UM BODE CHUPANDO MANGA

José Carlos Brandão
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José Carlos Brandão · Bauru, SP
18/11/2012 · 0 · 1
 

Enquanto os carros correm na avenida
como loucos,
com pressa para chegar a lugar nenhum,
na sarjeta,
sério,
compenetrado,
o rabo espantando moscas,
um bode chupa manga.

Os carros passam,
os ônibus, os caminhões, os aviões passam,
a vida passa,
mas na sarjeta,
como quem não quer nada com a Hora do Brasil,
um bode chupa manga.

A Maria reclama,
o Zé xinga,
o Joaquim nem me diga,
a Zulma está com dor de barriga
mas quer arranjar marido,
o preço da goiabada está pela hora da morte,
a cachorrada late,
as tartarugas têm todo o tempo do mundo,
todas as dores e alegrias e se evaporam no ar
enquanto
abanando as orelhas e o rabo,
na sarjeta,
um bode chupa manga.

Sobre a obra

Pode ainda existir poesia popular? Este poema é um ensaio de poesia popular, com algum humor de contrapeso.

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José Carlos Brandão
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CHARLES   SCHUAB
 

O BODE PODE...CHUPAR MANGAS...SEM AS PREOCUPAÇÕES DA VIDA...."O HOMEM SOFRE PORQUE CRIA DESEJOS DE ESTABILIDADE EM COISAS EFÊMERAS E RELATIVAS."

CHARLES SCHUAB · Linhares, ES 11/2/2013 13:51
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