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Tão esperado e urgente,
Tão fugaz e passageiro,
Como o calor é perene
de mãos já em abandono
Um barco ao largo do cais
Melhor rimar amor e flor.
Melhor sentí-la presente
Assim bastante, inteira
Que antecipar-lhe a ida
De uma partida em dor, em ais
Ah! Sonhadas noites
das presenças cálidas
Erguidas do nada em tudo
Amparadas por sobre a outra
Voluptuosas auras elétricas
As luzes e fogos tantos
de momentos tornado eternos
da paixão desandaram à sombra
ao frio, à imensidão dos desertos
D'eu sem mais teus encantos
E quando os tive, quando éramos
um, o pouco que soube de mim
era por tuas carícias que sabia
por beijos embriagantes e fragrâncias
das tuas saliências e reentrâncias.
tags: Porto Alegre RS poesia adroaldo-bauer
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Oi meu querido adroaldo.
Tão esperado e urgente,
Tão fugaz e passageiro,
Como o calor é perene
como diz Camões: '...si tão contrário a si é mesmo o amor.'
mas o amor é sempre belo ainda mais quando tão perfeitamente cantado em versos como em TAÕ FUGAZ E PERENE.
Adorei de novo.
Beijos, tá?
depois volto pro voto
Alice Poltronieri · Porto Velho (RO) · 31/3/2008 12:09
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E que estrada ainda mais árdua me pões ao futuro, adorada Alice.
Eu maravilhado, já nem retrovisor alcanço, olhos postos nos percalços adiante, pois que o desafio de ser assim saudado, sabes, impõe que não se desfaleça, não descambe, não se insatisfaça.
E como dar a uma mulher o que ela adore, se já adorou o que uma vez se deu e mais adiante se a quer próximo.
É da estrada essa que te falo, Alice, mas em absoluto segredo, certo?, não o diga a ninguém que pode parecer que estou aqui a aceitar o teu aplauso em público e a me queixar dos fados.
Até que dos fados poderia queixar-me; das musas, mesmo as mais tímidas, jamais.
Agradecido, guria.
Beijo também a ti, Alice, que maravilhas.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 31/3/2008 12:47
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Salve, Adroaldo!
De despedidas melhor não antecipá-las.
Esse momento cruel,
nos é capaz de aleijar...
Ficas grudado no cais,
olhos absortos no céu
e nas mãos um coração a palpitar.
Tão belo teu poema que pus-me a sonhar...
Rangel Castilho · Anastácio (MS) · 31/3/2008 12:59
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Se faz isso o poema, Rangel, mais de meio caminho trilhou, posto que, além do estranhamento o vôo dele se alçou.
O restante da jornada, sempre penso, é mais com os leitores.
Agradeço a presença e o grande estímulo que me dás por ter também teus sonhos freqüentado.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 31/3/2008 15:20
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Tem razão o poeta Rangel...
Os versos arrebatados de amor têm a capacidade de enlevar e se provocar sonhos, como essas presenças "erguidas do nada em tudo".
Ah! os poetas, sabem será o que seus versos são capazes de provocar?
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 31/3/2008 17:13
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Ih! Saramar.
Em que brete agora estou enfiado?
Vê que ainda duvido de que alguns versos meus cheguem sequer a condição de poema, mesmo que - de quando em vez, até rimadas se apresentem as idéias.
Então, me agita que algumas almas boas assim os considerem.
Sim, de quando em vez, em fervor entusiasmado, penso mesmo que alguns o são, já como apenas leitor das minhas frases públicas.
Outras santas almas percebem - até! - nesses versos, além de poemas, suportes, a própria poesia!
Então, de novo, percebo que são os corações que lhes chegaram aos olhos e leram com a bondade inflamada pelo que lhes tenham tocado aquelas mal-traçadas.
Um fazedor de versos que se soubesse poeta, já, não teria a condição de te responder... eu, então, mesmo que me entendesse poeta, que tenho juízo severo sobre isso, ainda não ouso responder o que versos, aí quaisquer, mesmo que encharcados de poesia, que os há de muitos colaboradores nossos aqui, tu entre eles, são capazes de provocar.
Já li que não gostam de estarmos aqui a publicar versos. E respeito muito essa opinião, pelo que tento redobradamente melhorar a produção que me vem do coração, mediando com um pouco de paci~encia encontrada com muito trabalho e com alguma inteligência que vou construindo no aprendizado entre ímpares daqui.
Já li que gostariam que publicássemos menos. Do que não sei o que se trata, porque vai em cada postado meu e vejo isso em tantos outros pedaços de alma escalavrada, escrita, fotografada, revelada.
