uma dúvida:
Em qual poesia que eu voto,
assim não dá, é poesia com comentário poesia com resposta poesia, isso é uma overdose, fiquei tão puto, que com o meu voto, de novo, além de cê ser publicado, sai do páreo, rssssssss
Desculpa pelo voto !
Um abraço, Alcanu !

alcanu · São Paulo, SP 29/2/2008 17:12
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Regina Lyra
 

André,
muito bom o poema! A interação poética é inevitável quando
se é tocado pelo poema do outro. E uma interxtualidade própria do poeta que exercita, cria e une poesia, conhecimento, harmonia.
Deixo meus parabens a Nydia e a você que souberam
sustentar o diálogo poético.
Grande beijo e voto.
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 29/2/2008 23:11
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Pedro Monteiro
 

Parabéns André.
Mais um belo trabalho teu.
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 1/3/2008 00:11
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André Teixeira
 

Pedro!!! Regina!!! Alcanu!!! Fernando!!! Soninha!!!

"Sempre o mesmo rio..."

Sinto-me o próprio “risco líquido”,
moldando-me à forma dos alheios sentires:
seres plenos de si e de outros ,
em espelhos que dobram esse Mar,
esse olhos...

Sim,
“carrego para mim
o que há de vivo: vossos corações
em doce e mais plena ainda poesia,
emendando-nos corações em abstrARTEções & atomiquânticidades da mente
abruptas palavras,
inusitadas salto; cachoeira; verboragia: hemorragia do espírito
a espalhar vermelho na nuvem aqui passante
a chover vísceras dos céus das cidades.

Essencias desse do nosso poema!

Tecido costurado em colcha de retalho de espíritos em chamas
a abrasarme em noite fria...
elo calo no peito,
dúvidas...

Em cada poesia uma poça de mim,
“risco líquido” circular,
gota de chuva nessa grande mar de nós
amarrando-nos às lágrimas mesmo sal.

Hipertensão! Muito sal!...
dezenas de overdoses em uma overdose
putos sentimentos que se dão genizepelinichiqueanamente...
mas não a qualquer um!
só a esse um que somos todos juntos, ou separados!!!

Desapareço...
“Interxtualidades” abrasantes amalgamam
a fogo brando poema a poema em interações inevitáveis
de toques em abstratas orgias
de êxtases coletivos em gozos líquidos
que escorrem riscos.
================================================
Tenho que comentar algo mais?!...

GRANDE abraço!!!

A

André Teixeira · Aracaju, SE 2/3/2008 21:35
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