“Socorro”
Desde sempre, ouve-se dizer aos filhos que “Homem não chora”. Mas eles sempre acabam chorando em algum momento da vida. E até quando os pais vêem. Porque chorar faz parte da vida. Mas não importa, lágrimas são uma forma de expressar algo ruim; nesse caso, a tristeza.
Foi difícil vê-la ir embora. Quanta emoção naquela cena cruel e dolorosa em que ela dizia adeus. Os que dizem, por exemplo, que homem não deve chorar, reavaliariam esse costume ultrapassado e estúpido. Afinal, vendo-a se despedir estavam pessoas que foram apanhadas de surpresa com a notícia de sua longa viagem.
Um pedaço de cada um de nós estava sendo levado embora com nossa “segunda chance”. E como ela foi mãezona nesses últimos três anos. Anos de muito puxão de orelha, beliscões, chamadas de atenção, silêncio quando a nota era baixa... Difícil admitir, mas eram tempos bons! Que serão eternizados por seus alunos, gente que a admira como heroína.
Um amigo havia dito que faz parte da vida abrir mão daqueles que amamos. No caso dela, para uma realização profissional. E que daqui a quatro anos, ela retorne uma doutora! Quanto a nós, ex-alunos, estejamos nos formando. Cada um na carreira que sonhou. Na soma de tudo, os agradecimentos a essa pessoa que tanto nos estimulou.
A professora que não foi minha amiga quando me recusei a fazer uma prova bimestral; a profissional que não desistiu de mim quando meu estímulo baixou várias vezes durante esses três anos.
A experiente e madura mulher que me deu uma segunda chance para refazer uma prova em que eu havia estudado mas que acabei me enrolando e fazendo uma péssima avaliação naquele mês.
A amiga que me prometeu livros de romance, mas que nunca teve tempo de cumprir sua promessa (eu compreendo. Que culpa ela tinha se o dia possui apenas vinte e quatro horas?). A eterna, que fez homens e mulheres derramarem lágrimas por ela.
Quão triste é a dor da partida. Mas cabe a nós saber interpretá-la, torcendo por aquela que fez tão bem a humanidade, ao ser mais que uma professora entre o quadro e uma legião de alunos. E é por isso que nós a esperaremos... Porque ela foi especial...
Marciela Taylor
“Socorro”
Desde sempre, ouve-se dizer aos filhos que “Homem não chora”. Mas eles sempre acabam chorando em algum momento da vida. E até quando os pais vêem. Porque chorar faz parte da vida. Mas não importa, lágrimas são uma forma de expressar algo ruim; nesse caso, a tristeza.
Foi difícil vê-la ir embora. Quanta emoção naquela cena cruel e dolorosa em que ela dizia adeus. Os que dizem, por exemplo, que homem não deve chorar, reavaliariam esse costume ultrapassado e estúpido. Afinal, vendo-a se despedir estavam pessoas que foram apanhadas de surpresa com a notícia de sua longa viagem.
Um pedaço de cada um de nós estava sendo levado embora com nossa “segunda chance”. E como ela foi mãezona nesses últimos três anos. Anos de muito puxão de orelha, beliscões, chamadas de atenção, silêncio quando a nota era baixa... Difícil admitir, mas eram tempos bons! Que serão eternizados por seus alunos, gente que a admira como heroína.
Um amigo havia dito que faz parte da vida abrir
Marciela.
Lí e compreendí cada frase desse seu postado tão maravilhoso de ler. Existem pessoas que ficam em nossas lembran e em nossos corações.Texto Supimpa!Professora excelente!Votado. Abraço amigo.
INCRIVEL!!! ja passei por isso.
adorei te ler.
bjsssssss;
Muito bom teu texto. è isso mesmo!
parabens
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