“Sorvete de JuliManga Selvagem”
Oi JuliManga/Prepara contente/Estes ingredientes,
Enquanto escutas/As minhas palavras/Que nunca mentem
Mesmo quando com maestria/Em poesia, mentem muito bem...
Meu bem... Anda.../Pega lá aquelas lindas/E suculentas mangas
Que comprastes,/Toda serelepe/N’algum mercado
Do teu Porto/Por ti tão Alegre./Se forem pequenas
Teremos três e três,/Mas se forem matronas/Um duas e duas
Como as tuas/Tolas birras de insensatez.../as mangas, lindas e cruas/Irão para uma panela/Que bem as comporte dentro,
Com água o suficiente /Para banhá-las, /E não, afogá-las.
Isto é um detalhe/Bom e eficiente./Ao fogo brando com elas
Até que suas peles/Vermelhas como/Tua boca acesa,
Rachem,/Como racha o solo/Do rio em seca,/Como racha teu coração/Quando em brasa/Chora, rir, diz e peca.../Enquanto isso, “Guria”/Abres uma lata de leite condensado/“Nestlé’... Faço questão de frisar,/economias mesquinhas/coisas de ninharias
as vezes faz tudo desandar.../E é “Foda” isso,/Mesmo que seja “Lindo”/E friso mais preciso/Não é para aceitar.../É para entender.../Despeje o leite condensado/Na boca daquele que liquida a dor,/Que te receberá/Todo se lambuzando/De medo e desejo/E ti dando, dando, dando.../Despeja todo o leite,/O que sobrar,/Com um dedo/Na tua boca/Faz um deleite,/Lambe o leite
Que ficou/Ti esperando/Em doce desmando/“Na lata!”
Nada mata/Nessas senhoras/É só tua intacta/Selvagem aura
Que é melhor/Que o leite,/E o resto,/A gente já sabe/É entre, tente, e deite./Sei que pouco/Muito pouco/Do que “Guria”
Tu temes/Não percamos segundos /De receita tão boa
Com coisa tão a toa.../Vamos ao creme,/Que também é de leite
E que também/Meu bem,/“Nestlé” /Tem, e tem, e tem
Que ser./Antes de chegares aqui/Tu já tirastes o creme
De dentro da lata/Há no mínimo.../No mínimo.../Umas...
Umas boas três senhoras/Contadas lá atrás.../E num recipiente
Bem tampado/Como um coração/Aquebrantado/Na geladeira
O creme/Do que não temes/Foi reservado./E sabe para quê
Minha linda JuliManga?/Para quando fores /Usar o creme-do-que-não-temes/Tenhas como separar/O sólido/Do liquido,/O válido
Do indevido./E voltas a dar atenção/Àquele moço/Que liquida a dor
Te esperando,/Boca aberta/Te bebendo/Te dizendo
“Julimaga.Tu que Manda”.
E nele, todinho,/Despejas teu creme-medinho/Todo só solidez
Solidão, protravez./Às mangas, querida!/Já devem estar frias,
Ou quentes/O suficiente/Para não queimarem/Estes teus dedos
De insanos segredos./Retires a pele amaciada/Cozida... Encarnada...
E, com as tuas/Duas nuas mãos/Espremas com gosto/A polpa, do caroço.../É um processo/Tão delicioso/Quanto imaginar/Este teu sorriso/Pecaminoso./Tudo isso diretamente/Na boca aberta
Desse coitado/Que te espera/E espera todo dado,/Coitado...
Tudo isso/Só para com/Eficiente motor/Liquidificar
De qualquer sabor,/Qualquer uma tua dor./Minha flor de Manga-Rosa/É receita toda prosa/E tem que ser processada,
Sim, e não me sobra mais nada...
Perdoa a minha prolixia/dentro desta receita-poesia/ É que tu “Guria”
É uma tão linda cria/ue em mim se recria,/cria, cria, cria, cria...
(cola, vai, cola e copia...)/Processou minha flor/e selvagem e doce sabor?/Agora, libera o coitado/o conteúdo /Tão amarelo e espesso
Quanto o que em sorvete/Para sempre ti ver coquete
Eu levianamente me expresso./Ai... Minha alma toda tonta
Se declara/Se desnuda/Quase totalmente/Até chegarmos às “Claras”/Que às vezes/São até indecentes/De tão exibidas
Lânguidas e transparentes,/Sentes...?
Vamos batê-las,/Bater nas “Claras”/Que em suspiros, suspiros...
Elas não nos deixam temê-las/As “Claras”, pois sim.../Ai de nós se fossem/Tão transcendentes assim...
