Téo e Rita
Ele ascende um cigarro...
E ainda nem nasceu.
Mas Rita está prenhe,
De crimes sobre castigos
E outros idílios
Pelos céus enfurecidos
Da cidade cinza em azul,
Em seu vestido
Bordado em fios
De tensão.
Com contornos
Em teias de paixão,
E segue a seguir Téo,
Entre as filhas de Eva
E outros filhos de Adão.
De porta em porta
Em rondas anda, a Rita,
Ás vezes doce
Ás vezes arisca
Disfarça-se e insiste
Seduz e desiste
Prenha alegre
Parindo triste
Ela é um embuste,
Mas insiste...
Téo resiste,
Rita pode ser
Além de insana
Um poço fundo
De (des)tempero
De desespero
Inquietação
E prazer de endoidecer.
Téo persiste
No seu silêncio
De embrião
Pulsando caótico
Em desarrumação,
Pousando sereno
Dentro de um mundo
Visível, e pleno.
De imaginação.
Os crimes
Que a Rita
Desatinada comete
Remete ao que ele
Ainda não sabe conceber
De paixões criminosas,
Desejos seqüestradores,
Banquetes libidinosos
Brindes venenosos,
Invasões sádicas,
Contemplações masoquistas,
Casas incendiadas,
Solidões abortadas,
Amizades sabotadas,
E em noturno silêncio,
Regados a licor,
Ouvem-se
Tiros de misericórdia...
E tantas outras histórias,
De amor, poder e glórias,
Em que ele ainda vai crescer.
E Téo sabe,
Que se não nascer,
A Rita, imediatista e atrevida.
Como só ela sabe ser
Vai pari-lo apenas para ver,
Ele tentar e tentar, até saber,
Outra "persona" desvendar
Dentro do que a Rita,
Seus crimes sem castigos
Por ele cometer.
A prenhez de Rita rica em desajustes e emoções formam um roteiro interessante, audaz e curioso, muito bom de ler.
Gostei.
Bjs
Obrigada Lígia,
também gosto muito
de te ler.
Muito interessante enquanto texto, bem colorido e criativo... há um quê de teatral, texto para teatro, daria para alguém fazer a adaptação. Gostei mesmo... é uma coisa bem baiana, nascida em Recife, ao som dos frevos.
"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 28/9/2007 19:21
Meio Meio visceral, como a intimidade só possível entre Téo e Rita.
Uma história inteira dela e já a dele se mostrando como será.
Gostei demais
beijos
ora, ora, nascimento...
Rita dourada TeoDora.
ADorada, quem é essa pelada?
beijin, mangando di tu.
Olá Dora!
Visceralmente exposto para o deleite dos amantes
da poesia marginal.
Abçs. Benny.
Nossa Dora vc agora foi fundo na Rita e no Téo.
Definitivamente deixo o Téo para a Rita e pra vc, claro!
Mas olha, nossa que enredo fantástico, beira a surrealidade. Mas na realidade dos desatinos da paixão.
Muito, muito bom!`
Bom dia, bom sábado e um gostoso e inpirado fds!
Minha poetisa, linda, soberba
Eu, afeito ao repente. De Nascimento, formação, gosto e prazer, sou cativo da rima. Esse tipo de rima, embora livre, seguido repetido, proximo; entremeado configurando a poesia livre, me cativa de duas maneiras faz jus ao repente; e rende-se ao aboio, ao vaqueiro, o mãe-pai da poesia livre, um abraço andre.
A todos que sorriem aqui no meu quintal
Rita já nasceu alucinada,
e Téo já existindo, lindo,
indo vagando em lumes,
no útero da sua surreal amada.
E ademais, Rita agradece a todos, obrigada!
Voltei para votar e rever a íntima história.
beijos
Felipe, essa princesa negra de sorriso
que irradia, as luzes do m undo inteiro
sem sair do Rio de Janeiro,
quem é?
É apenas amiga infinda,
essa princesa em ébano linda,
ou algum dos teus (des)temperos?
Beijo e obrigada.
SaraMar eu ao mar iria
só para ti ver me sorrindo
Sarando em Mar o meu dia.
Beijos, a todos, e um belo dia!
Dora querida, voltei para votar!
beijos na Rita e em vc, sempre!
Não corrigiu o... aScende, sua vermA? Mas, foi bom eu voltar para votar. Ganhei mais dois momentos de bela poesia, seus "rapapés" PARA TODOS e também para o felizardo FELIPE.
Só nao vim para TI ver e, sim para TE ver! Ai, como português é difícil! VOTADO, baby!
Nato eu tenho que melhorar bastante a minha falta de atenção. e Nunca sei se é TI ou Te, isso sempre me confundiu, desde os tempos em que eu ainda estudava, e olha, já faz muuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiitooooooooooooooo, tempo.
Beijo e obrigada, de outra feita minha escrita se indireita.
Higor,
vi você lá nos Brasis de Revelados,
não falei nada porque minha avó dizia que quando um burro fala o outro fica com a cabeça abaixada - burro no sentido hiper figurativo, tá baby? - e ela sempre tinha muita razão nos ditos populares que ela usava para me educar.
eu acho lindo quem sabe escrever assim, como você e outros tantos "blogueiros" daqui do nosso explêndido mundo onde cabe tudo e tantos mundos.
eu só sei delirar, querido.
eu até que nem sou tanto alienada, mas quase tudo em mim é uma rimada.
beijunho no coração de anis,
Higor flor de Assis.
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