TIRADENTES FOI "BOI DE PIRANHA" ? VILÃO OU HERÓI ?

Foto Robson
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Clério José Borges · Serra, ES
27/4/2008 · 99 · 9
 

Entrevista na Televisão Capixaba, (TV CAPIXABA), Canal 10, afiliada da Rede Bandeirantes de Televisão no Espírito Santo, do Poeta, Trovador, Professor e Historiador Capixaba, Clério José Borges de Sabt Anna, concedida ao Repórter Marcelo Carlos, no dia 21 de Abril de 2008, na casa de Clerio, na Rua dos Pombos, 2 - Eurico Salles - Serra - ES. Inconfidência Mineira. Heróis da Liberdade. Proclamação da República. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De Vila Rica para a forca por causa domínio Português (De Portugal). Vitória, ES, Brasil.

JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, o nosso TIRADENTES, herói Nacional a patir da data da proclamação da República era considerado um Vilão até 15 de Novembro de 1889.

Tiradentes foi apenas um bode expiatório de uma revolução que estava mais preocupada com o quinto do ouro das Minas Gerais que era enviado à Portugal.

Tiradentes nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade mineira de Tiradentes) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Biografia:
Nasceu: Fazenda do Pombal, 16 de agosto de 1746
Morreu: Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, participou da Inconfidência Mineira, um movimento iluminista brasileiro.

Foi executado e esquartejado pelo governo português. Sua cabeça foi fincada em um poste em Vila Rica e outras partes do corpo foram expostos nas estradas da região.

Tiradentes era alferes, na hierarquia militar antiga, a patente de oficial abaixo de tenente.

Participaram da tentativa de derrubar o governo português, por exemplo, dois coronéis, Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes, e dois poetas famosos até hoje, Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.

A clássica imagem de Tiradentes (de barba e cabelo comprido) é fictícia. Ele nunca possuiu cabelos compridos, nem barba. Seja em sua época de militar (posto em que os membros do exército devem moderar sua quantidade de pelugem pelo rosto), seja em seu período na prisão (os pelos eram cortados a fim de evitar piolhos), ou mesmo no momento de sua execução (todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas).

A lembrança de Tiradentes e de seu movimento se tornaram importantes, a ponto de receberem interesse nacional, a partir da Proclamação da República (15/11/1889). Nesse momento, os novos governantes (Marechal Deodoro e Marechal Floriano) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas idéias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar e se submeter.

A imagem cabeluda se construiu, para se assemelhar a figura do condenado à de Jesus Cristo, aumentando seu tom de mártir, vítima e herói bondoso. Para fazer com que as pessoas tivessem o seguinte pensamento: "da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade, Tiradentes morreu para salvar o Brasil" E todos se orgulhariam do sujeito, da terra que ele supostamente defendeu, e procurariam espelhar-se em seu caráter heróico.

Tiradentes nasceu na Vila de São Jose Del Rei (atual cidade mineira de Tiradentes) em 1746, porém foi criado na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto).

Foi executado em 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados.

Tiradentes é um autentico herói nacional. Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O Brasil não tinha uma constituição, direitos de desenvolver indústrias em seu território e o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Nas regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta na população. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal.

Tiradentes exerceu diversos trabalhos entre eles minerador e tropeiro. Tiradentes também foi alferes, fazendo parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais.

O movimento insurrecional de 1789 em Minas Gerais teve características marcantes que o fizeram distinguir-se das outras tentativas de independência, ele foi mais bem elaborado preparado que a Inconfidência Baiana de 1798 e a Pernambucana de 1801. Os Mineiros que lideraram a conspiração de 1785-1789 tinham bem em vista a Independência Global do Brasil, e não uma republica em Minas Gerais. O plano mineiro era em iniciar a revolta por Minas Gerais, e estendê-la ao Rio de Janeiro e em seguida as demais Capitanias, o produto não foi produto da mente de ninguém em particular, nasceu das condições estruturais da sociedade brasileira.

