Vai tecelão do nada, tecendo vãs palavras
desperdiçando tuas horas, tão gratuitas
acreditando merecer o animus de cada hora
Vai tecelão do Nada, acumulando lixo
como quem coleciona preciosidades
enchendo o éter de suas manias caras
Vai tecelão do NADA, criando filhos
bastardos e acéfalos, resistente ao tempo
gozando das idiossincrasias de todos
Fias que tece algo bom? Algo justo?
Fias que tuas crias são estéries, inofensivas?
Fias enfim que és tecelão?
Do que fias realmente ainda não desconfias
que tudo que deixa à luz requer vida
requer mais de seu criador que apenas horas
Do que fias verás após a sua morte, cercar-te
por todos os lados como cobradores:
"Somos tuas horas mais alegres, aquelas vãs
tecidas entre drogas e subterfúgios,
somos tuas negações da tua própria vida
aquela que não viveu, apenas escreveu!"
Ah! A nossa vã existência que seria sem a poesia?
um leve e lindo texto.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 21/11/2008 20:30Um texto altamante sofisticado daqueles que ao meu juizo tem necessariamente que ser lido duas vezes, quando se aspira sorvê-lo por inteiro. De onde se conclui ser um poema de qualidades. Pensado antes de ser Votado overmano, rs.
José Cycero · Aurora, CE 22/11/2008 12:10
Willian,
concordo, a poesia preenche nossa vida
e nos permite extravassar emoções.
bjs
obrigado pelos acessos e desculpem pela perda de tempo!
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