O tempo parou. Estava presa dentro do relógio, que ele guardava no bolso, mas para quê aquele homem queria um relógio parado?
Não sei como fui parar ali. Agora eu seria sua cúmplice em tudo, sempre temos delitos guardados nos bolsos.
Será que ele sabia da minha presença? Será que ele me prendeu com algum propósito? Só sei que, na noite anterior, eu me sentia sufocada, com falta de tempo para as coisas que mais gostava de fazer. Era a mesma sensação de agora, mas desta vez era real, estava paralisada num tempo que não passava. Eram precisamente três horas da manhã, quando os ponteiros pararam. Passei a não gostar da idéia do eterno. Eu, que sempre reclamei do tempo cronometrado , agora estava ali, torcendo para que os ponteiros se deslocassem e eu pudesse me soltar.
Estava muito escuro, talvez porque com o tempo parando, o sol parasse de girar também. Mas sempre achei que, nos bolsos, poderíamos ter o que quiséssemos, até mesmo um sol imenso! Vai ver que aquele homem preferia guardar tudo no escuro. Estou aqui nesse minúsculo espaço, pensando na imensidão do universo. Sentia-me como se estivesse numa galáxia desconhecida, fora de órbita.Havia um mundo ali naquele bolso, eu sabia, pois bolsos são cheios de mistérios, surpresas. Eles contêm um fundo falso, pois na verdade são infinitos.Toda lonjura cabe em suas funduras...
Resolvi deixar o pânico de lado e observar através do vidro que me rodeava. Ainda que fosse muito estreito o espaço, haveria de encontrar uma pista que me salvasse daquele instante paralisado onde nada acontecia.
Observei algo gigante colado ao relógio, parecia um envelope.Sim, era um envelope enorme e azul cintilante.Pude ver o selo que estava bem na direção dos meus olhos. Com muito esforço, consegui ler algo tipo:Paris,Fr. Sobressaltada, exclamei:
-Estou na França? Eu, na cidade luz, e nessa total escuridão?
Foi uma mistura de emoções: euforia e medo. Será que fui seqüestrada por aquele homem que me prendeu num relógio, porque sabia que só o tempo poderia aprisionar para sempre alguém? Será que sou uma espiã que invado os bolsos das pessoas a fim de descobrir seus delitos, e, de repente, me dei mal, fiquei presa entre os ponteiros do relógio, paralisando seus movimentos? Ou será que fiz de propósito a fim de viajar de graça para a cidade mais linda do mundo?
Paralisar o tempo em Paris até que não era má idéia, não sairia mais dali, se deixassem. Esse homem poderia até jogar o relógio no Sena, que eu morreria afogada feliz, nas águas iluminadas de Paris!
Mas, voltando ao envelope, me esticava o máximo que podia para tentar ler alguma informação a mais. Esforço inútil.
O que teria naquele envelope? Um amor secreto, proibido? Um plano de fuga, uma carta de um suicida? Envelopes são sempre mágicos, sedutores, pois são guardadores de mistérios, e o mistério é fascinante, atraente demais! Nunca resisti aos seus encantos. Bastava um mínimo contato com um envelope, ainda que de papel de pão, e eu ficava eletrizada, ele me enlaçava e acelerava o pulso.Trocaria todos os e-mails pelo prazer de rasgá-lo e tocar o papel impregnado de perfume das mãos de quem escreveu.
Como não conseguia ler mais nada além do nome da cidade e do país, imaginei a mais bela história de amor,afinal não há nenhuma cidade no mundo mais romântica do quê Paris!
Colocaria um final feliz ou não? Eis a questão!Os mais belos romances sempre terminaram tragicamente...mas os tempos eram outros...será?
Não, definitivamente eu não poderia afirmar isso, pois estava ali presa num tempo, e nele ainda eram os mesmos clássicos da literatura as minhas histórias prediletas.
A pós-modernidade teria matado o amor romântico? Será que lá fora, Paris ainda seria a mesma que pintei em meus poemas? Ainda haveria as flores de Monet e as flores do Mal de Baudelaire pelas avenidas ? Na dúvida, levei comigo as rosas de Guimarães e todas as suas veredas...