Para levar avante a inconfidência mineira não houve uma única reunião formal e previamente preparada para decidir o levante, houve sim, uma serie de reuniões que foram realizadas durante o período de 15 a 26 de Dezembro de 1788 em Vila Rica, que em nenhuma delas reuniu a totalidade dos lideres. A reunião do dia 26 de Dezembro realizada no segundo andar da casa de Francisco de Paula Freire Andrade, comandante do Regimento de Cavalaria Regular de Minas Gerais, foi a que se reuniram os lideres de todas as comarcas de Minas Gerais e o elemento de ligação com os carioca. E nesta reunião foi quando acertaram o maior número de detalhes para o levante. Ficou acertado que seria implantado um regime republicano unitário, divido em províncias e departamentos e seria no estilo centralizado e não confederado e a organização legal do estado e para redigir a constituição e as leis complementares as mesmas ficou a cargo de Cláudio Manoel da Costa do Padre Luiz Vieira da Silva, Alvarenga Peixoto e de Tomas Antônio Gonzaga que ficou encarregado da redação final e de sua publicação de imediato, e que logo iniciada a guerra seria implantado uma junta governativa provisória, ela seria composta por Tomas Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto, Padre Luiz Vieira da Silva, Carlos Toledo, Padre Oliveira Rolim, Cláudio Manoel da Costa e do Tenente Coronel Francisco de Paula Freira de Andrade, o plano militar da revolução era essencialmente de defesa e a estratégia básica foi montada pelo Padre Luiz Vieira da Silva e deveria obter o que fosse possível de apoio externo e utilizar o sistema de guerrilhas, pois atacar em corpos organizados de tropas era absolutamente impossível e o plano seria posto em pratica tão logo fosse lançado o decreto da Derrama, e quando Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade mandasse as cartas para os diversos lideres com o aviso "Tal dia e o batizado"e Tiradentes com um pequeno grupo de militante iria até o Palácio de Cachoeiro do Campo onde renderia a guarda e prenderia o governador Visconde de Barbacena o decapitando, e com Tiradentes levando a cabeça do governador para Vila Rica onde o Tem. Cel. Francisco de Paula Freire de Andrade em aparente intuito de ver a balbúrdia na praça central de Vila Rica, Francisco de Paula perguntaria a Tiradentes. "O que é isso ? É a cabeça do nosso governador ?" Tiradentes responderia que sim e Francisco de Paula redargüiria "o que querem ?" a resposta seria "Liberdade" Far-se-iam então diversos "Viva à Liberdade" e confraternizariam povo e tropa e dirigir-se-iam para o palácio do governo onde instalar-se-ia a junta provisória e publicando-se imediatamente uma declaração de independência e a proclamação, e decidiram que, quem não aderisse ao movimento passaria a ser considerado inimigo e Tiradentes disse "Ou Seguir-me ou Morrer" e nesse mesmo dia deveria vir das diversas comarcas de Minas Gerais os lideres com suas tropas e nesse inicio de rebelião seriam mortos os elementos fieis a Monarquia Portuguesa especialmente o escrivão da Junta Real Fazenda Carlos José da Silva, como todos os tributos eram recolhidos em Vila Rica numa caixa forte localizada nas instalações da Junta da Real Fazenda que ficava no prédio da Câmara Municipal popularmente chamada de Caixa Real, planejou-se como providência preliminar, tomar a caixa e com o produto dela sustentar a revolução, e a instalação de uma Casa da Moeda com a função de centralizara a emissão e o controle monetário e durante a guerra seria aumentado o soldo dos militares, e a cotação do ouro seria aumentada e seria extinto o monopólio estatal da extração dos diamantes, e deveria ser criada fabricas de pólvoras, tecidos e usinas siderúrgicas e todas estas tarefas ficariam a cargo de José Álvares Maciel que prometia anistia geral sobre as dividas para com a Fazenda Real e para a primeira potência estrangeira que ajudasse a rebelião receberia vantagens aduaneira e haveria a separação entre igreja e estado, os tributos eclesiásticos recolhidos pela coroa e repassado ao clero através da Junta da Real Fazenda passariam a ser cobrados diretamente pela igreja que se comprometeria em instalar educandários, hospital de misericórdia e outros estabelecimentos semelhantes.

A capital do novo país seria São João Del Rei em virtude de sua topografia e condições de abastecimento, seria criada uma universidade que seria instalada em Vila Rica, e teria a abolição da nobreza e do exercito permanente e profissional passando a ser obrigatório o alistamento de todos os cidadões, teria a destruição através de queima publica de todos os registros civis de propriedade de crédito e seria mantido o sistema escravagista.

Junto com vários integrantes da aristocracia mineira, entre eles poetas e advogados, Tiradentes começa a fazer parte do movimento dos inconfidentes mineiros, cujo objetivo principal era conquistar a Independência do Brasil. Tiradentes era um excelente comunicador e orador. Sua capacidade de organização e liderança fez com que fosse o escolhido para liderar a Inconfidência Mineira. Em 1789, após ser delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados em 1792. Alguns filhos da aristocracia ganharam penas mais branda como, por exemplo, o açoite em praça pública ou o degredo.

Tiradentes, com poucas influências econômicas e políticas, foi condenado à forca.

Criada pelo Marquês de Pombal, o quinto era uma taxa per capita, em quilos de ouro, que a colônia era obrigada a mandar para a metrópole, independente da real produção de ouro. Cobrado dos mineradores e colonos em Minas Gerais no tempo do Brasil Colônia foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira. Correspondia a uma pesada taxa cobrada da população e que, durante o governo do secretário de Estado (espécie de primeiro-ministro) Sebastião José de Carvalho e Melo (ou Marquês de Pombal), foi fixada em 100 arrobas anuais (1 arroba = 32 arráteis = ~ 15 quilos), ou seja, 1500kg aproximadamente. Como -não raramente- o quinto não era pago integralmente e os valores não pagos eram acumulativos, era preciso intensificar a cobrança, confiscando-se bens e objetos d'ouro. Essa prática de cobranças de valores atrasados era chamada de derrama.


A derrama começou a ser realizada em 1751. A partir de então, foi acionada algumas poucas vezes. Depois de se realizar um censo em que se indicava os bens e rendas dos moradores, funcionários do governo português, violentamente recolhiam uma proporção das rendas pessoais.

