Era o problema das coisas em minha mente. Sumindo – sumindo. Desaparecendo como uma fumaça dispersa pelo vento. Meus pensamentos surgiam, e logo corriam, para todas as direções de meu cérebro, simplesmente desertando. Tentava por alguns instantes então manter a linha, a linha que escrevia, a linha da roupa que me vestia, a linha nas telas para qual olhava, a linha que fazia aparecer cada letra na tela de meu computador – formado por várias, várias linhas.
Então nenhuma dessas linhas realmente fazia sentido – não que devesse fazer. Não que as palavras que eu escrevo devam ter algum nexo nessa vida – ou as roupas que eu uso, tenham mais utilidade que o pudor criado pela mente humana, que menos sentido ainda faz. Na verdade todas as linhas me davam dor de cabeça. Todos os sentidos me chateavam, e faziam perguntar ‘Por que diabos tudo parece tão igual?’ Mas hoje o mundo deveria ser diferente – sim, deveria.
Mas se está tudo perdido, se estão todos perdidos, o que são esses vestígios em minha memória? O que são esses sons, essas vozes e esses rastros de pensamentos absurdos na minha cabeça? A desculpa atrás do remorso, a justificativa por trás do erro… Meramente? Se digo que sinto ser mais do que o normal, gostaria de ver as faces dos meus erros, e desferir o golpe mais brutal que poderia sobre todas elas. Então não sentiria o vazio de… de… de…
Como some, como some. Por que some? Por que some se não faz sentido algum? Se não edifica, modifica ou move? Se mal vive, e, no entanto já morre… Em uma secura incansável, claramente empoeirada e exposta, maltratada pelo tempo por qual percorreu os caminhos mais insanos e inesperados, desde que fugiu do mais belo jardim, no mais confortável abrigo. Agora perdida.
E o choro ressecado que ainda não se finda, em outra conversa inútil e sem razão de ser – continuará em seu pessimismo até que a esperança venha outra vez brilhar em olhos a seu redor. Para sempre, em uma idéia perdida de infinito e continuidade que não adianta a ninguém. Fazendo meu coração se perder em sua ultima dança – Eternamente.
Escrito por Larissa C.S. 16 Anos -> http://edisetisoppo.wordpress.com/
Começo de vida, sentimentos despontando, ainda meio confusos, mas já acenando para um certo talento inato !
isso melhora com o tempo,você vai pegando o seu jeito, o estilo ao qual você vai querer escrever !
se poesia, ficção, crônica, não-ficção... não importa qual...
Não tenha pressa !
um beijo !
O Alcanu já fez uma análise apropriada. Mas gostaria de dizer que poucas vezes vi alguém tão jovem escrever tão bem. Você está no caminho Larissa. Você descreve nem aquele sentimento de vazio que nos atinge vez por outra. Vá em frente.
bjs
gostei muito! lindo texto.
expressa bem o universo da adolecência por onde todos passamos.
bjs
esse vazio nos leva ás inquietudes da alma...para nos fazer crescer um pouco mais como gente.
tudo acresce. creio.
é por ai...
bjssssss
Larissa, voce escreve muito bem e com firmeza, sem vacilar. O caminho é escrever e escrever além de ler muito e de tudo um pouco, Alcanu já delineou o caminho, que por vezes é árduo, mas bastante inspirador e salutar.
Gostei, mas o teor do escrito é por demais sofrido e acredito que apenas uma reflexão, parabéns e gostaria de voltar a lê-la.
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