TEXTO I - colaboração de uma amigo para meu blog tormento por dentro
Tormento por dentro que alucina, acabou,
Foi-se minha última carmabazepina
Carma mesmo, meu copo secou,
Me dá um pouco da sua calma,
Acabou a porra da cocaína, desastre, desastre e desastre
A paranóia vem, cigarro, cafeína, sangue,
Escarro o meu cuspe em você menina,
Abre a boca, não quer um beijo meu?
Saliva é tudo igual
A mesma que jogo na tua boca
E a mesma que você deixa no meu pau.
Antidepressivo o cacete !!!!! prefiro o depreciativo
Um corte na tua língua o gosto do teu sangue,
Me provoca eu sei que você gosta.
Mas cuidado, é o horror, é o horror é o horror.
Tua bolsa Daslu, teu scarpin azul
Eu sei que fundo você sente prazer é me dando.
Me dando o seu rabo, me dando o seu cú,
Vadia sem dono, fica de quatro e cheira toda essa cocaína,
Quero ver o sangue da tua narina,
Tirar o pau do teu rabo esculhambado,
E encher tua boca com a minha dourada urina.
Agora escreve no teu diário, ridículo assim como a vida,
Hoje me fizeram puta e eu gostei
Hoje me fizeram de puta e eu gozei.
TEXTO II - minha resposta a negra ave que me escreveu
Se meu tormento conseguiu te alucinar
Você que anda fraco
Ou sem história pra contar
A carbamazepina acabou
Não enche, tenta a venflaxina, morfina
E se você achar por aí
Quem sabe heroína
Só não enche meu saco pela porra da minha cocaína
Que nem acabou seu otário
Eu escondi
Sim escondi no armário
Eu não to noiada,
Nem afim de cafeína, um cigarro até aceito
A cocaína começou fazer efeito
Também não quero deixar minha saliva no seu pau
e não seu besta
saliva não é tudo igual
A minha é amarga, tem gosto de cocaína,
Aquele mesmo gosto que tem sua dourada urina
E se é que você sabe é culpa é da Tranilcipromina, Mapotrilina, Fluvoxamina ou da Nortriptilina
Depreciativos
Acho que mais para depreciados, desprezados, desacreditados
Desonrados
Sem honra como meu rabo, aquele que você já comeu
Já gozou
E agora vem fingir que mal gostou
E corta minha língua, você sabe que sangue me excita
Molha minha boceta com sangue misturado a saliva
Cospe no cu
Não na minha cara
Que eu piso na sua com meu sapatinho da Daslu
Eu te provoco
E quem gosta é você
Fica aí que nem cachorro querendo me comer
E como homem não tem diário
Faz letra de música escreve
Hoje eu comi aquela puta
Sem vergonha
Ela gozei que eu sei
Mas o pior é que eu que me apaixonei
Eu tb não toco guitarra.
mas ja cometi algumas masturbações.
eh eh eh
o poema me remeteu ao Corvo do Alan Poe:
forte, sombrio, temebroso.
Como diz o Lobão (em revanche):
"O café, um cigarro, um trago
Tudo isso não é vício
São companheiros da solidão
Mas isso só foi no início
Hoje em dia somos todos escravos/drogados
E quem é que vai pagar por isso?"
bjs entorpecidos!!!
Senhorita...
Também lembrando lLobão, ..." É melhor vive dez anos a mil do que mil anos a dez..."
Essa onda meio sado-maso só entende quem nela se inspira...E excita...E como!!!!
Bjk
Cris
Sei lá... gosto da sua escrita. Vou ler de novo, senhorita.
Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 22/8/2007 10:59
que coisa hem???
diálogo poético e sinistro, interessante!!!
abração,
Augusto dos Anjos, Rimbaud, Marques de Sade, Anais Nim e Bukowski perdem diante de tanta autenticidade e erotismo. Perfeito.
Bjs!!!
SENHORITA,
tanta ousadia assim, hein, garota...
quando voltar para votar, faço releitura.
Abçs de betha.
A arte não precisa ser bonita para ser boa. Sua ousada arte é excelente!
Flores para você @>--
Ousada, as palavras soam como gestos!
Votado!
Abraços.
Srta, o que mais acende e inflama em teus versos são: alem da sensualidade, a realidade, a sinceridade e a atualidade.
Soberba união que sempre moderniza o texto e nos deixa assim...meio que assanhados.
Adorei.
Bjs e votos
Gostei muito de tudo e, mais ainda da ficha tecnica.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 23/8/2007 18:16
As tuas palavras dançam na ousadia. Parabens.
Estou com parte da série de meus rabiscos na Edição:
http://www.overmundo.com.br/banco/liquido
http://www.overmundo.com.br/banco/gesto
http://www.overmundo.com.br/banco/ribalta
Vem!
VOTADISSIMO ADOREI MESMO!
obrigada a todos vocês que entenderam os versos e não foram preconceituosos, nem medíocres, nem pequenos
afinal versos são versos
nem vulgares , nem menores
isso cabe a pessoas
fiquei com a lingua sangrando e salivando...
Claudiocareca · Cuiabá, MT 23/8/2007 22:59
O Humberto Firmo já disse o principal: esse 'repente' ficou ótimo e lembra sim o 'Corvo', do Alan Poe, pela acidez com que a vida é apresentada. Parabéns à dupla.
Lobodomar · Guarapari, ES 5/9/2007 23:41Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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