Estavam trancadas e amedrontadas dentro do seu barraco, estavam esperando a volta do "homem da casa" chamado José, que havia saído para poder comprar três pães.
Mãe e filha oravam, pedindo proteção e que aquele momento passasse logo e que tudo voltasse ao normal. Pelo buraco da parede a garota viu homens fardados e armados. Um desses homens é o Marco que está na área há 10 anos e sempre trabalhou da melhor forma possível, protegendo a sociedade, defendendo os inocentes e prendendo os criminosos. Neste dia Marco iria tirar folga, mas o delegado disse para ele trabalhar nesta favela porque lá ocorriam vários crimes. Ele ficou enraivado pelo fato de quase nunca poder estar com seus dois filhos e sua esposa que sempre cobra sua presença nos fins de semana.
José e Marco dois pais de família estavam na rua por diferentes motivos. A esposa de José começou a ficar preocupada (mais ainda) pelo fato do marido não ter voltado, ela estava com fome, estava há dois dias sem comer. Os minutos pareciam horas, estava com um pressentimento ruim.
Marco recebe uma informação de que há um suspeito subindo as escadas rumo à rua da Piedade e que possivelmente estaria com drogas porque portava um pacote.
A filha ouviu um grito do lado de fora:- Pega esse aí, ele tá com droga no saco, atira na nuca! E deu para ouvir três tiros, assustadas as duas correram para olhar no buraco da parede para ver quem eles haviam atirado, e quando elas viram, era ele: o homem da casa, o pai, o marido, a esperança de matar a fome, morto com três tiros (dois no peito e um nas costas). Marco comemorou achando que tivera matado mais um criminoso, correu para ver o que tinha dentro do pacote, mas quando ele abriu encontrou apenas três pães, suspirou e em seguida gritou:- Míseros pães!
A esposa e a filha de José desceram as escadas, a filha foi logo na frente e ajoelhada chorou ao lado do corpo do pai, dizendo bem baixinho:- Papai, não tenho mais fome, acorda, por favor. Marco entrou em estado de choque e logo em seguida sua esposa liga para o celular:- Amor, não esquece de comprar o pão ok? Os meninos querem comer cachorro-quente.
Priscila,
Adorei a narrativa e o contexto da história. Mas venha cá moça, tu poderia ter esticado mais este conto né ?
Quem sabe mostrar a história deste policial que tira vidas, será que ele também tem familia estás coisas sabe, mostrar um outro lado. Agora que a trama ia ficar bacana acabou :(
Um abraço.
Realmente Higor, concordo contigo. Obrigada pela dica! ;) Irei reformulá-lo.
um abraço.
Excelente conto.
Como os dias são, tristes, negros, feios!
beijos
Priscila, tua narrativa é como pão na mesa do Mundo. Parabéns!
Benny Franklin · Belém, PA 16/7/2007 20:17
Saramar querida, os dias são tristes, negros e feios mas com fé em Deus a vida irá mudar para todos nós. Obrigada pela visita. Benny, muito obrigada pelo elogio, obrigada mesmo. Um forte abraço pra ti.
Priscila Silva · Cabo Frio, RJ 16/7/2007 20:21
Texto bacana, heim, Patrícia. Bom te ler.
Um abraço.
Desculpe a lambança, é Priscila Silva.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 17/7/2007 15:33
eu tinha pedido para ser avisado quando o texto fosse para a fila de votação. muito bom, parabéns!
aproveito para divulgar uma entrevista sensacional, com o escritor e quadrinhista Lourenço Mutarelli, feita por uma estudante de jornalismo de brasília e que está na fila de edição. de verdade, vale muito a pena.
abraço, Pedro.
Olá Pedro, obrigada pelo elogio e pela visita. Irei ler com muito prazer.
Um abraço.
Priscila.
Simplesmente comovente.
Beijos
Noélio Mello
Priscila,
Excelente texto!
Marluce
Muito obrigada pelos comentários e pelas visitas: Noelio, Higor e Marluce.
Um beijo a todos,
Priscila.
Priscila,
Todo mundo sabia que só aquilo podia acontecer
e quando acontece ]
é como se a novidade estivesse sendo contada,
aliás, muito bem contada por ti,
pela primeira vez.
Uma inédita e comovente primeira vez.
Que venham outras!
Parabéns, Pri!
____
Saramar,
te amo de paixão, sabes,
e se não sabias, declaro em público,
que amo a tua doce sensibilidade,
Quem duvida que seja assim
visite o perfil dessa nossa colaboradora das mais simples e sensíveis
mas
se é negro, é lindo,
ouço sempre de minha vó
e de Ângela Davis,
que estou lendo o que fez ela
de bem pelas pessoas todas do planeta.
beijin.
Priscila, interessante a narrativa do teu conto. Gostei demais.
Abração!
Já disseram tanto - com pensamentos e vontades sóbrias, abalisadas. Esta realidade é tão antiga no Brasil, um abraço, andre
E me deixa feliz lhe ver aperfeçoando-se na lindeza.
Priscilla....arrepiante. Muito bom, bem escrito, e realista demais.
Parabéns!
Bj
Juliaura, Lucas, André e Roberta obrigada pelas visitas e pelos comentários. Fico contente por ter conseguido tocar o corações de todos vocês.
Um beijo a todos,
Priscila.
Entre arrepios, lágrimas, emoção e admiração, parabenizo-a pelo texto.
Muito bom!
Um abraço!
gosto da fluência da moça
e como a moça apresenta os personagens
e das temáticas da moça tb :)
Olá amiga Priscila,
um texto muito comovente e bem elaborado. Um assunto delicado que infelizmente teve um final desastroso. Adorei. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
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