De repente, um susto! Umas mãos imensas adentraram o bolso e retiraram o envelope azul, foi quando o relógio foi junto, e eu gritei:
-Socorro! Vou cair!!
Mas, num insight, lembrei que dessa forma, poderia escapar do tempo. Fiquei de cabeça para baixo,tudo girando, e eu, que esperava espatifar no chão, continuei dentro do relógio, agora pendurado para fora do bolso.Não conseguia ver a face daquele homem, contudo, ele parecia me conduzir indiferente à minha vontade.
Ao menos agora, eu poderia ver as luzes de Paris e a torre Eiffel. Então, imaginei:
-Deve ser uma visão magnífica lá do alto!
Foi quando o homem começou a caminhar em direção a ela...
Finalmente compreendi, que eu movia o tempo conforme a minha imaginação, independente dos ponteiros paralisados.
Na verdade, eu havia parado o relógio para acionar os meus sonhos, e escolhi um desconhecido para me acompanhar nessa aventura, porque somente ele não me indagaria nada. No envelope azul, havia uma lista de coisas que queria realizar, antes que o tempo me faltasse...e alguns poemas para declamar do alto da torre...
Ah! E levei as rosas de Guimarães, para não perder o perfume de minhas origens...Rosas sob as luzes de Paris, o sertão e o Sena na mesma cena, tem que se crer para ver, coisa que tiro de letra, nordestina que sou.
Parei o tempo a fim de quê a vida fosse possível ainda, para alargar a alma e ficar do tamanho da Paris que guardo dentro de mim...infinita...atemporal...
(Raiblue)
Aprisionada pelo tempo, resolvi tirar um envelope azul cintilante do bolso...
Eu sou do tamanho daquilo que vejo e não do da minha altura.
Fernando Pessoa
Raiblu Inspiração.
O tempo passa e eu fico
Com contigo no pensamento!
Procuro dentro da bolsa
Respostas ao meu tormento,
Indo pra perto de ti
Acaba um sofrimento.
Beijo
Bom ter vc de volta aqui...
Li... aplausos de pé!!!! volto para votar!!!!!
Acho vc esse envelope azul...endereçada a todos os
corações.
Um texto que para meu tempo !
bjssssss;)
Finalmente compreendi, que eu movia o tempo conforme a minha imaginação, independente dos ponteiros paralisados.
RaiBlue, minha irmãzinha: fico muito feliz com o teu retorno, pois muito tempo mesmo faz que eu te via por aqui. Será que foi esse personagem louco do teu conto que te deixou um bom tempo longe de nós?....rsrsrs....O tempo, esse grande personagem, parece mesmo senhor absoluto e só quando nos atrevemos a domá-lo é que somos capazes de fazer brotar a nossa imaginação. Que beleza! Que maravilha, você por aqui. Adorei a tua narrativa. Paz e bem, Grauninha
imaginação fluente! gostei das alegorias.
texto de muita criatividade e emoção, quase desabei contigo do bolso.(risos)
um grande abraço muito carinhoso.
Nossa, que lindo!
"Parei o tempo a fim de quê a vida fosse possível ainda, "
Lindo, de verdade!!! Adorei! Com certeza volto pra votar.
beijo
Pat
Lindo o seu texto, Blue-Chips! O mudança no Rosa ficou magnífico. Bjs.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 10/4/2009 16:21
Incrível narrativa... E belos detalhes guiados por um tempo submisso ao talento e à imaginação! Parabéns, minha cara! Um abraço.
Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 10/4/2009 16:22
Raiblue, querida poeta!
Quanta saudade!
Quantas referências! Borges, Rubião, Rosa, ...; e, principalmente, Raiblue - parabéns pela encantada viagem, essa envolvente leitura de bolso!
Beleza de relato! A gente pode parar o tempo, basta correr atras do sol...
beijos
Maravilhosooooooooooooooo !!! Parabéns !!! Boa Páscoa !!!!
Mil beijos !!!!!!
E todo o universo se cria através dos teus olhos.
Descobriu o segredo mais simples de tudo, bela.
Raiblue,
seu texto me fez pensar em prisioneira da
esperança e do tempo que não se define
bjs
Uma prosa poética, uma lírica imaginativa de tirar o fôlego. Todos precisamos dar vazão a esses sonhos onde quer que estejam guardados... Mesmo que em envelopes azuis.
