Não serei meu vulto na janela, emoldurado,
Quando a clara lua derramar seu leite.
Prefiro ser nas tardes dos campos dourados
Com os olhos pálidos e as mãos silentes.
Como num suspiro célere, num lamento,
Como em noite crua de beijos e abraços,
Num instante é brisa, no outro evento
Espargindo luzes na solidão dos espaços.
Eu, na vastidão mecânica do meu corpo,
Sou nada aflito na superfície, solto
Na imaterialidade efêmera do pensamento .
Silêncio! Agora que a luz se esvai em flocos
No vazio intenso dos meus sonhos loucos,
Sou pluma envolta no lençol dos ventos.
Sergio...
adorei seu soneto
"
...Silêncio! Agora que a luz se esvai em flocos
No vazio intenso dos meus sonhos loucos,
Sou pluma envolta no lençol dos ventos."
bjs
E a vida segue assim... toda repartida em momentos, fragmentos.
Um abraço Serjão!
Muito bacana, Sérgio!
Abraço,
Carlos ETC
http://interludios.blogspot.com
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