Sim,
eu falo demais!:
tenho quatro cotovelos
que se acotovelam pra falar
& falar e falar e falar e falar...
quando um cansa
outro toma seu lugar.
Nem dormindo consigo sossegar!
É que eu tenho andado
com um vazio grande que tento
secar há muito e não consigo...
minha sombra - quase
sempre comigo -
é testemunha muda
desse vão esforço
em tentar silêncios
que digam tudo.
É...
mas meus silêncios
só dizem algo para mim, mais ninguém!
ferem-me a língua,
ensurdessem por dentro eco,
seco.
Mas,
quando de uma dessas palavras
que eu plantar - no vento papel ou byte -
nascer uma flor,
aí talvez eu possa silenciar
e mastigar mudamente os meus espinhos.
Perdoe-me se teus olhos doem
de tanto que falo: e que tenho
4 cotovelos & um coração
que não me deixam calar.
Repondendo a um amigo que me disse: "tu fala demais"... somado a um MUITO mais, mas longe daqui.
foto em: http://www.flickr.com/photos/sombraeluz/22201860/
André,
Apaixonante seu poema. E continue falando, por favor, meus ouvidos agradecem.
Abração!
André, o prazer de reler este poema só aumentou com a bela imagem que você escolheu pois sua fala é luz sempre.
beijos
Ola pssoa!!
Nunca é d mais falar, quando tem realmente algo a dizer.
Fazendo romper num papel o silêncio, d idéias a pensar...
Gostei.
At +, 1 abrço.
At +, 1 abrço.
Achei super interessante tuas linhas...Belo muito belo! Parabéns, levou meu voto!
beijos
André.
Saboriei cada palavra.
Gostosíssimo.
Abraços
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