A história vai se construindo
Todos os dias,
Com autoridade,
Com mediocridade,
Com atrocidade,
Pelo vigor da mocidade,
Pela ciência dos desprovidos
De vaidade,
Pela ousadia dos sem imunidade.
Vai por aí,
Corrompendo, enfeitiçando
O que foi feito pra vitória;
Empossando e destituindo
Vítimas da glória.
Vai colecionando fatos, corpos...
Que aparecem e desaparecem
Nas manchetes,
Como luz de relâmpago,
De pirilampo,
Luz que não ilumina,
Que não deixa nem risco
No livro que se escreve
Todos os dias.
São deuses e demônios
A sacudir a indolência sideral,
A inocência marginal,
A impotência existencial,
O marasmo do igual,
Criando para o bem e o mal
O existir, com suas comédias e tragédias.
Excelente trabalho deixo aqui meu voto e admirações . Abraços...
delen · Cotia, SP 9/10/2008 02:22me apaixonei pelo seu trabalho, muito bom mesmo.
Ecila Yleus · Recife, PE 9/10/2008 08:40
Gostei bastante. Estes versos: "Luz que não ilumina / Que não deixa nem risco / No livro que se escreve / Todos os dias" me fizeram pensar naqueles que participaram da história, mas não tiveram seus feitos impressos. Como os construtores das pirâmides, os soldados das batalhas, entre outros.
Sucesso.
Votado.
Frederico,
interessante poema
o existir com suas comédias e tragédias.
Pão e Circo.
Revolta!
bjsss
Frederico,
E assim segue a vida, por estradas as vezes acidentadas, e muitas vezes floridas.
Votado!
Abraços
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