o poeta tenta parafrasear a beleza que quando não vê
sente,
vai ouvindo os passos das coisas que andam
e o bater de asas das coisas que voam,
vinho na mente que flori,
sorrindo para latejâncias rastejantes
e aderências do espírito à carne,
terra e raiz mastigados pelo Sol
que impregna a manhã
na pele da noite...
Erro.
passos nunca em vão pois danço com o Nada
como se o Nada soubesse dançar,
e o poema segue desentranhando-se da semente,
dia a dia,
dente a dente,
na pressa que se tem de ser presa não só a carne mas alma
&
mente.
Escrito em resposta a poesia/comentário de Branca Zil Pires no poema nós e laços que invisivelmente cegam gargantas.
foto de Sidclay Dias , Old pictures session II - SLR (or Little soldier and the yellow flowers).
Querido poeta, parafraseemos a poesia e a beleza do sentir, em cada gota de vida vivida ou imaginada...
Andar, voar é sempre o destino dos "homens-pássaros",
homens alados...
Por um lado, deuses e por outro errantes...
Assim somos e vivemos: voando ao céu e descendo a terra...
Com pés fortes e asas frágeis, voamos e andamos de mãos dadas com o tempo. O tempo de cada um...
Assim, nessa dimensão de nós mesmos, tecemos os nossos dias, os nossos sonhos, as nossas poesias...
Mesmo que esses dias, esses sonhos e essas poesias, não possam ser reais, vivemos à medida que os sentimos e possamos acreditar.
Pois somos presas fáceis, na pressa de caminhar ou de voar. Na alma, na mente e na carne deixamos as tatuagens impressas em
sóis e luas perdidos em ocasos encontrados nas gotas de chuva das folhas prenhes...
Abraços
Amalgama-se na poesia rápida
de uma noite lenta
o passo ao voo.
Corro,
corro com passos de asas
e mergulho no céu estampado de Mar.
Afundo,
fundo sal da terra plantada de sonhos,
tesouros possíveis escondidos na seara do impossível.
O corpo para diante do Muro
mas a alma não obedece-o: lança-se
sobre arames farpados eletrificados e vidros e pregos
e cães e armadilhas dessa pedra antiga Casa,
sem medo da queda
ou pouso.
O corpo,
perdido nas intempéries da carne que não entende a alma,
alimenta-se da sombra das flores e de poemas sentidos
ontem e hoje, amanhã... será amanhã.
--
Branca Zil!!! Parideira dessas gotas de chuva, prenhes de Vida, Poesia!!!
GRANDE abraço!!!
Gostei demais!!!
O poeta as vezes sente o que os outros não sentem... Ouve os sentidos, prova o sabor da dor...
Beijos belos versos
O meu grande carinho e estou te mandando para o anco.O lugar que seu texto merece estar.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2008 14:24
Li os dois...a tua resposta , a tua poesia é mágica
é o sabor de quem sabe ler a seiva poética, doce
bjus
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