Já li que gostam um pouco de uns e de outros meus versos só um pouco. É aí que tenho encontrado estímulo para tentar aprender mais, que não é fácil.
Já li que até mudamos o humor das pessoas que nos lêem, para o conforto, para o riso, para o prazer, para crer mesmo no amor e na possibilidade da paz, para ficar nos extremos positivados. Assim conforta-se retribuído o autor, anima-se, tem um pouco de felicidade conquistada à dura existência.
Então, meiga Saramar, tu, da alma uma cantante meiga e da poesia singela companheira, indaga do que haveria de provocar um verso, um poema inteiro, a poesia para cada uma pessoa que leia?
Do estranhamento, passando do desgosto severo ao aplauso sincero, só posso dizer que provocamos... e isso para mim já é um bom caminho, um enorme começo para muito além das brumosas gavetas em que se finariam com o tempo, por desconhecidos dos olhares que os percebam, por clandestinos não conspirativos feitos que restariam sequer à margem, soterrados mesmos.
Percebes a potência de apenas uma frase, eu em rodeios aqui na tentativa minha, ainda vã, ou à meia de dar-te a satisfação merecida?
Só imagino o que faremos com uma poesia que essa faina ainda encontrasse. Sim, fazer versos ocupa tempo, os miolos, dá trabalho, tanto que para os que encontram a poesia, é mesmo ofício inteiro, íntegro, digno e - novamente, sim! - vez por outra aplaudida realização.
A loucura de tentar pelo verso o poema e com ele dar abrigo à poesia, menina Saramar, essa já é o sal da terra, a paga para a alma apaixonada, a razão enlouquecida, a vertigem presentida antes mesmo da queda rumo aos céus.
Espero não me arrepender do cometido aqui agora, porque esta página é uma que não dá mais para arrancar, não a virtual, a que vai inscrita nas consci~esncias nossas, nem fazer voltar a uma gaveta inexistente onde nunca esteve, porque fruto da tua questão agora, feita sobre la marcha à la minuta, por absoluto entusiamo meu com todos e em respeito a ti.
Arrisco!
Os poetas não sabem, sequer pressentem.
Os poetas, no entanto, e principalmente, sentem!
Agradeço e dou-te um beijo terno, meiga Saramar.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 1/4/2008 00:23
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"Creio em ti", como dizem os devotos. E não sendo um deles, creio nas suas palavras, que leio sempre com prazer novo de aprendiz, caro poeta.
Poeta sim. Da poesia, alicerce como sua humildade demonstra. Não que poetas devam ser humildes, mas sabe você, muito, desses modos de ser: poeta e humilde ser.
Bondade, certamente não é palavra que descreva o que move seus leitores diante dos seus versos. No meu caso, diria, que deve substituir tal bondade por admiração de aprendiz ou enlevo feminino diante dos seus versos de amor, ainda que não seja musa. Os poemas e a poesia (seus, sua) abarcam todos e encantam que tem o privilégo de lê-los.
Se não querem aqui, os poetas, ou os querem poucos e bem pouco (bem sei disso), raros daqueles que, por aqui andam, são elevados pela poesia como você.
Obrigada.
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 1/4/2008 02:16
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Saramar,
Deixemos as demais desnecessárias e pobres pautas ao largo, que já as referimos e demasiado é o que se disse a respeito.
Vamos aos final e principalmente do que nos aproxima e eleva.
Dizes que me percebes poeta.
Ainda que não seja pio, creio em teu juízo. E confio mais.
Dizes que é mais admiração que outro sentimento, e não tenho porque duvidar e me quedo enlevado.
Mas dizes de ti aprendiz e que musa nãos és.
É do que tenho pleno desacordo.
Primeiro que, por relacionado, se musa inspira, benfaz e desperta a alma e lhe empresta verve, assim sendo tu, és também o que da musa espero eu, como a imagino que exista, que há os que nelas descrêem, mas considero eu que as há.
Segundo, se são teus versos a poesia a inspirar, que posso dizer da tua condição reivindicada de aprendiz que assim faz. Que, pelo menos, teu grau de aprendizado tem já uma elaboração e uma qualidade a ser olhada por aquelas pessoas que desejam também aprender, o que faço eu.
Vê, se não te deste conta dos detalhes que saliento, que os primeiros versos deste conjunto aqui, são exata repercussão do que senti e me animaram os teus recentes Dos desertos de mim.
E não se diga que aqui resolvemos nós, por um acordo qualquer que não seja a trama densenrolada dos fados, tecer-nos loas e alvíssaras à toa.
