"Aonde quer que eu vá,
eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim".
Sigmund Freud
Não sou de dar lição a ninguém, pois meu tempo de magistério pertence à História e ao INSS, mas a história do soneto merece algumas palavras, se o Bilac me der licença. Lembro à classe que Bilac era o sobrenome do Olavo, e não marca de caneta.
Como a palavra surgiu na Itália e tem um final que indica diminuição, não é difícil imaginar que ele era letra de música. Ou seja, um "pequeno som". Sonetto, da mesma forma como o capellete, nos lembra um chapeuzinho. Capelo cardinalicio é aquele chapéu que o Papa coloca no bispo elevado a cardeal. Pense nisso na próxima vez que for ao ristorante da esquina e coma como se estivesse numa Ceia de Cardeais.
Pense num Júlio Diniz dizendo, depois da quarta ou quinta taça de vinho nacional lá deles:
“Nem a frase sutil,
nem o duelo sangrento:
é o amor coração,
é o amor sofrimento.
Uma lágrima, um beijo,
uns sinos a tocar.
Um parzinho que ajoelha
e que se vai casar.
Tão simples tudo!
Amor, que de rosas se inflora:
em sendo triste canta,
em sendo alegre chora!
O amor simplicidade,
o amor delicadeza.
Ai, como sabe amar
a gente portuguesa!”
A musicalidade do soneto decorria (e, para muitos, ainda decorre) do ritmo das palavras nos versos e da rima, motivo pelo qual os tradicionalistas não aceitam soneto em verso livre.
Um dos maiores sonetistas da língua portuguesa foi Luís de Camões, que, para muita gente, era companheiro do Eusébio na seleção portuguesa daquele tempo, bem antes de o nosso Scolari ensinar pedalada ao Ronaldo. Falo, evidentemente, daquele Ronaldo que ainda não se meteu em encrenca, pá.
Permita-me mostrar-lhe este belo poema, escrito pelo Luís, falo do mais velho, perdoado o sotaque nada lusitano dos declamadores:
"Amor é fogo que arde sem se ver;
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente;
é dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
é solitário andar por entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence o vencedor;
é ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo amor?"
Conhecias? Talvez prefiras uma versão multinacional:
Pois saiba, se é que ainda não sabes, que o homem deixou centenas de sonetos românticos tão belos como esse. Se não conheceis ide ao Google e descobrireis essas maravilhas.
Você talvez não (não?) saiba, mas dentro de você mora um poeta. Ou uma poetisa, como se dizia outrora antes de as mulheres adquirirem essa mania besta de abrirem mão de suas especificidades e quererem equiparar-se aos homens. Logo aos homens! O resultado mais visível disso é mulher erguendo o dedo central da mão esquerda para motorista de outro carro no trânsito.
Vamos despertar esse ou essa sonetista que tens lá no teu íntimo?
A idéia é a seguinte: como você (não?) sabe, um soneto é uma composição poética que apresenta quatro estrofes (ou blocos de versos), compreendendo catorze linhas (ou versos). As primeiras duas estrofes têm quatro linhas (ou versos) e as últimas duas têm três versos (ou linhas). Vamos aqui adotar o seguinte sistema de rimas: abab, cdcd, eef e ggf, ou seja, nas duas estrofes iniciais o primeiro verso da estrofe rima com o terceiro, enquanto que o segundo rima com o quarto verso; nas últimas duas estrofes, o primeiro verso rima com o segundo, enquanto o terceiro verso da terceira estrofe rima com o terceiro verso da quarta estrofe, na qual o primeiro verso rima com o segundo. Sacou?
Vamos elaborar um poema a quatro mãos, tendo cada verso sete sílabas, também chamado redondilha maior. Fosse redondilha menor e teria apenas cinco. Eu cuido dos primeiros três versos da primeira e da segunda estrofes, bem como integralmente da terceira estrofe e dos dois primeiros versos da quarta estrofe. O último verso de cada bloco fica por tua conta, menos, é claro, o do penúltimo bloco. Para não haver dúvida, a tua linha (ou verso) vai em destaque.
Eis a nossa obra, prima, como eu disse à filha de minha tia:
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
______________________
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
_______________________
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
________________________
Combinado?
