Tempo Maduro
ouço rumores que soçobram pela tarde
vapores da arte queimando-me os olhos
e os tantos embrulhos da realidade
a que não me cabe naquilo que escolho.
desenho em suores meu esforço caçador
vagido ordenado em canções que detenho
esbaforidas e renitentes como um tremor
do animal sem freio, do urro tamanho.
cobre a ti mesmo de célere espera,
e verás, varrer a terra, o inesperado
residindo na máquina, no músculo, na têmpera
os ardis do pensamento não invocado.
a mão do que entendo não colhe
esta água turva que avassala e afoga
e obriga ao tempo maduro que tolhe
o impulso secreto do que não se joga.
ensaio este salto no palco intranquilo,
rescaldo de sonho queimando na testa.
volto à longitude esguia, e vacilo
entre o que viceja, e o que detesta.
muito bom Renato!
abraços!
olá celio,
obrigado pela visita. leia também outros textos já postados por mim aqui no overmundo.
abraços,
r
Que bom ler você novamente!
olá cida,
sempre bom também para mim receber sua visita. este, como vês, não foi muito feliz na votação, mas isso se deve ao meu afastamento do overmundo. vou tentar estar mais presente daqui por diante.
abraços!
r
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