Outro dia
na fila do banco,
do ônibus, do despejo.
A angustia sem saber
do amanhã, de acordar
sem ter por onde olhar.
Caminhar...
Amanhã, mais um dia!
O dia-a-dia que somos amordaçados, jogados e determinados (...) Viver dentro de uma metrópole sob a perspectiva da vida mundana na concorrência do mundo que nos consome sob todos os pontos de vida capitalista.
Obs: Obra vencedora do prêmio 'Poesia pratica de escrita' da Universidade Cruzeiro do Sul em São Paulo, no ano de 2006.
O projeto Poesia Prática de Escrita reune ex-alunos, alunos e professores amantes da poesia e literatura. Os melhores trabalhos são reunidos para a formatação de um livro de coletânea como as obras vencedoras.
É meu caro Higor!
A vida atual é competitiva e até desumana
Nosso olhar e caminhar, por vezes, se perdem
Mas nosso pensamento tem que estar focado
Numa solidária participação para o nosso crescimento
E o crescimento salutar da sociedade da qual participamos.
Forte abraço.
Olá, nobre amigo!
O título fala de uma pessoa que não vê seu amanhã no seu emprego. Isso que em nossa metrópole é o mais comum no dia-a-dia. E trabalho essa sensação no poema. Obrigado pela leitura!
Muitas cenas da angústia urbana estão pintadas aqui. O domingo se vai e a segunda feira se alinha no coração que palpita dias melhores...
Parabéns, merecido prêmio!
Olá, Cherry !
Fico agradecido pelo comentário bem pertinente e pelo parabéns recebido por você. Um abração!
Sinto isso. É complicado agir quando temos a responsabilidade de sustentar pessoalmente todos os nossos atos, por sermos os únicos responsáveis pelas nossas escolhas, pela nossa vida, por nossas contas, etc.
Fica aquele divisão entre a comodidade e o empenho pela realização, entre a segurança e o risco, entre a prudência e a mediocridade.
Vamos pensando e caminhando...
Abraço
Só a poesia pra transformar um dia penoso em um dia que valha a pena. Poebeijos.
soninha porto · Porto Alegre, RS 5/5/2008 02:17
Sempre tão dificil falar do comum do cotidiano, mas você conseguiu.
Parabéns...Votado
Apple - o seu comentário é uma poesia, agradecido fico.
Soninha - sem ela e sem você ficamos mais tristes (...) obrigado pela sua poesia também.
Mcafee - realmente é de se suspirar meu amigo, um abraço!
Maxxima - obrigado pelo comentário. Realmente é díficil definir nosso cotidiano.
Sei bem sobre o viver numa capital tão grande...
VALEU!
Voto certo!
Sílvia
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