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SONHEI CONTIGO SENHOR

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1
José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI
2/6/2009 · 3 · 1
 

Sonhei contigo Senhor
No mundo tocando o fogo
Vi mulheres e homens
O sábio demagogo
Vi jovens e crianças
Em chamas vivas de fogo

Os céus se fecharam
Ninguém entrava ou saia
Nevoeiros de fumaça
A terra escurecia
Nem o sol nem a lua
Nem uma estrela se via

A mãe terra gemia
Do mundo se ouvia o pranto
A natureza chorava
A dor causava espanto
Os mortos a muito tempo
Corriam pra todo canto

Os mares iam secando
Nos rios, as águas fervendo
E todos os seres vivos
Iam desaparecendo
O mundo dava gemidos
O espaço estremecendo

Eu olhei e não via nada
Mas ouvi um estouro
Gritei apavorado
Não pude conter o choro
Vi o mundo transformado
Em um grande matadouro

O espaço escureceu
Gemido para todo lado
Vi o rosto do Senhor
Em pranto todo molhado
E as lágrimas que corriam
Deixaram o fogo apagado

Olhei novamente
Em torno da amplidão
E no espaço sem fim
Vi grande multidão
Que subiam para o céu
Entoando uma canção

E tudo silenciou
Um novo mundo surgiu
Novo céu, nova terra
O mundo todo floriu
E vi descendo do céu
A multidão que surgiu

Surgiu um novo sol
Com raios fulgurantes
Também uma nova lua
De belezas exultantes
E as bordas celestiais
Com estrelas cintilantes

Vi os cinco patriarcas
Na cidade de Sião
Vi Adão e Noé
Pai de toda geração
Eu vi Isaac e Jacó
Filhos de Abraão

Vi todas as gerações
E no meio Jesus cristo
O filho do Pai Eterno
E como estava previsto
Vi queimar-se no inferno
Satanás o anti-cristo

Eu vi reinar no mundo
A paz, a felicidade
A magnitude de Deus
Sobre toda humanidade
E com Espírito Santo
O reino da eternidade

Ó Senhor o meu sonho
Se torne realidade
E brilhe a tua luz
Sobre toda humanidade
Pai, Filho e Espírito Santo
É Deus amor e verdade.

Sobre a obra

Sonhei contigo Senhor
No mundo tocando o fogo
Vi mulheres e homens
O sábio demagogo
Vi jovens e crianças
Em chamas vivas de fogo

Os céus se fecharam
Ninguém entrava ou saia
Nevoeiros de fumaça
A terra escurecia
Nem o sol nem a lua
Nem uma estrela se via

A mãe terra gemia
Do mundo se ouvia o pranto
A natureza chorava
A dor causava espanto
Os mortos a muito tempo
Corriam pra todo canto

Os mares iam secando
Nos rios, as águas fervendo
E todos os seres vivos
Iam desaparecendo
O mundo dava gemidos
O espaço estremecendo

Eu olhei e não via nada
Mas ouvi um estouro
Gritei apavorado
Não pude conter o choro
Vi o mundo transformado
Em um grande matadouro

O espaço escureceu
Gemido para todo lado
Vi o rosto do Senhor
Em pranto todo molhado
E as lágrimas que corriam
Deixaram o fogo apagado

Olhei novamente
Em torno da amplidão
E no espaço sem fim
Vi grande multidão
Que subiam para o céu
Entoando uma canção

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informações

Autoria
José Bezerra de Carvalho, Poeta Zé Bezerra, o "Águia de Prata"
Ficha técnica
Cordel, em sextilhas
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Cláudia Campello
 

Para tudo ha um proposito, poeta.
só Deus sabe o que sucedera a cada homem.
o resto é fantasia.

bjssssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 3/6/2009 22:19
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