Pois sim.../
(Bem, o resto da receita - em degradê do amarelo ao vermelho nas letras - tem q/ apertar o botãp azul))
Que delícia!!!
... ante tamanho salivar (e olhe que não sou chegado a doces, pois, de doce já basta a vida!), não pondero dúvida: é um verdadeiro manjar - só de imaginar - o se deliciar com tua poesia que alimenta e o alimento que ela promete transformar!
Conheci uma dessas bruxas alquimistas que transformam outros seres em poesia: Mª Lúcia dal Farra!
GRANDES poetisas, GRANDES poesias!!!
cheiro GRANDE!!!
ATENÇÃO!, tem alguns errinhos "de dedo" e "falta de atenção" já vi, mas não corrigi, e quem quiser se dar ao trabalho, por favor, faça-o em silêncio, então, concerte-os em seus corações, que eu não vou concertar mais nada não!
Dora Nascimento · Olinda, PE 24/9/2007 20:07
Para ninguém me achar mais descarada do que já sou, dei uma relida e concertei algumas coisas. Se deixei passar alguma coisa, ah... Deixem para lá passar...
André adorei o site que você me indicou, obrigada, a figura é linda. Beijos.
Dodora,
Julimanga-rosa-selvagem!
é tão, tão, tão, tão, tão, tão,
delicada dedicação
tua que tô de boca cheia dágua
té agora
Dodora,
Se não for aquele leite,
não dá pra ser
um de outro
fabricante
elegante,
alto, forte
capaz de bater bem às claras
e dar à gente o prazer que a
manga-rosa dá
bueno, guria, senão dá,
não dá
agora, dodora, se dá, deu...
Fico gratinada de tão gratificada
areceada com a receita tua
quase nua eu, de tão pirua
minha vó Marinalva aprovou
(ela é que vai fazer, óbvio, que nesses assuntos sou pacóvia)
tua receita é de primeira, disse calma.
Prefiro duas mangas grandonas.
Três fico meio estranha,
não acerto o botão da blusa
Fico confusa, senhora.
Aliás Dodora, senhorita
talvez, quem sabe, eu
Gratificada, agradecida,
lambuzada e babada.
beijin, Dodora amada
Ressalva JuliManga:
Ou Seis mangas pequenas (três e Três)
ou Quatro mangas matronas(duas e duas)
Senão fica muito leite, muito creme, pra pouc Juli.
Se o outro leite for tão bom quanto o que indicquei, tudo bem,
mas se dezanda,
mesmo sendo "Tu que Manda"
o problema é todo teu.
Adorei a agradecida gratinada.
Sei um gratinado de cove-flor com frango que é uma coisa, menina, nem ti conto...
Deixo para contar ao rapaz,
e quem quiser, pega carona.
Beijo JuliManga.
Dora, mulher, q receita danada de boa!
Nossa me lambuzei no leite condensado e na manga!
Mas o resultado dessa receita-amor dever ser surpreendente! hum...
Capaz de gerarem um monte de manguinhas ou sorvetinhos de JuliManga-Rosa-Selvagem".
Ainda hoje mantenho o h´´abito de lamber as latas, em especial de "leite moça", pois é mesmo tudibom!
Um enorme beijo lambusado de soverte de manga!
Eu Também, Senhorita Sensualizada,
eu também (te) amo.
Depois, se quiser, te dou
uma receita-poesia.
e ti dou o direito
de escolheres
entre muitos talvez
e talheres,
se doce ou salgada.
mais beijo e obrigada.
Adorei! Dedicada prosa, texto rico de sensibilidade. Palavras afloradas nesta Primavera doce...
Votado mesmo! Amei . essa vai para imprimir e reler...reler...
abçs.
Será que eu entendi essa receita como deveria? (:
Carol~marimon · Cuiabá, MT 27/9/2007 16:01
Dorinha,
Culinaripoeta de mão cheia no trato com as letras e na mistura de ingredientes tão diversos, que proponho um rodízio dos seus quitutes! Dessa babel glutona de pecados gastronômicos, sai uma nouvelle cuisine de versos ao ponto. Querida gueixa do inusitado gelatto que nunca desanda, entre jaca, cajá e ameixa, eu prefiro manga! Um beijo.
Bretton meu "Nagô" querido,
já pensou um rodizio...?
Claro que dessa vez
vatapá não poderá falr.
Nem tapioca de Olinda
que Morais Moreira
já provou e cantou
numa melodia linda.
Eu também, entre jacas, cajus, e pintangas
bom mesmo é abrir uma Kitanda (que é uma palavra do português de Luanda, e significa Mercado.
Beijos caymmianos derramando dendê na cocada, e mais nada.
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