Perdidos no perdido
os filhos da terra
sem barco
sem arco
sem lança
sem onça
sem terra.
Jogados no mundo
os filhos da terra.
Só o silêncio dos deuses
pelos (des)caminhos.
Graça Graúna, Nordeste do Brasil, 13.abr.2009
"todo dia era dia de índio"
Jogados no mundo os filhos da terra. Tomaram e corromperam sua mãe. Agora tentamos consertar o estrago, mas, eles pagam o preço.
Beijo
Graça,
Pequeno poema para um grande significado
Explorados, desterrados e esquecidos,
os nossos irmãos indios ( graças a uns tantos,
assim como você, Graça! ) estão aprendendo a
valorizar sua cultura e a se valorizar.
Nem tudo esta perdido!
bjs
coisa linda que escreveste querida amiga da escrita, parabéns.
depois eu volto.
Acho importante esse comentário do faraó.
-----------------
Olá, Graça! Vc é de Jaboatão? Já morei em terras pernambucanas um tempo. Carpina. Gostei do seu texto. vamos esperar a fase da votação agora.
Sempre quero colocaruma foto e não consigo. Alguma dica?
Um abraço afetuoso, Faraó
Faraó · Fortaleza (CE) · 13/4/2009 11:26
Uma pequena, porém profunda reflexão... Os filhos da terra tiveram de assistir aos julgamento cruel de sua mãe...! As desventuras que trouxe a "salvação" dos europeu$... Parabéns, Graça! Uma ótima semana...
Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 13/4/2009 12:34
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE)
Terra à vi$ta
"todo dia era dia de índio" e os Índios estavam em processo de extinção. Em 1988 os Índios declinando atingiram 188.000 habitantes e, haviam tribus que suicidavam.
Isso foi revertido e hoje 2009 os ~Indios passam do Milhão.
Uma Marca admirável e o Índio tem orgulho de ser índio. E, a gente tem orgulho de também ter na gente o sangue índio.
No Periodo da escravidão do índio, nas guerras contra os indios, no dizimar a sua gente e cultura, as mulheres índias que sobreviviam geravam filhos miscigenados com Brancos e Negros.
Em quatro séculos e espalhou o sangue índio por todos os Habitantes desta terra, igual ao sangue negro , o indio esta vivo na gente. E nunca mais deverá retroceder. Os índios e seus Irmãos homanos avançam em todas conquistas de Humanidade.
Parabéns pelo Trabalho.
Abração Amigo.
Bonito poema... os dois últimos versos, de tão densos e tão fortes são quase outro poema!
Suraia · Rio de Janeiro, RJ 13/4/2009 12:59
Sim... Almamiga
Nem tudo está perdido, a menina esperança que também é indiazinha, e que estava 'sem graça' se vê sorridente, mas agora com Graça!
Colando os ouvidos
no solo ouço o grito
da Terra em lamentos
chorando os seus filhos
sem lanças... sem onças
que hoje só "pintadas"...
E o choro das águas
dos rios já sem peixes
de lixos formados
rumando pros mares
que também se asfixiam
poluidos - sem ares...
As nossas esperanças...
São elas - As Crianças !!!
...
Karinhos Kentinhos,
ZecaFeliz
Você foi incrivelmente expressiva em tão poucas palavras...
Estamos todos perdidos nessa terra estranha de gente esquesita, que tira, maltrata e tanto faz sofrer.
Mas gente bonita como você, querida, nos enche de esperança todos os dias...
Como a Doroni disse, nem tudo está perdido... Os deuses estão ao lado dos filhos da terra...
Mil beijos,
Aube.
Minha querida Aube: bom demais sentir a tua presença tão carinhosa. Grata por seus comentários que, sem dúvida, me ajudarão a prosseguir o caminho. Fico muitas vezes pensando se devo continuar postando meus textos cheios de reclamações, mas não consigo. A dor do meu povo, do meu ser grita mais forte. Paz em Ñanderu, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 14:04
Colando os ouvidos
no solo ouço o grito
da Terra em lamentos
chorando os seus filhosZeca, poetamigo: você é dono de uma veia poética surpreendente. Agradecimentos mil por versejar tão forte a cerca da nossa cultura indígena. Paz em Ñanderu, Grauninha
Suraia: me alegre seu comentário acerca do meu poema. Voc~e é muito gentil. Bjos e paz em Ñanderu (Nosso Pai, em guarani), Grauninha
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 14:14
Bonito Poema!
Gostei!
É isso aí.
Como disse o poeta: "quero ver quem paga pra gente ficar assim?"
Mas os filhos da terra vão conseguir. Há esperança. Bj
Juscelino Mendes · Campinas, SP 13/4/2009 16:42
Olá Graça!