Abraços
Lindo!!!
Viajei nesse bolso tão cheio de mistérios!!
E com final feliz!!!
Adoramei!!!
beijos doces!!!
Feliz Pascoa!!!
Que bom que voltou!!!
E que retonro triunfal!!!
Obrigada por esse belo presente!!!
Tudo podemos com a nossa imaginação...que Você retire mais envelopes do bolso. Beijos.
Sandra Santos · Santos, SP 10/4/2009 20:47
Coisa linda de se ler. Volto pra votar.
Passa lá no meu mundinho pra ler um conto bão da peste.
Que bela surpresa azul ![:)]
E no outro bolso ? O que é que há ?
Minha Luísa adorou um certo livro para crianças só com figuras de Magritte !
[:)]
Beijossssssss
Amoreeeeeeeee, voltou que voltou. Lindo, lindo e mais que lindo. Adoro vc e tudo que escreves. Abreijos!!!
Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 10/4/2009 22:46
Querida Azulzinha,
Voltou com tudo hein!...Que bom tê-la novamente entre nós.
Estava com saudades da magia, da sensualidade e da meiguice dos teus textos.
Volto,Beijos azuisss....
Querida, q passagem linda: "E levei as rosas de Guimarães, para não perder o perfume de minhas origens...". Amei!!! De uma sensibilidade ímpar! Parabéns! Bjs.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 10/4/2009 23:00
Este trabalho é, na realidade, um conto bem arquitetado e escrito com muito esmero. Volto para o voto
Julio Rodrigues Correia · Manaus (AM) · 10/4/2009 19:15
"Na verdade, eu havia parado o relógio para acionar os meus sonhos, e escolhi um desconhecido para me acompanhar nessa aventura."
que bela obra!!
Nos relógios os minutos não são os mesmos aqui e ali, mas fora dos dias do giro, meses da lua e dos anos do sol, sim, UM tempo que escoa igual, absoluto, abrange Saturno, a Lua, Paris, Salvador e aqui. É onde li o que sua mão acompanhou, sentido isso que é ÚNICO, do seu coração que eu vi.
Muito lindo!
Beijão
O brilho está no presente e o presente brilha no instante presente. Isso é o tempo em si.
Parabéns!
Raiblue · Salvador (BA)
Toda lonjura cabe na fundura de um bolso...
Sempre uma sabedoria anunciando as belezas dos seus Textos e Poesias.
Uma imaginação infinita que trancende o tempo e o espaço e nos encanta com a sua expressão.
Parabéns Amiga você concebe o inconcebível e em tudos derrama graciosidade e amor.
Não tem como ler e não elogiar as belezas que você tira do coração e exprime tão bem.
Abração Amigo
Babyblue,
Que texto lindo, uma volta realmente triunfal, rs...
O tempo sempre a suscitar mil e um pensamentos, a fazer-nos viajar em nossa própria alma, atemporal. Seu texto traz algo de realismo fantástico, que nos envolve, e sentimo-nos realmente presos no fundo de um bolso, dentro de um relógio. Sentimo-nos reféns de um tempo que não passa, nos transformamos nos próprios ponteiros, no mecanismo frio e rotineiro, girando em apenas uma direção, em direção ao fim inescapável... Mas, por outro lado, sabemos que também temos o poder de comandar o nosso tempo, através de nossa imaginação, que desconhece barreira ou limites de espaço-tempo. Somos infinitos pelo que trazemos em nós... Voltando ao texto, até que não é mesmo tão ruim, ficar paralisado no tempo em Paris, cidade do romantismo e poesia latente, luz que sempre nos seduz... Que possamos realizar todos os nossos sonhos contidos em envelopes azuis...
Parabéns ! Muito bela a imagem também... Magritte é demais...
Grande beijo azulírico-poético n´alma
Muito prazer em te-la de volta. Belíssimo texto, muito inspirado!
Saudações Overmanas!
bjs
Booommm Diaaa menin_Azul!
Li - ou melhor - minh'alma inquieta devorou letra por letra deste Conto de Amor...
De Amor?