Então vamos lá. Já imaginou teu nome no Guinness Book como co-partícipe de um soneto que, tal qual o amor, é sempre o mesmo mas não é sempre o mesmo? Que (tal qual o amor?) é a quatro mãos mas também é a seis mãos? Ou a doze? Ou a duzentas mãos? Falo dos sonetos, é claro.
Minha amiga paranauara vem de censurar a sisudez dos meus escritos mais recentes. Considerando ser ela professora, dou a mão à palmatória. Saberão os mais novos que vem a ser isso, Doroni? Disse ela mais: “Hora do recreio!” Então eu, aluno obediente, lhes proponho a brincadeira acima. Vejam lá o que vão fazer.
FANTÁSTICAMENTE BELO! BRAVO.
POUCAS VEZES LI TEXTO TÃO INTELIGENTEMENTE POÉTICO,
APRENDI MUITO LENDO-O. DEIXO MEU ABRAÇO
Oi Adauto! Bom dia!
Pois vamos brincar?
Ainda mais com chamces de ir para o " Guinnes Book"
O texto é excelente, didático e convidativo
Agradeço-lhe pela parte que me cabe.
Ja´fiz o meu Soneto
( falta uns retoques)
agora, cada um
que faça o seu.
Beijos e meu carinho
Meu amigo, sou muito imperfeita para aceitar desafios.Eu gosto de um bom soneto.Principalmente do soneto de fidelidade do saudoso Vinícius.Infelizmente não sou poeta, não sou formada em nada.escrevo apenas para matar meu tempo avaro e agoista.
mas, estarei apreciando os amigos.
Adauto,
continuando a brincadeira...
completei o seu Soneto
ADEUS
Quando penso em nosso amor
sinto esta dor profunda,
não mereço tanta dor,
que de saudade me inunda.
Fui dinâmico e parrudo
hoje sou pessoa lerda,
és a causa disso tudo,
com teu amor que não medra.
Partirei pra nova vida
sua mal agradecida ,
estou pronto para a luta!
Não lamento o meu presente
saibas tu, mulher ausente,
que há sabor em outra fruta!
Tá feito!
que venha o próximo!
bjsssssssss
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence o vencedor;
é ter com quem nos mata lealdade.
muito bom seu trabalho, gostei muito.depois eu volto.
hehehe!
Senti-me tentado a transformar teu soneto em um canto gregoriano (nada a ver com o Papa Gregório, mas antes com o Gregório Brasileiro, dito Boca do Inferno) e inserir os palavrões que a rima e o ritmo sugerem... Porém há pouco já tive a péssima sensação de ter uma resposta limada pela equipe de overcensores que me acusou de fazer merchandising e não teve sequer a decência de me enviar o texto defenestrado para que eu soubesse do que se tratava... e achei melhor me ater a comentar do que me arriscar a ter novamente uma resposta condenada ao ostracismo... até porque não guardo as contestações que faço aos amigos...
Gosto de sonetos. Já cometi alguns, mas por enquanto prefiro deixar a cada um os xingamentos à ex-amada, mal agradecida
que agora tem rima profunda
que agora tem rima com lerda
rimas são todas filhas da luta
Grande abraço!
rimas que são todas filhas da luta!
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 23/8/2008 10:38
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor
esta saudade do teu amor!
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
como se foras espinheiros
que nas planícies medram!
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
outra se fará presente!
aí está minha colaboração!
celina vasques
Muito bom. Uma aula necessária a todos nós. Só podemos agradecer por esta oportunidade que está dando a todos.
O conhecimento é fundamental.
Adauto,
já conhecia o Soneto de Camões é claro,
mas esse que vc colocou no texto está demais...
Video, musica e imagens.
Divino!
bjssss
O soneto é, sem dúvida, uma bela maneira de se poetar.
Parabéns pelo texto. Claro, objetivo e de bom gosto.
um abraço
Belo trabalho , um soneto é uma obra prima do poeta , seus versos estão excelentes , parabéns , aplausos a este lindo trabalho. Abraço...
delen · Cotia, SP 23/8/2008 12:02
Esta dor que muda, profunda
Tu, minha dorida perda
Me enfurnarei numa gruta
Tá legal, não ficou bom, mas resisti à sua armadilha, danadinho.
