Dente-de-leão sem rumo
Brincando com a gravidade,
Afagado pela brisa.
Ah, por que tens de ser tão efêmera,
Não basta seres inefável?
Qual um musgo no muro
Entediado pela banalidade,
Afogado pelo dia.
Ah, por que tens de ser tão etérea?
Como um sopro, insuportável!
Vida, dente-de-leão, brisa.
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