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TER É SINA II

Imagem colhida da internete - Google Imagens
1
Elias Paz e Silva · Teresina, PI
19/4/2009 · 47 · 3
 

TER É SINA II

cidade sem memória
sol e sombra do nada
sitia os deserdados

o fogo o terror nas casas de palha
os pedaços da doméstica
quarentinha bibelô nicinha

guerra silenciosa e
capital redistribui os espaços
da fome e dá forma à frei serafim

os anos fiados em miséria
perdidos à sombra do tempo
perpetuados à luz do dia
fabricados armazenados

teresina: claudino & cia
tajra tajra tajra taJRa tajra tajra

à igreja do santo negro
submersa em lendas
superpõe-se as torres
do amparo e a crença dos fiéis

paisagem artificial
se interpõe à brisa libertina
espigões tramam a colheita diária
de calor e cansaço

um monumento à morte
potycabana anfiarte
divisa a linha da vida
na miragem das coroas

ao lírico por do sol
avermelhando as cortinas
o rio se dá assoreado fulminado
entre navios sonâmbulos
paruaçu, rio de sonho, salve, salve.

um pescador de horizontes
senamora sete moças virgens
sobre o neon de natal da ponte

pára-raios vigiam o mito
coriscos já não riscam noite
não se pode dizer de lendas
antenas sensíveis decifram céu de enigmas

Sobre a obra

TER É SINA II

cidade sem memória
sol e sombra do nada
sitia os deserdados

o fogo o terror nas casas de palha
os pedaços da doméstica
quarentinha bibelô nicinha

guerra silenciosa e
capital redistribui os espaços
da fome e dá forma à frei serafim

os anos fiados em miséria
perdidos à sombra do tempo
perpetuados à luz do dia
fabricados armazenados

teresina: claudino & cia
tajra tajra tajra taJRa tajra tajra

à igreja do santo negro
submersa em lendas
superpõe-se as torres
do amparo e a crença dos fiéis

paisagem artificial
se interpõe à brisa libertina
espigões tramam a colheita diária
de calor e cansaço

um monumento à morte
potycabana anfiarte
divisa a linha da vida
na miragem das coroas

ao lírico por do sol
avermelhando as cortinas
o rio se dá assoreado fulminado
entre navios sonâmbulos
paruaçu, rio de sonho, salve, salve.

um pescador de horizontes
senamora sete moças virgens
sobre o neon de natal da ponte

pára-raios vigiam o mito

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Autoria
Elias Paz e Silva
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poesiabrindada
 

Elias, gostei dos seus versos de imagens tão marcantes, e especialmente qdo você versa: "coriscos já não riscam noite/não se pode dizer de lendas/antenas sensíveis decifram seu céu de enigmas..." é muito bom!
Perdoe-me não saber, mas o que vem a ser, tajra, tajra,tajra?
Parabéns!

poesiabrindada · Rio de Janeiro, RJ 19/4/2009 09:35
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azuirfilho
 

Elias Paz e Silva · Teresina (PI)
TER É SINA II

Teresina é igual ao nosso Brasil
Uma Desigualdade muito grande mas merece o amor sem fim.
Teresina é uma canção pra gente conquistar a liberdade e cantar.

...guerra silenciosa e
capital redistribui os espaços
da fome e dá forma à frei serafim...

Tem tudo a ver por isso que temos de sempre amar.
Parabéns.
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 19/4/2009 13:52
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Nildo Cordel
 

Muito bom! Votado.

Nildo Cordel · São Paulo, SP 20/4/2009 22:31
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