Rapá, fazer sonetos é um desafio terrível para um indisciplinado como eu, mais difícil ainda fica quando você coloca Camões como exemplo.
Além do mais (e isso é impressão íntima), sonetos só combinam com linguajar mais conservador, não combina com gírias e modismos.
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
- choro bobo, o barco afunda!
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
- lerdo em tudo agudo herda!...
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
- foi em frente, não te escuta...
rsrs.
Gostei do seu trabalho sobre os sonetos. A brincadeira também é boa.
Parabéns.
abrçs.
Marco.
Se eu soubesse, está ai um soneto que amo.
Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Muito honrado com teu convite e apresentação !
Um abraço !
O Marcos Pontes e o Nic explicitarm o que todos certamente pensaram, o Marco driblou maravilhosamente a armadilha e o Hideraldo, como bom professor, chamou a classe à ordem. Que venham novas rimas. Mas respeitando as regras do soneto. O Guinness Book nos epera.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 23/8/2008 15:10Fico com a Clara : Vinicius é o que há de mais belo c/ esse seu "Soneto de Fidelidade" Meu voto é p/ ele, Vinicius...Bjs Langinha...
Langinha · São Paulo, SP 23/8/2008 15:20A primeira condição para se participar de algo é conhecer as regras. A segunda é respeitar as regras. Quem não sabe o que é um soneto tem aí a oportunidade de aprender: é só saber ler. Temos, como disse o Hideraldo, "uma aula necessária a todo nós". Quem não quer participar da brincadeira que se cale, até porque a proposta não é julgar a poesia do Vinicius, que, aliás, não é o único sonetista digno de aplauso. Essa mania do brasileiro de não respeitar regras me cansa! Abaixo o improviso! Mário Henrique
M H Rolim · São Paulo, SP 23/8/2008 15:34
Parabéns pela idéia de um trabalho poético conjunto.
Temos no overmundo inúmeros talentos como você, Adauto, a Doroni, o Cristiano e tantos outros.
Mas eu cá, tão sem conhecimentos técnicos e com rompantes de inspiração tão irregulares, não devo participar. Honrada pelo convite, mas sou uma evadida (parodiando o F.Pessoa) tão irreverente, tão sem rimas, sem-regras, que fico por aqui, acompanhando o trabalho que sei, será brilhante.
Muito sucesso para vocês.
Carinhosos abraços.
Complementando, a despeito do que afirmou Mário Henrique, muitas vezes o improviso é mais valioso.
Respeito o seu ponto de vista, mas odeio regras e vou continuar assim. Só aceito as que são absolutamente necessárias para eu viver em sociedade. Acatar a todas de forma irrestrita me faz lembrar os tempos cinzentos do silêncio obrigatório, para não ser perseguida pelos homens de verde.
Vim aqui aceitar teu desafio. Não sei se consigo, mas VOILÁ!!
"Quando penso em nosso amor
sinto uma dor profunda
Não mereço tanta dor
Deixaste minh'alma infecunda.
Fui dinâmico e parrudo
hoje sou pessoa lerda
és a causa disso tudo
Meu vigor agora hiberna.
Partirei pra nova vida
sua mal agradecida
estou pronto para a luta
Não lamento o meu presente
Saibas tu, mulher ausente,
Eu sou um cara batuta.
AMIGO CIRCUS...
Depois de ser pai...
Só neto!
Brinquei...
Gostei da aula!
Parabéns!
Grande abraço!
Lailton Araújo
A aula sobre soneto foi ótima, mas atender ao desafio das rimas são outros quinhentos. Eu confesso que não consigo me ver fazendo soneo. Gosto de escrever sem regras rígidas, e o soneto não permite estravagâncias.
Admiro muito quem segue esse esquema "abba", "abca" e outros tantos, gosto de ler (Camões é fundamental!).
Abraço.
m.m. Rolin, se te referes ao fato de colar aqui o soneto do Vinícius, o fiz e expliquei que se eu soubesse fazer.
bem seja vc quem for,homem ou mulher,talvez não me conheça o bastante para me julgar.
Fui convidada,compareci e levei na brincadeira.Conheço o trabalho da Doroni como tb do amigo Circus,ambos grandes poetas.
Então não vi motivos para vc se tornar porta-voz.
