sóis e luas perdidos em ocasos encontrados nas gotas de chuva das folhas prenhes

Sidclay Dias, fotógrafo sergipano em Belém: soldadinho e flores amarelas.
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André Teixeira · Aracaju, SE
22/4/2008 · 98 · 6
 

o poeta tenta parafrasear a beleza que quando não vê
sente,

vai ouvindo os passos das coisas que andam
e o bater de asas das coisas que voam,
vinho na mente que flori,
sorrindo para latejâncias rastejantes
e aderências do espírito à carne,
terra e raiz mastigados pelo Sol
que impregna a manhã
na pele da noite...

Erro.
passos nunca em vão pois danço com o Nada
como se o Nada soubesse dançar,
e o poema segue desentranhando-se da semente,
dia a dia,
dente a dente,
na pressa que se tem de ser presa não só a carne mas alma
&
mente.

Sobre a obra

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informações

Autoria
André Teixeira

foto de Sidclay Dias

Old pictures session II - SLR (or Little soldier and the yellow flowers)
Ficha técnica
Aracaju, Sergipe, 2001, tirada com uma HP pstc3100.

This bug also called in some regions of Brazil as little soldier (in portuguese "soldadinho"). Little soldier is a Heteroptera.
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Branca Pires
 

Querido poeta, parafraseemos a poesia e a beleza do sentir, em cada gota de vida vivida ou imaginada...

Andar, voar é sempre o destino dos "homens-pássaros",
homens alados...
Por um lado, deuses e por outro errantes...
Assim somos e vivemos: voando ao céu e descendo a terra...
Com pés fortes e asas frágeis, voamos e andamos de mãos dadas com o tempo. O tempo de cada um...

Assim, nessa dimensão de nós mesmos, tecemos os nossos dias, os nossos sonhos, as nossas poesias...
Mesmo que esses dias, esses sonhos e essas poesias, não possam ser reais, vivemos à medida que os sentimos e possamos acreditar.
Pois somos presas fáceis, na pressa de caminhar ou de voar. Na alma, na mente e na carne deixamos as tatuagens impressas em
sóis e luas perdidos em ocasos encontrados nas gotas de chuva das folhas prenhes...

Abraços

Branca Pires · Aracaju, SE 19/4/2008 19:04
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André Teixeira
 

Amalgama-se na poesia rápida
de uma noite lenta
o passo ao voo.

Corro,
corro com passos de asas
e mergulho no céu estampado de Mar.

Afundo,
fundo sal da terra plantada de sonhos,
tesouros possíveis escondidos na seara do impossível.

O corpo para diante do Muro
mas a alma não obedece-o: lança-se
sobre arames farpados eletrificados e vidros e pregos
e cães e armadilhas dessa pedra antiga Casa,
sem medo da queda
ou pouso.

O corpo,
perdido nas intempéries da carne que não entende a alma,
alimenta-se da sombra das flores e de poemas sentidos
ontem e hoje, amanhã... será amanhã.

--

Branca Zil!!! Parideira dessas gotas de chuva, prenhes de Vida, Poesia!!!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 20/4/2008 23:12
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Tita Coelho
 

Gostei demais!!!
O poeta as vezes sente o que os outros não sentem... Ouve os sentidos, prova o sabor da dor...
Beijos belos versos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 22/4/2008 12:39
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clara arruda
 

O meu grande carinho e estou te mandando para o anco.O lugar que seu texto merece estar.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2008 14:24
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Cintia Thome
 

Li os dois...a tua resposta , a tua poesia é mágica
é o sabor de quem sabe ler a seiva poética, doce

bjus

Cintia Thome · São Paulo, SP 22/4/2008 21:02
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Falcão S.R
 

Lendo, admirando e votando. Abraços

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 30/4/2008 13:20
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