Contraídos o risório e o zigomático,
Explode em ti sonora gargalhada.
Do veneno do teu riso tão elástico
Minhas cordas também são contagiadas.
Tudo em ti é motivo de euforia
E até o vento faz-me cócegas passando.
De tudo rimos e na falsa alegria
O teu riso com o meu riso vai rimando.
Com o riso tu me enganas e eu te engano;
Se sofremos, damos bah! para a tristeza.
Riamos, que o riso encobre o dano.
Devemos rir, pois só o riso nos sobeja.
Serão bobos? vão dizer. Somos insanos!
E talvez rindo, a triste Morte não nos veja...
Um soneto! árte difícil. Eu gostei. Lembrei-me dé uma história de Nasrudim, que, no leito de morte, ria. Questionado, respondeu que a morte certamente levaria algum dos tristes presentes, em vez dele. Parabéns, Remisson!
José Telmo · Belo Horizonte, MG 28/7/2007 16:39
Concordo que sorrir é um ótimo remédio.
Abs.
Gostei muito, por isso, votei. Abçs.
Benny Franklin · Belém, PA 31/7/2007 15:34Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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