Grande aula !...com beleza, destreza e clareza !
pra abusar das rimas, com certeza...rs
muito bom, e obrigado, Professor !
devoto, volto pro voto...
abraço
Joe
Ótimo texto, ótima idéia.
Abração e votos
Clpa!Clap!Clap! Magistral!! Abraços,Nina.
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 24/8/2008 16:50
Voltei
para deixar os votos
e já que é para brincar
continuo....
ADEUS
Quando penso em nosso amor,
sinto uma dor profunda,
não mereço tanta dor,
estou ficando corcunda!
Fui dinâmico e parrudo
hoje sou pessoa lerda,
és a causa disso tudo,
e meu coração ainda medra!
Partirei pra nova luta
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
sabes tu mulher ausente
quanto te quis- fiquei biruta!
Adauto : VOTO em você, que você merece !!! Bjs. Langinha (Solange).
Langinha · São Paulo, SP 24/8/2008 21:00
Entrando na roda, ta aí o meu soneto.
ADEUS
Pensando em nosso amor,
Que aconteceu sem medida,
Desfiz o dissabor,
Inundei-me de vida.
Fui amiga, fiel,
Dei-lhe casa, carinho,
A traição cruel,
destruiu nosso ninho
Solidão, de mim apossou
Fez morada em meu peito
Me coração destroçou
O adeus inimigo
Cruel e sutil
Veio morar comigo
Taí teu voto!
Das contribuições, a segunda da Doroni tá matando a pau!!!
Meu voto é também pra ela!
Abraço!
Sensacional!
Infelizmente, não sei rimar (ai, ai), mas ando aprendendo e agora, mais ainda, depois de tão deliciosa aula.
Beijos
ei suannes...tô aí contribuindo como posso...
abraços
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
tão intensa a minha angústia
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
és a vida que se encerra
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
Minha dor é impoluta
Magnífico trabalho, parabéns!
Votado!
Abraço
Oi Renato,
Obrigada pela parte que me toca.
bjssssss
Com meus pedidos de desculpa à Clara, por minha involuntária grosseria.
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
Volta pra casa, Raimunda.
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
Sou direito e és esquerda.
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
Meu futuro é só labuta.
Aí vai. É o que pude fazer. Achei outras rimas, penso que todos também às encontraram, bem ricas por sinal, como ninguém usou creio que a censura pegou. Abs.
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
Dor intensa e fecunda.
______________________
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
Eriçou-me até a cerda.
_______________________
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente
que minha alma é impoluta.
m.M. Rolin sabe meu amigo,vc já se desculpou ao fazer dos seus versos essa obra prima .Se fosse em outro empo acredita, essa amiga nao levaria tudo na esportiva.O tempo passou e eu aprendo cada dia mais.
O pobre só tem dois direitos;
O de não ter direito e de reclamar do direito que não tem.
E que o pobre de boca fechada ainda estará errado.
Bem não me deves desculpas por nada.Eu tb não errei,pois tudo o que disse era se eu soubesse escrever um soneto,gostaria de ter escrito soneto de fidelidade.
Deixo meus votos,para tantas mãos e poucas palavras inseridas no soneto.
No final prevaleceu apenas o original.
AMIGO, SEM PALAVRAS . LINDO!!!! ADORO ESSE TIPO DE ESCRITA!
PARABÉNS. POEBEIJOS.
Meus cumprimentos a ambos os contendores pela elegância com que se houveram. Quanto a isso de ser pobre, minha querida, pense nisto: não são todas as pessoas que têm a tua sensibilidade. E isso é uma riqueza que o dinheiro não compra.
pois é! Dentro de cada um ser abita um ser poetico.
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 25/8/2008 17:33Sem rasgação de seda, que sabes que não sou disto, mas gostei dos versos da MHRolim.Parabéns à cachopa.Lila Su
Lila Su · São Paulo, SP 25/8/2008 18:13
Muito interessante Adauto.
Parabens!
Abraços e votos.
Regina
Adauto,
outra brincadeira...
ADEUS
Quando penso em nosso amor
Sinto uma dor fecunda
Não mereço esta dor
Que de ti se oriunda .
Fui dinâmico e parrudo
Hoje sou pessoa lerda
És a causa disso tudo
Minha linda e doce Gerda.
