sobre poesias e antipoesias mal digeridas pela antropofágica flor

Elisewin_1978 / floriana
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André Teixeira · Aracaju, SE
7/4/2008 · 157 · 12
 

E o anti poema devora o poema
e cospe, no canto do prato,
a Poesia.

Vai ser onda de plástico,
vai ser hiperlink em lágrimas infladas,
e rios, e chuvas, e sal, e mesmas palavras de sempre
das quais,
pedras que são,
lavoro até tirar leite,
diamante vida Sumo.

'Não é poema mesmo!'
sou eu!!!,
desfilando minhas idiossincrasias e voltas e arrodeios para o
ponto.

Nu de dentro pra fora,
desfilo as mesmas de sempre palavras,
dizendo o lugar comum de sempre
que é a novidade a toda hora
à toda
botando pra lá na gente,
moendo assim: de repente!
em repente impensados, prenssados,
somados sumos de almas que se emendam
pela língua sem língua
da palavra,
verbo, sopro,
Vida!


O.m. · 3/4/2008 22:32

Sobre a obra

Poesia escrita em resposta ao Marcos André Carvalho Lins, na poesia os prazeres de agora não podem ser os sete palmos de amanhã.

foto de Elise Win 1978

em: http://www.flickr.com/photos/elisewin_1978/2246248345/

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informações

Autoria
André Teixeira.

foto de elisewin 1978 / floriana
Ficha técnica
foto tirada em 6 de fevereiro de 2008.
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clara arruda
 

Nu de dentro pra fora,
desfilo as mesmas de sempre palavras,
dizendo o lugar comum de sempre
que é a novidade a toda hora


E o poeta tem que ser nu de dentro pra fora.Adorei seu poema.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 6/4/2008 02:29
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Flávio Cardoso Reis
 

bom dia !!! votadíssimo.

Flávio Cardoso Reis · Luziânia, GO 6/4/2008 11:58
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Tita Coelho
 

Gostei demais! Poesias e antipoesias... não havia pensado assim antes! Votado!
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 6/4/2008 13:20
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Falcão S.R
 

A poesia quando não de laboratório, é essa que brota da alma e coração. Abraços e voto.

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 6/4/2008 16:16
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Elio Cândido de Oliveira
 

VOTEI ..
MEU TEXTO.
http://www.overmundo.com.br/banco/a-mulher-especial
PARABENS.

Elio Cândido de Oliveira · Ibiracatu, MG 6/4/2008 23:23
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André Teixeira
 

Clara! Flávio!, Tita!, Falcão! e Elio!

MUITO obrigado por deixar um pouco de vocês em comentários!!!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 7/4/2008 00:17
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Saramar
 

André, um poema intenso e coerente, visceral e belo.

"sumos de almas que se emendam
pela língua sem língua
da palavra,
verbo, sopro,
Vida!"

Estes versos, síntese do poema, são também do poeta e seu buscar contínuo da vida nos versos e dos versos da vida.

Fantástico"

beijos

Saramar · Goiânia, GO 7/4/2008 12:37
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Lili Reston
 

Muito interessante sua visão. Aproveitando o seu gosto apurado e requintado de raciocinar, pesso pra dar sua opinião sobre um projeto musical funk cxarioca que sou fã está na fila de votação, sei que vai gostar das letras e da musicalidade que nelas se encontram, vai se divertir. obrigado pela atenção.

Lili Reston · São João de Meriti, RJ 7/4/2008 12:52
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Lili Reston
 

Esqueci de enviar o atalho pra você votar!!!

phttp://www.overmundo.com.br/overblog/a-verdade-sobre-perebah-jair-1

Lili Reston · São João de Meriti, RJ 7/4/2008 12:54
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Rubenio Marcelo
 

André,
Gostei deveras deste seu texto. Parabéns.
Li, reli, e votei!
abrs,

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 7/4/2008 19:11
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Nydia Bonetti
 

André!!!
Eu aqui fazendo um estudo sobre a tela "Antropofagia" de Tarsila e encontro este teu poema antropofágico!
Tudo a ver! Coisas de leituras e de Antropofagia – uma força artística de assimilar, mastigar, recriar cores e luzes...
Muito bom!
bjo

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 7/4/2008 20:54
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André Teixeira
 

Visceralidad&ntranhasofias

Corro.
Os dias parecem devorar-me aos pouco,
passo. Janelas que vomitam sonhos
e animais que entram sem pedir licença:
rápida e nervosamente incoerências
da minha vida se transformam no são
& insano
desse pão.

Visceralidad&ntranhasofias & sínteses
de todo o Universo refletido nas correntes de dentro,
meu sangue!,
umbilicalidosidades à terra seio volta útero
de barro
que a Beleza imprime a ferros e fogos e espinhos
nessa louça que é agora meu peito,
cozinhado em metáforaxiologias
Águas! Ventos! Tempos! Ventres!
Senhas dos relevos
dessa minha Alma
desenhando uma topografia
que não explica
sequer!
alguma poesia.

Talvez porque poesia não se explique
assim como a Noite não explica o raiar do Dia,
parido de dores que as Estrelas desenham
em nós.

O que dizer
de todas as Luas impossíveis
intumecendo as marés
desse Sangue de barro quase lama,
perdido nas correntes de Ar
que levam o balão dos Sonhos?

"Sorria,
a vida é bela!"
grita-me verdemente o celular.

Sorrio, a vida é Bela!
e vou um pouco mais devagar.

-----------------------------------------------

Nydia! Rubenio! Lili! Saramar!

Não tem como explicar o quanto é bom responder-lhes assim com mais poesia. Dá sentido a essa minha permanência e intensidade no que sinto nessas interações... Sorrio!!! A Vida é Bela sim! Mesmo que Ela própria nos diga o contrário muitas vezes (e DIZ!), fazendo parecer vã toda e qualquer iniciativa para aliviár-mo-nos das inevitáveis dores, muitas vezes (!!!) dos Amores em todas as suas conjugações...

MUITO obrigado!!!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 7/4/2008 22:13
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