Resumidamente, a derrama foi uma espécie de cobrança forçada dos impostos atrasados.


Nascido num sítio no distrito de Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, à época território disputado entre as vilas de São João del-Rei e São José do Rio das Mortes, nas Minas Gerais, da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Santos, proprietário rural, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier, tendo sido o quarto dos sete filhos. Em 1755, após o falecimento da mãe, segue junto a seu pai e irmãos para a sede da Vila de São José; dois anos depois, já com onze anos, morre seu pai. Com a morte prematura dos pais, logo sua família perde as propriedades por dívidas. Não fez estudos regulares e ficou sob a tutela de um padrinho, que era cirurgião. Trabalhou como mascate e minerador, tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu a alcunha Tiradentes, um tanto depreciativa. Não teve êxito em suas experiências no comércio.
Em 1780, alistou-se na tropa da capitania de Minas Gerais; em 1781, foi nomeado comandante do destacamento dos Dragões na patrulha do Caminho Novo, estrada que servia como rota de escoamento da produção mineradora da província ao Rio de Janeiro. Foi a partir desse período que Tiradentes começou a se aproximar de grupos que criticavam a exploração do Brasil pela metrópole, o que ficava evidente quando se confrontava o volume de riquezas tomadas pelos portugueses e a pobreza em que o povo permanecia. Insatisfeito por não conseguir promoção na carreira militar, tendo alcançando apenas o posto de alferes, patente inicial do oficialato à época, e por ter perdido a função de comandante da patrulha do Caminho Novo, pediu licença da cavalaria em 1787.

Morou por volta de um ano na cidade carioca, período em que idealizou projetos de vulto, como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para a melhoria do abastecimento d'água no Rio de Janeiro; porém, não obteve aprovação para a execução das obras. Esse desprezo fez com que aumentasse seu desejo de liberdade para a colônia. De volta às Minas Gerais, começou a pregar em Vila Rica e arredores, a favor da independência daquela província. Organizou um movimento aliado a integrantes do clero e da elite mineira, como Cláudio Manuel da Costa, antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor da comarca, e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador. O movimento ganhou reforço ideológico com a independência das colônias estadunidenses e a formação dos Estados Unidos da América. Ressalta-se que, à época, oito de cada dez alunos brasileiros em Coimbra eram oriundos das Minas Gerais, o que permitiu à elite regional acesso aos ideais liberais que circulavam na Europa.

Dentre os inconfidentes, destacaram-se os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José da Silva e Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa, o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, comandante dos Dragões, os coronéis Domingos de Abreu e Joaquim Silvério dos Reis (um dos delatores do movimento), os poetas Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor.

Sobre a obra

Entrevista na Televisão Capixaba, (TV CAPIXABA), Canal 10, afiliada da Rede Bandeirantes de Televisão no Espírito Santo, do Poeta, Trovador, Professor e Historiador Capixaba, Clério José Borges de Sabt Anna, concedida ao Repórter Marcelo Carlos, no dia 21 de Abril de 2008, na casa de Clerio, na Rua dos Pombos, 2 - Eurico Salles - Serra - ES. Inconfidência Mineira. Heróis da Liberdade. Proclamação da República. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De Vila Rica para a forca por causa domínio Português (De Portugal). Vitória, ES, Brasil.

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informações

Autoria
Clério José Borges. Poeta, Trovador, Professor e Historiador Capixaba, Clério José Borges de Sant Anna, concedida ao Repórter Marcelo Carlos, no dia 21 de Abril de 2008, na casa de Clerio Borges
Ficha técnica
Entrevista na Televisão Capixaba, (TV CAPIXABA), Canal 10, afiliada da Rede Bandeirantes de Televisão no Espírito Santo
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silviaraujomotta
 

Gostei.Votei
Um bj doce,
Sílvia de BH MG Brasil

silviaraujomotta · Belo Horizonte, MG 23/4/2008 21:33
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Tita Coelho
 

Muito interessante a entrevista. É um ponto de vista diferente e inteligente! Texto perfeito
abraços

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 26/4/2008 15:36
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Neto Guimarães
 

Boa a entrevista, votado

Neto Guimarães · São Paulo, SP 27/4/2008 13:56
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Clério José Borges
 

obrigado

Clério José Borges · Serra, ES 27/4/2008 14:48
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Rute Frare
 

Votei!
Bjs

Rute Frare · São Paulo, SP 27/4/2008 15:29
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Ailuj
 

Um banco, ao mestre com carinho
Publicado

Ailuj · Niterói, RJ 27/4/2008 16:07
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Ricardo e Raphael
 

Muito boa sua intrevista...votado...estou na fila tambem passe por lá...

Ricardo e Raphael · Campo Grande, MS 27/4/2008 16:08
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Clério José Borges
 

OK

Clério José Borges · Serra, ES 27/4/2008 23:27
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Nic NIlson
 

Que bom, uma aula de historia de civismo de cultura, pouca gente sabe o correto da historia. Obrigado por nos trazer tao profundas informações. Aplausos! Bravo!

Nic NIlson · Campinas, SP 7/8/2008 08:29
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