Partirei para nova vida
Sua mal agradecida
Estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente
Saiba tu, mulher ausente...
Lembrarei da noite augusta
bjssssss
Quando penso em nosso amor
Sinto esta dor profunda
Nao mereco tanta dor
So a saudade que me inunda
Fui dinamico e parrudo
Hoje sou pessoa lerda
Es a causa disso tudo
"Cabecuda", cabelo de cerda
Partirei pra nova vida
Sua mal agradecida
Estou pronto para luta
Nao lamento o meu presente
Saibas tu mulher ausente
OH! Vil mulher que nao me escuta!
Fui dinamico e parrudo
Hoje sou pessoa lerda
Es a causa disso tudo
Cabeluda, fio de cerda
Favor substituir...
Agora que li, coincidencia pura, rima igual da Doroni...tenho que bolar outra, rsrsr
victorvapf · Belo Horizonte, MG 25/8/2008 21:46
Quando penso em nosso amor
Sinto esta dor profunda
Nao mereco tanta dor
Ai! Que mulher imunda
Fui dinamico e parrudo
Hoje sou pessoa lerda
Es a causa disso tudo
Cabeluda, "fio de cerda"
Partirei pra nova vida
Sua mal agradecida
Estou pronto para luta
Nao lamento o meu presente
Saibas tu mulher ausente...
Ouvido duro, que nao me escuta!
Nao lamento o meu presente
Saibas tu mulher ausente...
Ouvido duro, nao me escuta!
(fica melhor)
Circus, desculpe ma nao comentar, e que fiquei preocupado em fazer o soneto que me esqueci de comentar sobre sua brincadeira. que achei exelente! Meus parabens e que bole mais uma, abracos. Agora sugiro, que se votem nos sonetos apresentados, voce comecou, agora termina, rsrsrs,
victorvapf · Belo Horizonte, MG 25/8/2008 23:15
Dá trabalho à quatro mãos, no entanto, o resultado é pleno de sintonia!
Votado
Baci!
Perdoe-me, mas não resisti à deixa..., mas como é hora do recreio, lá vai
Quando penso em nosso amor
sinto essa dor profunda
Não mereço tanta dor
Que vai da testa à .....
Fui dinâmico e parrudo
Hoje sou pessoa lerda
És a causa disso tudo
Você foi uma m........
Partirei prá nova vida
Sua mal agradecida
Estou pronta para a luta
Não lamento o meu presente
Saibas tu mulher ausente
Se presente, és uma p....
Engraçado, poesia sempre foi um assunto misterioso pra mim, apesar de adorar!
Tatyana Medeiros · João Pessoa, PB 26/8/2008 07:28
Olá!
Maravilhosa e deliciosa explicAção.
Lamento ... Mas eu não sei rimar amor com dor nem solidão com paixão ... Quem sabe um dia com texturas, odores e sabores vou aprender!?
Teu trabalho está impecável_mente criativo.
Beijos_Meus*
*
Oi!
Aqui vai o meu soneto.
abs
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor,
igual a essa que me inunda.
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo:
dura, a vida me deserda.
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
que eu não fujo da labuta.
ainda posso? Vamos lá...
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
Um espinho meu coração fecunda
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
Ah, mardita Gisserda!
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
Sou fraco mas tu és bruta!
________________________
versão multinacional...boa.
postei um texto que tem algo a ver com isso
http://www.overmundo.com.br/banco/o-sabonete-oferece#c243455
depois dê uma lida.
um abraço
Adeus
Quando penso em nosso amor,
sinto esta dor profunda.
Não mereço tanta dor!
Porém, ela não me afunda.
Fui dinâmico e parrudo,
hoje sou pessoa lerda.
És a causa disso tudo!
Mas, não sou como o Lacerda.
Partirei pra nova vida,
sua mal agradecida,
estou pronto para a luta.
Não lamento o meu presente,
Saibas tu, mulher ausente,
Como o caroço da fruta.
Francimar Torres Maia - O Cearucho.
Nos corações humanos...
Adeus!
Grata pelo convite
claudia almeida
Caro Suannes,
Maravilhoso o seu texto como sempre. Segue lá o meu poema:
Surge a dor,
mal do amor.
Beija-me suave
dor esvoaça
como uma ave
Abraços
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