Descubro-me na aridez canicular do tempo
onde hectares de sonhos frustrados
( sementes nunca semeadas)
permanecem no silêncio sazonado
do santuário inconsutil da memória.
É inútil revolver o passado
e mastigo agruras e solidão
percorrendo trilhas ínvias
dessa cidade morna disvirginada
pelo egoísmo e ambição
dos que fazem do mundo
arena de embates infames.
Refugio-me no poema
mas o poema é um rio
desaguando incasto
no oceano do cotidiano
imprevisível e amargo.
Aposso-me do tédio das ruas
na liturgia cruel dos dias,
misturo-me ao caos urbano
pejado de deliríos e insônias
( soma dos meus pecados)
e suporto a vida olhando
os olhos serenos e castos
da mulher amada na fotografia
colada á parede deste quarto
abrasivo e silencioso
e consigo assim sobreviver
em meio de tantos mortos.
Depois de ler o poeta beatnick Allen Ginsberg.
...é, ás vezes em que morremos sem nos dar conta.......
mas o sol nos reanima a cada novo dia.
um poema intenso. gostei mto mto mto.
bjsss;
Magnífico. Neste mundo insólito e mecanizado é preciso garra para não entramos no caminho da descrença e passividade...
saúde e Paz. jbconrado.
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