- Sim - e essa é uma caracteristica do perfil de minh'alma, de em seu modo Pollyanico de ver as vidas, vislumbrar sempre o amor permeando todas as ações...
Bem, mas neste Conto de Amor, nem foi preciso, pois que é mesmo em todos os sentidos um Conto de Amor, onde os sonhos aprisionados, mas não em prisões qual as dos filmes do Stephen King, do Spielberg...
Em prisões do tipo de Enkantada, onde se misturam ficções e realidades, onde afinal Quasimodo - o Corcunda de Notre Dame - tem retribuido o seu amor pela bela Esmeralda...
E nessa lonjura que certamente coube na fundura desse bolso, conseguiu você, descobrir que também a "pertura" que parece sempre estar ao alcance das mãos, é tão profunda quanto os infinitos... sonhados e a percorrer!
Adorei, seu conto, onde mergulhei e me senti personagem vivo, coadjuvante nesse tempo que sem tempo!
Karinhos Kentinhos,
ZecaFeliz
Ei,meu queridos overamigos!!!
Que emoção a recepção de vcs nessa viagem pra lá de surreal...rsrs...o bolso é grande, coube todos e ainda caberá a quem mais quiser arriscar...rsrs...
Estouimensamente feliz em estar aqui com vcs novamente,mesmo que tenha que me afastar ou reduzir o ritmo....mas estou feliz hoje!!!!
Muito obrigada a cada...
um beijinho bluecarinhoso a todos!
Blue
Ei,Zeca,prazer,adorei seu comentário e carinho!
obrigadaço!
Muito obrigada a cda um de vcs!!!!
um abraço bem apertado....
Blueee
Muito interessante querida!!!
Confesso que fiquei tento imaginar o que seria o personagem principal.. serás um número do relógio, um ponteiro, uma formiguinha, uma fadinha? Uma câmera secreta? Ou a sua consiência esperta?
Gosto desta frase de pessoa tb "Eu sou do tamanho daquilo que vejo e não do da minha altura."
Por isso, sei que eras.. o mundo!!!
Bj querida!
Rai,
Recebo o prazer da maravilhosa leitura desse sonho, como um lindo presente de Páscoa.
Beijos
Nossa! vc pode controlar o tempo? faz um favor pra mim, num to em paris, mas tô passando por alguns momentos q passam mto rápido... e não deveria ser assim. Vc poderia fazer o favor de parar nesses momentos ... com certeza o agradecimento será em dobro...
Brincadeiras a parte gostei mto do seu texto de uma beleza fantástica... paris, guimarães compoem essa sua fábula mágica...
Parabéns e até mais
Minha Rai (nha) Blue: AMEI!
FANTÁSTICO. VIAJEI COM VOCÊ! ADOREI!
VOLTO! E DP VAMOS A PARIS....
Nossa! Um mistério em tanto uma sensação de Universo Paralelo invadiu minha consciência. Ou exagerei demais?
Viajei na idéia! Beijos!
Adorei, bem estemporaneo, e linguagem clara, mensageira do tempo, depois volto
Kaparao · Divino de São Lourenço, ES 12/4/2009 04:18
Raiblue querida menina, quantas saudades de seus contos e poesias.
Feliz por estares aqui novamente conosco. O conto e´imensamente lindo, gostoso, e conseguiste fazer com que todos nós entrassemos neste imenso bolso e sonhássemos contigo enquanto congelavas o tempo. Parabéns voce é formidável!!!!!!!
Bjs de Mirtes Carvalho
Raiblue · Salvador (BA)
Toda lonjura cabe na fundura de um bolso...
Com Carinho e afeto pelo excepcional merecimento
Nosso orgulho do Overmundo.
Parabéns.
Abração Amigo
Voltei e votei nessa lonjura gostosa...
beijo
Pat
Baby,
Cá estou eu novamente, viajando na fundura de sua alma poética, onde o tempo é só um detalhe, para nossos espíritos atemporais... Imaginemos o espaço-tempo à nossa maneira, onde nossa Paris é onde quisermos que ela seja, lá fora, na França, ou cá dentro, na nossa alma cheia de esperança...
Parabéns, mais uma vez ! Votadíssimo com louvor...
Grande beijo com todo o brilho da cidade-luz (aquela lá fora, ou a nossa, da imaginação...)
