Eu vejo tanta coisa na Feira do Livro de Porto Alegre que não sei como dizer para outras pessoas o que vejo.
Eu sinto tanto que não possam estar todas as pessoas amigas aqui pra gente se esbaldar só de olhar (porque eu ando pelada entre as orelhas dos livrinhos, livros e livrões) quase babando nas folhas de rosto e fico tonta de tanto mexer os olhins de um pra outro lado que passa um escritor aqui, passa uma poetisa (ou será mesmo poeta?) linda acolá e vou ficando meio tonta e besta mais ainda de tanto rir feito criança se lambuzando na lama e comendo pipoca na grama com mel.
Ah! Eu também fiquei maravilhada com os versos do José Silvio Amaral Camargo.
Ele poeta, poema, eu verso aqui sobre o que ele escreve e diz lindo como quem diz pra namorada e não namoro ele porque tenho medo que elas outras me batam o brim, que não sou coringa de ficar fazendo flerte com homem bom do alheio, que prefiro solto que nem o poema do homem livre que ele é que se quer chamar só Zé.
E agora: José!
(sem título)
. Prevejo o fim do filme
as cores
a montagem
o enrendo
enfim
tudo o que não é confesso
no making off
Ele me pega pelas orelhas também e diz que fica feliz em ver o pôr do sol no Guaíba, que agora fizeram um estrago e dizem que é lago e que de rio não tem é nada a não ser água, eu me rio disso tudo e fico mais acesa que molhadinha porque tem mais.
Zé, agora,
Claramente
. Ia indo
e vendo
uma tara não dormida
comendo gravetos
a esmo
na atrocidade do outono
sério-ressequido
caminho diferente
dos outros
lendo revistas
não escritas.
Como
a
calamidade
que
perscruta
sem formalidade
minhas anomalias
“Séculos insanos sem lares”.
Bom, vou parando por aqui pra não ficar grandão demais e depois pensarem que eu sou maluca porque pessoa maluca é o Zé, só Zé, só o Zé, que editou com apoio de uma firma de luz cinco livretos de poemetos iluminados, que dão força pro jeito de viver dele que é como um poeta vive, de luz e energia da alma que sintoniza o nirvana e acalma e te chama pro combate às trevas e te faz chorar de rir e rir do choro vão, por nada que mais um pouco de fartura que poucos outros tanto têm e mais querem.
Ah!
O Zé não autografa oficialmente na Feira do Livro. Mas o dia todo trabalha feito doido na Banca da União dos Escritores Independentes do Rio Grande do Sul. E se alguém compra os livros dele ele dedica em verso até.
Zé é poeta.
Um operário da palavra, que encanta e, se brincar, brincar, até canta os versos dele, que é também uma boa prosa que ele tem e um sorriso tímido lindão de gente do bem.
Porque de mal basta os que fazem a exploração.
Mas esses eu vi muito pouco, que não sou de ver pornografia em público.
Viva o Zé!
Virei fã.
Ju,
São de Feiras da vida, como essa,
que bons poetas conseguem sair do casulo
e mostrar seu o valor poético.
José Silvio Amaral Camargo
deve ser um desses bons que logo será reconhecido.
Parabéns, amiga, pela descoberta.
Abçs.
Benny.
Hum...
Boa...Apareceu a Juli?
Que delici passar horas nas orelhas de livros e livros...
Que bom que estavas em companhia de Adroaldo...
esteve com ele? Boa sorte para vcs...
Que maravilha de Poeta,José Silvio Amaral Camargo...
Que todos os Poetas sejam
iluminados, nas prateleiras tão obscuras
pelo marketing insano! Votadinho, ok?
beijos Juli...
matei a saudade, rs
Vá para o trono, moça!
BJS
CRIS
Também fiquei fã do Zé! Pelo aperitivo dos poemas apresentados, não há dúvida, é um poetaço!
Beijo grande!
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