A tua graça.
Eras uma saia branca e florida. Rodada.
Eras a tristeza encarnada.
No teu abraço dia vinte e sete, um laço, um nó de cadarço.
De dois viramos cinco.
Viramos circo.
Vieram gritos. Partiu o arco.
Depois o choro contido. O falso sorriso.
Mas da saia eu lembro. Da tapioca e do perfume.
Do som de tua voz sem compasso.
Do poço de vaidades em que mergulhou.
Eras um vaso quebrado sem concerto e eu colei.
Tornastes o acerto desde que cheguei.
Que restou do que te dei?
Quanto amor ficou naquele abraço?
Que parte de ti não enxerguei?
Onde está todo este povo que não votou e não comenta uma "coisa" tão bonita quanto essa que escreveu?
Digo "coisa" porque não é só poesia, não é só prosa, é cinema, é foto, é permanência!
Muito tocante.
Tanta vontade em um amor perido nos laços e acasos da vida. Como já aconteceu ou acontecerá com todos nós.
Parabéns.
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