Não me move, e sei que nem a ti, o egoísmo, tanto por já ter passado da idade de amealhar por essa via, quanto por concepção da existência, que por já tanto tempo não cedeu a essas facilidades do gênero humano, perniciosas das boas relações entre as pessoas em grupos ou mesmo no geral da socieade.
Ainda que seja eu obeso, meu ego é delgado, esguio, baixinho e até magrelo, embora exista e me confirme ante o espelho quem sou, resultando disso o que consideras aquele tipo de humildade, em que me reconheço plenamente, sem falsidade, porque essa é desnecessária.
Então, saiba que isso de mim será sempre espontâneo, sincero, amoroso e, quando posso e consiga, até lúdico, que rir é também um bom remédio.
Quanto aquele demais dito, penso que podemos ficar com Quintana:
"...eles passarão
(nós) eu, passarinho"
Agradecido, meiga amiga.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 1/4/2008 09:01
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Os poetas não sabem, sequer pressentem.
Os poetas, no entanto, e principalmente, sentem!
Poeta sim. Da poesia, alicerce como sua humildade demonstra. Não que poetas devam ser humildes, mas sabe você, muito, desses modos de ser: poeta e humilde ser.
Meus queridos, amigos e poetas!
Voluptuosas auras elétricas
As luzes e fogos tantos
de momentos tornado eternos
da paixão desandaram à sombra
ao frio, à imensidão dos desertos
Vou me refestelar de poesia, vou cair na maior alegria,
e que me perdoem o resto,
não me corrijam o trajeto.
Enquanto Saramar, minha poetisa preferida,
e Adroaldo poeta for,
guardarei minhas rimas,
e aprenderei com as tuas
cadentes, brilhantes e envolventes,
poesias meninas.
Quase não consigo, mas deu pra vocês entenderem né?
Abraços
Regina - poesia em volta · Volta Redonda (RJ) · 1/4/2008 16:07
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Não se guarde Regina, às voltas com a poesia.
Escancare! Cometa, desembainhe o verbo, solte a verve, lustre as palavras todas, areie as sentenças, espane todas as roscas, destrave os freios, acione as flamas, tome o timão e ice as velas, que ao largo o mar te espera e os céus se abrirão em luz.
Avante, guria, que a poesia em todas nós, pessoas para o bem, será sempre menina!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 1/4/2008 16:34
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Regina, obrigada.
Siga o conselho de Adroaldo e nos alimente com seus versos.
Muito brigada.
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 1/4/2008 17:18
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O papo aqui está denso. Eu, de poucas, soltas e perdidas palavrinhas, deixo somente registrado que é mais um ótimo texto e saio de mansinho....
david.ang · Salto (SP) · 2/4/2008 00:26
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Hei querido,
Cheguei e abri a votação.
Que privilégio o meu...!
Beijos.
Alice Poltronieri · Porto Velho (RO) · 2/4/2008 09:20
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"Só sei de mim
por tuas carícias
arrrepiando
a alma
e os sentidos
soltando a verve
em gemidos
sinfonias
de corpos
no mesmo ritmo
descobrindo
a existência
num cálido
instante
sussurrado
na noite
soprando
estrelas
no céu
rubro
do amor..."
Querido, Adroaldo,maravilhosoo!
Sei que hoje terei um dia lindo..depois de te ler...tuas vibrações atravessam-me... e libertam-me de qualquer angústia...és mágico,poeta!!
obrigada pela magia de tuas palavras!!
Parabéns,meu lindo amigo e poeta!
Grande beijo azulzeninfinito
...
Rai...Blue
Raiblue · Salvador (BA) · 2/4/2008 11:05
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Ai, ai, ai, ai, ai Raiblue,
Que me perdi das contas,
Que me deixas uma pessoa tonta
Eu estou em ti, mas antes estavas tu em mim
Que já não sei com que pernas andar
que minha alma é também a tua, sei lá,
perdi-me de mim e encontrei-me, já
inteiro e mais um pedaço em ti, bem aqui
Vê que um verso é meu, e também poesia
tua. Há em ti inteira a mão esquerda minha
Teu pé direito minha perna direita faz andar
trocamos de par, somos ímpares, díspares
e unos que éramos, os versos que fizeste
agora são meus, aos meus que foram teus
somaram-se e já são de outras almas,
somos então uma multidão, aquela legião
que as nossas razões, finalmente, ensadenceram!
Ai, ai, ai, ai, ai são gemidos de prazer meus!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 2/4/2008 11:18
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Esse é um privilégio do bem, consentido por contrato social aceito, Alice. Já disse, mas repito: maravilhas!