Maravilhoso Raizinha
Já estava sentido saudade dos seus textos e dessas viagens fantásticas que eles nos prorcionam
Um beijo
Maravilha de texto, Blue, como sempre. Se pudéssemos realmente parar o tempo ... Bjs !!!
André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 12/4/2009 16:57
rai!blue...minha rainha...
desculpe-me a demora...o ritmo da vida voltou ao normal e agora existe muito trabalho por aqui...
olha...nunca tinha imaginado um envelope com tamanha poesia...
adorei o texto...e toda a sua perspectiva...
beijos azuis.
sam
Quer parar de me fazer a cabeça ?! rs
adoro sua poesia, mto. Elas param meu tempo aqui.
bjssss;)
Hey,meus queridos!!!
Que felicidade receber de novo todo esse carinho!!!
Que cuidemos bem dos nossos bolsos sempre,de repente,eles podem mudar completamente nossas vidas!!!!
Muito obrigada,de coração...
besitos bluecarinhosos
Blue
Que louca viagem cintilante "a la carte", ma cherry !
Paris, Eiffel e relógios, numa existência entre Dalí e Sartre e dos homens e seu bolsos...
Belo retorno...Eis a Raiblue !
um beijo
Raiblue, que bom que voltastes para nos dar pérolas literárias como essa. Uma fina literatura, muito envolvente! Votado!
Gilbson Alencar · Brasília, DF 12/4/2009 23:15
Voltando (meio tarde)
Depois de um merecido passeio no feriadão
para deixar votos e beijos à autora
Seus textos são muito bom minha criança
Parabens
Se puder me visitar estou em ediçao
Oi Raiblue, como sempre Envolvente, Fascinante!!!
Adorei.
Um abraço
E viva à volta da nossa Raiblue!
Bleuezita, que texto lindo é esse? Tira o fôlego da gente... Eu quase fui junto no seu hipotético afogamento no Sena. Você constrói imagens com a maestria dos grandes escritores, minha querida amiga. Precisamos administrar nosso tempo com a alma, não com o relógio...
Muito bom!
Adorei!
Mil beijos lilases,
Aube.
como é bom ler seus textos, são ótimos, parabéns mais um vez.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 14/4/2009 11:38
Raiblue,
Quem dera a grandiosidade de Paris alcançar o seu tamanho??
Você é grande e o seu texto é maravilhoso!!!!!
Votei com muito prazer!!!
Que tal a gente sentar em um daqueles cafés de Paris, abrir um livro da Clarice na metade, café e palavras doces, e exercitar o francês?
Que tal, que tal?
"As rosas de Guimarães".
Momento de grade inspiração, querida Rai.
Texto maravilhoso. Gosto de votar de boca aberta..rs.
Grande beijo!
Grande inspiração, foi o que disse...mas o teclado não entendeu..rs
Beto Mathos · Vitória, ES 14/4/2009 14:27Texto lindo... dos mais belos que ví por aqui! Um grande beijo!
Cica Buendia · Recife, PE 14/4/2009 16:51Bela imagem poética; belo texto, bela escritora crocante. Bjs.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 15/4/2009 13:17tua imaginação leva a nossa imaginação pela mão. votado
touché · Guarulhos, SP 15/4/2009 23:40
A imaginação nos faz quem somos e onde estamos, aqui, portanto parabéns.
Naggai Monteiro · Salvador, BA 18/4/2009 12:37
Blue, acho que tive uns vislumbres de anseios reais nessa alegoria... a proposito a tal pós modernidade não so matou o amor romantico como muitas outras coisas dignas de nota... texto claustrofobico no começo mas uma cortina de surpresas se abre pro nosso deleite.. muito bom. A proposito so diminua o ritmo não suma(risos).
Abraços fraternos.
Querida, estou afastado do overmundo. Hoje, no entanto resolvi dar uma entradinha e deparei com o seu convite e não pude deixar de compracer para matar a saudade de uma verdadeira literatura, como você sempre nos brinda.
Parabéns pelo texto. Como sempre você se supera a cada novo trabalho. Olha fiquei aprisionado no tempo junto com você e fui a Paris também nesse devaneio.
Lindo texto, parabéns!
Beijos
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