"Soneto da Deposição de Armas"
Já não fosse heroísmo o bastante
Viver neste mundo-trincheira
Tentam me convencer de qualquer maneira
De que normal é luta constante
Virou vulgar a palavra guerreiro,
Como se o ofício deste não fosse
Tornar amargo o que poderia ser doce,
Derrubar flor de todo canteiro
Pois me recuso a guerrear
Me recuso a brandir minha espada
Deponho minhas armas aqui
Prefiro o verbo teimar
Teimoso trilho ainda esta estrada
Continuo teimando em insistir
William
Belo sentido.
Um abraço
EG
Teus versos me lembram uma canção dos Mutantes (já sem o grande Arnaldo Baptista), "Eu só penso em te ajudar"..."...Estão dizendo que é pra competir/mas eu só penso em te ajudar..."... Também levam a uma reflexão sobre nossos dias... E a grande inutilidade das guerras... Votado... Estou em edição com http://www.overmundo.com.br/banco/onde-viceja-a-saudade... Abraços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 14/6/2008 23:13Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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