‘Adeus’ talvez seja a palavra mais cruel do mundo. Flui da boca, exigindo pouco esforço dos lábios. Se a palavra é dita de perto, a meia voz, soa sempre grave – se muito tarda, é disparada em menos de um segundo!… fere para a vida inteira.
Disse-me adeus a pessoa que amo! Assim, como quem não revelou mais do que o óbvio. Lembranças de futuros imaginados se dissolveram desumanamente. Lembranças de um passado rico e extravagantemente intenso têm agora um lugar fixo na memória, encerrado, sem saídas para outros tempos que não os que passaram.
Tudo agora é novo. O vento na cara é um vento novo. Cada amanhecer é novo. Nos primeiros dias, confesso, pareceu que o mundo inteiro ficou pequeno e morreu. A falência dos ideais ficou mais nítida. À noite, contemplando o céu, pela primeira vez percebi que a escuridão é maior do que a belíssima mentira das estrelas.
Todo mundo vive uma busca, sempre. – E eu ainda não encontrei o que procuro. Melhor assim. Saber quem se é é estar parado. Definir-se é quase que matar-se. Viver é perder-se, sempre. E nós caminhamos buscando algo que dure, pelo menos, o tempo de uma crença. Mas tudo sempre passa…
O último parágrafo merece uma moldura "Saber quem se é é estar parado. Definir-se é quase que matar-se. Viver é perder-se, sempre. E nós caminhamos buscando algo que dure, pelo menos, o tempo de uma crença. Mas tudo sempre passa…" . Parabéns Fabricio. Abç do J.
Jotaoliveiraa · Brasília, DF 8/1/2008 00:20
Seu texto, Fabrício, caiu como uma luva para o que estou vivendo. Gostei muito da leveza com que você escreve e fotografa. Quero que veja ISTO AQUI.
É algo que também ponho DE DENTRO PRA FORA: http://www.overmundo.com.br/banco/de-dentro-pra-fora
Ola pssoa!!
"...Viver é perder-se, sempre. E nós caminhamos buscando algo que dure... "
Spero poder ver mais d suas colaborações no over...
Se puder dar confers na minh forma d expressar.
http://www.overmundo.com.br/banco/ca-lendario
Muit obrigdo.
At +, 1 abrço.
Que bacana, Fabrício! Uma bela captura dos efeitos causados pelo "Adeus". Uma atenção especial a: "lembranças de futuros imaginados se dissolveram desumanamente". Isso é doloroso...
Abraço!
http://interludios.blogspot.com
Fabrício,
Uma dor assim, tão pungente, acabou se transformando nesses lindos versos. Você certamente não é mais o mesmo. Viver as vezes dói, mas ao superarmos uma grande perda passamos a valorizar as pequenas alegrias da vida!
Melhor ser uma "metamorfose ambulante" e continuar a jornada!
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