SONETO I
me assalta a indolência neste agosto
e contrito a pálido e mudo e frio
me acalanto nesse meu sol oposto
ansiando da vida outros desafios
que não a secreta angústia amarga
desse tempo de bombas e presságios
a minha rua é o infinito onde paraíso
que vem da infância mais remota
à adolescência mais cansada e torta.
ah, tempo rastrejador de enigma!
em cada segundo calo e ausculto
o lamento inútil dos minutos, tangendo
as horas dessa vida de sobressaltos.
SONETO I
me assalta a indolência neste agosto
e contrito a pálido e mudo e frio
me acalanto nesse meu sol oposto
ansiando da vida outros desafios
que não a secreta angústia amarga
desse tempo de bombas e presságios
a minha rua é o infinito onde paraíso
que vem da infância mais remota
à adolescência mais cansada e torta.
ah, tempo rastrejador de enigma!
em cada segundo calo e ausculto
o lamento inútil dos minutos, tangendo
as horas dessa vida de sobressaltos.
belissimo soneto receba meu carinho e meus aplausos!
beijos meus!
Belo texto.
"a minha rua é o infinito onde paraíso"
O trecho em destaque está carregado de poesia. Parabéns!!!
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