– Calce um sapato velho, porra!
– Não. Assim não vou. Fico em casa.
– Pro inferno!
Pro inferno foi a última coisa que falei para ela. Bati porta e saí.
Desci as escadas – eram só dois vãos – enfurecido, sim, mas não com ela. Aquilo foi reflexo de um sintoma. A causa só se tornou conhecida depois que pus os pés na rua. Tropecei, caí, bati a cabeça no chão. No chão! Não houve no que me agarrar.
Mas, entre o tropeço e a queda algo se me revelou: estamos todos jogando o mesmo jogo, mas com regras diferentes. Arbitrando cada qual a si, acabamos mandando os outros pro inferno.
pequena nota ficcional
É vero!!!
Texto bem reflexivo.
Abração no coração
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