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todas as respostas Interiores no jardim de pores-do-sol da Absurdez

foto do autor.
1
André Teixeira · Aracaju, SE
6/9/2007 · 44 · 6
 

Embebido em imagens seccionais ímpares
dos espectros da grande Mãe Terra,
escrevo por não saber expressar
de outra forma a fôrma dessa inquietude
de letras rápidas quando digita,
nervosas quando escrita,
loucas quando idéias ditas,
a Poesia que salva:

a) da solidão que transforma em ilha o coração que habita;

b) da Dor entranhada no gene, sombra da matéria;

c) da carne que se mistura com o Sonho, que se perde...;

d) da loucura e do esquecimento dos enterrados vivos;

e) Todas as respostas anteriores.

Ou nenhuma delas,
pois há quem diga que a poesia não salva.

Independente disso,
vai ser bóia Salva-Vidas
perdida no imenso rio dos dias
a desaguar no imenso mar que é a Vida.

Há quem veja flores apenas nas flores,
e há quem leia Poesia apenas nas poesias...

Aprendi com poetas místicos
ditos loucos atemporais,
que tens que ler poesias na flor
e sentir o cheiro das flores na Poesia.

Planto aqui um pé de poesias
cujentrelinhas viceja a semente da flor,
no jardim suposto de pores-do-sol da Absurdez.

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informações

Autoria
André Teixeira
Ficha técnica
Poema sentido ao comentar sobre a inquietação interior trespassada para o exterior em forma de poesia, citando ao final, e ao início do texto a palavra 'Absurdez', colhida do poema 'Um songo', do Grande Mestre Manoel de Barros, cuja entrevista publicada na revista Caros Amigos está reproduzida nessa overpágina
pelo seu autor, o jornalista Bosco Martins.
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Nydia Bonetti
 

André! Que belos versos, que lucidez, que emoção... Também cultivo violetas e colho poemas... e vice-versa... Abçs...

Nydia Bonetti · Campinas, SP 4/9/2007 12:38
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Ceiça Lima
 

Muito bom... da beleza, da vida, das flores, de tudo...
Grande inspiração no "velho-novo" sábio Manoel!
Bonito, rico, leve, lírico...amei!
Bj grande!

Ceiça Lima · Aracaju, SE 5/9/2007 13:37
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Ceiça Lima
 

Oh... a letra "e)" poderia ser "todas as respostas interiores", como no título ???!!!
Carinho...

Ceiça Lima · Aracaju, SE 5/9/2007 13:45
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Andre Pessego
 

"Da loucura e do esquecimento dos enterrados vivos"
- Olha: "Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos"

- Veja meu grande poeta, meu Xará. Tinha no meu lugar o agnóstico, volta e meia a ensinar aquele verbete, segundo ele singular. E um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 8/9/2007 05:12
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Lobodomar
 

André, você tem razão, pois há poesia em tudo (e flores, em quase tudo)! Votado! Um abraço, Poeta!

Lobodomar · Guarapari, ES 8/9/2007 06:38
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José Telmo
 

Há quem sinta Poesia até numa pedra no caminho...
Seu pé de poesias sempre há de florescer, Ándré.

José Telmo · Belo Horizonte, MG 8/9/2007 11:08
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