Um belo poema. Um alerta. Um grito que não ecoa sozinho. Essa terra que pertence a seus filhos. Terra que cria, alimenta, perdura.
Estou na fial para votar.
Com carinho,
Patty
Na pequenez cuidada da forma, a imensidão do real... É a poesia, poeta querida!
Brida · Salvador, BA 13/4/2009 18:25
Oi Grauninha,
Que bom te ler de novo!
Lindos versos, "bem ditos" versos.
Me consola os deuses que ainda resistem a essa terrível devastação.
Bjs no seu coração
Te ler é Maravilhoso!
Como sempre,
PARABÉNS!
E mesmo Carlos! Parabens Graça,
bjs
Graça Grauna
Todo dia é dia de indio! só nois não sabemos?
Parabens e sucesso!
abraços
Andre Luiz Mazzaropi
O Filho do Jeca
www.andreluizmazzaropi.com.br
Que lindo querida!!
Estão perdidos em parte....
Estão sem os velhos ritos, porém são vivos mitos!
Se encontram no resgate da pureza..
entrelaçados nos traços da multidão
No vácuo do sistema
na cultura em construção!
Gostei da imagem!! Meio cocar, meio lança, meio batalha...
a ancia de sair da branca navalha....
Curtura indígena que se espalha!
Bj querida!
Grauninha querida, voce disse tudo em poucas palavras, foi no âmago da questão. Falou e disse amiga!!!!!!
Bjs, Mirtes Carvalho
a lógica capitalista não quer parar, o contato entre as culturas faz parte da mítica da produção global, da tecnologia. o "bom selvagem" ficou no vácuo das grandes civilizações e agora o que fazer? o contato, a aculturação e o resgate da identidade, que identidade? difícil para nós que vivemos imersos nesta sociedade, dificil para eles que olham, estão a margem, querem entrar? querem apenas mirar? é muito dificil ser indio, sem mistificações.
sheila duarte · São Paulo, SP 13/4/2009 22:50
Beleza de versos, Grauna.
"Jogados no mundo os filhos da terra"...
Profundos e verdadeiros...
Beijosss
Quem há de consertar tantos estragos, hein meu amigo Lauro e minha amifa Doroni, se são tantos explorados, tantos esquecidos? Paz em Ñanderu, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 23:34Queridos Novo Poeta e Jéfte: é grande a crueldade que fazem com a nossa mãe terra. Grata pela leitura
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 23:37Andressa, Beto, Victor e Carlos Venttura: que Nhanderu nos acolha!
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 23:41Agenor, Mirtes: um dia quero falar das coisas mais bonitas, mais alegres do nosso universo indígena. Paz em Ñanderu.
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 23:44Juscelino, meu irmão de luta: por Ñanderu, um dia conseguiremos.
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 23:45Azuir, Claripe, Sheila, Andre Mazzaropi, Cau, Brida e Menina-flor meus anjos: por favor, anotem aí - um dia seremos milhoes avançando em todas conquistas de Humanidade. Paz em Ñanderu, Graça Graúna
graça grauna · Recife, PE 13/4/2009 23:51
CORRIGINDO:
...Clararipe......conquitas da humanidade....
Terra que te quero
Terra
Bjo
Aldy, meu amigo lindo, a mãe terra agradece. Bjos.
graça grauna · Recife, PE 14/4/2009 01:42
Graça Poeta nativa...
Mais uma preciosidade.
bjs
Meu querido Marcelo: preciosa é tua presença constante. Paz em Ñanderu, bjos.
graça grauna · Recife, PE 14/4/2009 02:09
Graça,
Você é uma india guerreira, cuja lança é a escrita vigorosa em defesa costante pelos nossos amados irmãos.
Beijos
Sucinta e grande reflexão,Graça!!!
Ah, esses (euro)peu$...mas,sabe,Graça,eu ainda acredito que os deuses ainda estão tentando proteger seus filhos..os filhos dessa terra tão maltratada,mas abençoada por uma natureza tão rica e perfeita... não perco a esperança nunca,enquanto houver forças pra lutar, eu lutarei incansavelmente por justiça entre os povos dessa terra maravilhosa e estranha , ao mesmo tempo.
super parabéns,querida, pelo poema e por ser também mais uma
grande gurreira, que não desiste nunca!!
mil beijos azuis
Blue
Linda a fotografia!!! Muito significativa e poética!!!
Raiblue · Salvador, BA 14/4/2009 09:29
Grauninha:
Um trabalho reflexivo
Inteligente, como sempre
Parabéns !
Seu poema é surpreendente, Graça!...
Faz sentir, faz pensar demais...
Há o silêncio dos deuses nos descaminhos ou, como você prefere, nos (des) caminhos.
Paz em Ñanderu.
