Uma doce decadência
Cadencia meu ritmo
Ao traçar rimas brancas
Sem sentido nem finalidade
Dedos teimosos a conduzir
A duras penas a pena
Que corre à toa
A necessidade se sobrepondo
À falta do que dizer
O vício de querer comunicar
Até mesmo o vazio com palavras
O silêncio entre elas
Parece agigantar-se
E o aparecimento de cada uma
Assemelha-se a pequenos abortos forçados
Martírio sem dor na solidão
Cortada por um vento frio
Uma vontade niilista de ser uma pedra
Na contemplação egoísta do nada...
Entendo a sua cena
pois já apanhei muito
do papel em branco...
É bom bom poema, Eduardo
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Que linda expressão:
Uma vontade niilista de ser uma pedra
Na contemplação egoísta do nada...
Acho que nasceu uma admiração mútua aqui no Over!
Um abraço gigante!
Obrigado a todos por continuarem gentis comigo. Abraços...
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 11/2/2008 12:09Muito profundo e bem escrito. Abraços e voto.
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 12/2/2008 02:25Pois não achei sem graça, não senhor. Pode repetir, tantos e tantos. um abraço,
Andre Pessego · São Paulo, SP 12/2/2008 07:32
Eduardo
Quando não se tem o que dizer, é que se diz...
Abrço.
Bacana!A derota sinsera vale mais que um cansativo heroismo.Gostei do poema, por que?Porque pareseu sinsero.
Valeu cabesa!abrasos!
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