Tiro no escuro
Há na mesa um silêncio,
Três choram, três se ignoram
Triste trilogia da decepção,
(sobre a mesa, um corpo teso, frio, cinzento)
Morreu porque tinha como sina,
Como vocação, como sorte ou azar,
Não correr de ladrão
Era guarda-noturno
O outro, um gatuno
De arma em punho
Podia chamar-se Severino,
Uma esposa,
Um menino,
Um bom coração
Quis a vida levá-lo, do mundo era escravo
(o muro mais alto)
Coral abstrato
Primeira voz da milícia...
Medo não tivera, quando a noite enfim se desfaz
A poesia de uma vida é o que fica pra trás...
Nos tempos de hoje, dá o que pensar... contudo, conforme meu texto "Basta, quero minha liberdade" acho que não podemos fugir dos fatos, temos que lutar e nos dar por nossas convicções. Abração e fantástica a forma de unir versos com uma história curta e simples, porém atual e profunda. Abração.
muito bom Andre um abraço.
j.alves · São Paulo, SP 4/4/2007 08:44
Grande Marcos.
Parabéns, belo poema...
obrigado, ancalado.
obrigado, j. alves.
obrigado, robert.
abração aos três,
Rapaz, acho que isso aí musicado ficaria muito bom, grande Marcos! Lembrei de uma canção que o Zeca Baleiro canta com o Fagner: "Três meninos, três irmãos..." Não me lembro direito.
Bom demais!
Abração!
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