Grauninha,
eu me sinto muito feliz e maravilhada em vir aqui.
Para conquistar a igualdade, a gente tem que chover no molhado. Eu que o diga, com meus discursos anti-racismo...
É com nossa persistência que as coisas um dia mudam.
Continue sempre!
Mil beijos,
Aube.
Querido Ivan, Falcão e Roberto Carvalho, Querida Raiblue e Aube: considero uma dádiva ter vocês por perto que me ajudam a persistir na luta, apesar dos descaminhos. Muito significativa e poética é a presença de vocês. Paz em ñanderu, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 14/4/2009 21:00
graça,
quando uma onça coxeia, manca com ela um Yanomami...
quando uma árvore despenca, cai com ela um Soyá...
quando um rio se seca, desidratado morre um Krena Kore...
mas quando canta uma arara quando voa um passarim quando
ecoa o barulhão vivo da mata, canta o Xavante voa o Zoé, Caiabí, Pataxó... jabê ipó!
beijo este teu coração gigante, graça das graunas.
em tempo: belo texto...
É com prazer que abro tua votação!
bjs
Votando em Graça Grauna, com grande prazer!
Paz em ñanderu
Retornando e votando com prazer!
Com carinho,
Patty
Retornando aqui para mais uma vez parabenizar-te e deixar meu voto! Um abraço, Graça.
Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 15/4/2009 17:17
Vim votar com muita alegria.
bjim
Aplausos pra vc,Grauninha!!!!
Essa luta é nossa!!!!
Beijinhos azuis,querida!
Blue
Voltando e votando. Bjs
Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2009 22:23
Carlos Mota
Lauro
Doroni
Roberto Carvalho
Clararipe
Azuir
Zeca
Suraia
Andressa Froes
Beto Mathos
Juscelino
Ivan Cesar
Marcelo ShytaraLira
Aldy
Agenor
Sheila Duarte
Carlos Venttura
Novo Poeta
Brida
Falcão
Menina-Flor
VictorVapf
Jéfte Sinistro
Cau Santana
RaiBlue
Mirtes
Aube...meus amores, minha gente querida: dizer obrigada é pouco diante de tanto carinho e atenção que vem de vocês. Sendo assim, faço minhas as palavras do poeta João Cabral em uma das passagens do "Auto do Frade", onde intuímos a força da palavra do revolucionário Frei Caneca. Grata por tudo:
"Esssas coisas me situam
e também me dão saída;
ao vê-las me vejo nelas,
me completam, convividas"
Paz em Ñnderu, Graça Graúna
gostei votado
Vanderlei Rodrigues Alves · São Paulo, SP 16/4/2009 01:46
meu carinho à sua sensibilidade.
bjsssssss;)
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE)
Terra à vi$ta
Um Carinho Muito Grande.
Todo dia é dia de Indio, porque todo dia é dia de gente.
Seu Trabalho é muito especial porque é como uma Bandeira bonita dos nossos povos qua miscigenam esta nação.
Parabéns.
Abração Amigo.
Minha Graúna,
No silêncio os deuses falam,
Choram a dor dos seus filhos
E os acalenta com as suas misteriosas e encantadoras formas de amar.
Beijos, muitos beijos.
bonito ..
a imagem .. é um quadro? ..
. . .
Graça querida
Sempre muito prazer ler seus textos
Todos sabemos o que os índios sofreram e sofrem mas acho que você mais que ninguém pra sentir isso de perto
beijo querida
C.Campelo
Azuir
JoséGeraldo
Novo Poeta
Daniel Sinis
Ailuj
.....minha gente linda e atenciosa. Carrego vocêS, aqui, no meu coração. Grata por tudo. Grauninha
...e aprisionados neste mundo de sabe Deus até quando.
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 17/4/2009 16:10Meu querido Camuccelli, só libertaremos este mundo pelo amor. Paz em Ñanderu, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 17/4/2009 22:50
Uma beleza cheia de realismo, querida amiga.
Beijo pra Grauninha.
Azuir e Pedro Monteiro, queridos: gratissima pela leitura, bjos.
graça grauna · Recife, PE 19/4/2009 07:56Votado! Perfeição do retrato dessa realidade nada feliz.
sheila duarte · São Paulo, SP 20/4/2009 22:29Sheila, grata - mais uma vez - por sua preciosa atenção. Paz em Ñanderu.
graça grauna · Recife, PE 20/4/2009 22:35Amigos(as): só agora consegui confirmar a autoria da foto que ilustra o poema "Terra à vi$ta". Eu notifiquei apenas como "imagem google", o que está correto, mas a informação mais adequada é que se trata de um quadro intitulado "Tempo de um cocar", 1988, do artista plástico Gilberto Salvador. Bjos, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 20/4/2009 23:03Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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