Entra e sai como queira, mas não se avexe nem se achique que não carece, amigo David.
Regina, segue o conselho de Saramar. É um bom caminho.
Grato a todas as pessoas que por aqui já estiveram e que por aqui passarem.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 2/4/2008 11:23
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Adroaldo,todo dia faço uma tour pela fila de votatação,idependendetemente de estar ou nao em votaçao
e voto sempre nos textos que considero bons e o seu é excelente
Votado e mandando pro banco
Beijos
Ailuj · Niterói (RJ) · 2/4/2008 19:46
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Adroaldo,
Beleza de texto. Li, curti e votei.
Valeu!
fraterno abraço,
Rubenio Marcelo · Campo Grande (MS) · 2/4/2008 21:23
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Querido Adroaldo:
Saber de ti por teu amor...
Saber de tudo em nada...
Saber-se todo em lugar algum...
Sensibilidade por todos os poros... PARABÉNA!
"E quando os tive, quando éramos
um, o pouco que soube de mim
era por tuas carícias que sabia
por beijos embriagantes e fragrâncias
das tuas saliências e reentrâncias."
Lili_Beth* · Rio de Janeiro (RJ) · 3/4/2008 11:16
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Amei que tenhas gostado, que te amo L*L*.
Agradecido.
Elevada honra a tua gentil presença, Rubenio. Grato.
Ailuj, eterna gratidão, enlevado fico.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 3/4/2008 11:32
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Adroaldo querido PoetAmigo,
Tua arte cantada em prosa e verso
promoveste inspiração ao convexo
e respondo a ti com poesia.
Espero que esteja em harmonia
Com o pensamento ora propagado.
Lindo poema, Poeta!
Beijos,
Regina
RESPOSTA AO FUGAZ E PERENE DESAFIO - Regina Lyra
Inconteste arte poética
Na placidez da aurora
No entardecer das frias tardes da serra
Onde o frio faz aconchegante desafio
Aos recém casais no cio
Do matrimônio contraído...
Em outros tempos, não tão idos.
Momento de real encontro
Das saliências e reentrâncias
Era aguardado até o dia...
Mas a fugacidade permitida
Agora sem limites eleva o circunstancial
A condição de amor ocasional.
Da paixão deslumbrada em êxtase
Mudou a razão dos tempos
O que antes era para sempre
Não era passagem.
Hoje é roteiro,
Curta metragem...
Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 3/4/2008 14:56
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Quando eramos um...Já basta...já é Poesia...
bjus
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 4/4/2008 11:50
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Cíntia, agradecido pela gentil presença. Estimulas e inspiras.
[Já tenho histórias para contar para as minhas netas: estiveste aqui comigo!]
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 4/4/2008 12:24
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Agradeço, Alkex. Fico feliz que te emocionas aqui.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 4/4/2008 12:25
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Quis escrever Alex.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 4/4/2008 12:25
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Ah, Regina!
Ao microscópio, aquela reta traçada com esmero e capricho por crianças ainda que éramos, revelava-se um imenso vazio com alguns pontilhados aqui e ali...
A matéria bruta e a brutalidade dos tempos nos vêm ensinando que ao espírito importa a alma de que se reveste, o coração que palpita, a luz que transmite... que a ação para o bem irradia.
Então, aquele breve momento, fugaz, de paixão tão somente, quiçá, à atenta e minuciosa observação, seria como nos disse o poeta Vinícius de Moraes: eterno enquanto dure.
Tendo já percorrido uma parte da estrada, com saúde ainda que pouca, mas suficiente para uma outra jornada pelo menos igual, espero cada minuto, inspiro cada segundo que não expiro, sorvo - ouvidos, olhos, tato... tudo.
Um curta-metragem, para mim, hoje, é um seriado, uma novela, um daqueles nunca cessantes programas da Broadway: em cartaz há 55 anos...
Grato pelo diálogo consistente e instigante que propicias.
Enfim, um porto é firme e nele atracam barcos, esvoaçam gaivotas, há faina nos navios... vida.
Também há essa centelha no veleiro ao largo, no piloto de seu próprio destino que levantou âncoras, enfunou velas e ruma ao porvir, mesmo sob tormentas, porque virão um dia, novamente as luzes fugidias de um céu estrelado, até as que nos guiem.
E vida é igual a vida, não há o que lhe valha, equivalha ou mais que ela possa ser, ainda que céticos ou ensandecidos a joguem mesmo no lixo, tenra ainda, ou explodam tantas por estúpida ganância.
Repito que sou grato a ti por aqui tanger tua lira.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 4/4/2008 12:41
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