Era uma vez, uma mamãe pata muito dedicada às necessidades de suas crias. Por elas, era capaz de tudo; se necessário fosse, daria a própria vida. Por isso mesmo, seus filhotes viviam confiantes, tranqüilos e felizes, desfrutando d’uma maravilhosa lagoa.
Aproveitando-se, dessa por vezes, exagerada confiança, uma maldosa raposa começou a matutar, como tirar proveito da situação e conseguir um almoço. E num momento de rara desatenção ela deu um bote certeiro; uma investida covarde, contra o mais ingênuo patinho. Como logrou sucesso, ficou toda, toda, achando-se poderosa, nem imaginava a sorte que o futuro lhe guardava. Pois, mamãe pata não pensava n’outra coisa, a não ser, redobrar os cuidados com aquela ninhada, e vingar-se do feito. Pressentindo que os ataques não parariam por ali, pensou numa arte-manha que pudesse por um fim naquilo tudo.
E enquanto isso, de tocaia dentro d’uma moita, a raposa continuava com olhares ameaçadores. Foi então, que a pata reagiu. Insultou um briguento jacaré e saiu numa disparada só em direção a moita. Ao ver aquele reboliço todo saindo das águas, a raposa ficou pronta para atacar. Pois, achava ela, que a bondosa mamãe resolvera se entregar no lugar dos filhotes. Por isso, alegrou-se toda, indo ao seu encontro. Pois sim, num piscar de olhos a pata quebrou de lado, e, deixou a raposa cara a cara com a fera. Aí foi um fuzuê danado. Tentando fugir, ela foi alcançada e agarrada pelo rabo. E foi ali, presa, sem ação, totalmente dominada pelo jacaré, que ela exclamou:
- Camarada pata, ajude-me que lhe serei grata pelo resto da vida!
– Só se você deixar minha família em paz, disse com altivez, a pata.
Não tendo outro jeito, a raposa acovardou-se, jurando por tudo que é santo, nunca mais atormentar aquela família e ainda ajudar em sua proteção. Só então, a pata, de forma vitoriosa, pois se a provocar o jacaré que num arremesso soltou o rabo da raposa, achando que jantaria a Pata.
O certo, é que de forma inteligente, a mamãe pata livrou-se do jacaré e da raposa. E a paz voltou a reinar n’aquela lagoa.
Muito bacana Pedro. Cabe e com certeza num grande livro.
Higor Assis · São Paulo, SP 2/1/2008 10:53
Inteligente...Magnífico o seu recado!
abçs
Higor, muito obrigado por sua participação, fico orgulhoso.
Abraços
Olá minha amiga Cíntia!
Fico muito feliz com seu comentário.
É um presente.
Abraços
Pedro, esta fabula e bem interessante.Voce poderia ajusta la para um livro de crianças...gostei!
victorvapf · Belo Horizonte, MG 4/1/2008 09:06
Fábula de prima!
Boa, Pedro.
Abçs.
Pedro,
Li, vou reler. Não votei por duas razões: primeiro pra poder voltar mesmo; segundo, para não sair logo da fila de votação.
um abraço, andre.
Não gostei!... pratique mais!
não voto!
Uma história folclórica até, em nada surpreende, mas agrada pelo lugar-comum. Haverá leitores para ela. Abraços.
Erode Lino Leite · Campo Grande, MS 4/1/2008 12:28
Muito Bacana, muito Inteligente e muito gracioso.
Vocé fez a Fábula da Pata com a Raposa e o Jacaré.
Com a Mesma Maestria e dignidade de Esopho.
Parabéns inspirado amigo.
Maior orgulho de vocë.
Abração
Pedro, adorei.
Sua fábaula bem poderia servir de exemplo para alguns seres ditos humanos que nada sabem sobre a manutenção da paz.
Beijos, feliz ano novo!
Adorei Pedro a sua fábula! Uma lição de uma Mãe galinha (pata).
Votado já e, fiz o download, para contar ao meu neto que faz amanhã um aninho.
Um abração continue sempre, pos você escreve limpo e com moral no fim.Obrigada por me ter convidado, pois eu sou mesmo uma mãe galinha :)
Um abração cá de Portugal
Adorei a tua fábula amigo Pedro, a pata usou a inteligência e resolveu o problema sem prejudicar ninguém. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Victor vapf, obrigadíssimo por seu comentário.
Sua opinião é para mim muito valiosa.
Abraços
Benny Franklin, que bom você ter aparicido por aqui,
um grande abraço amigo.
Andre Pessego, meu camarada.
Você é para mim, um grande incentivador.
Abraços, Amigo
Márcio, muito obrigado por externar a sua sincera opinião.
Abraços Culturais
Erode Lino, é com muita satisfação que recebo teu comentário.
Receba um abraço deste piauiense que adora as riquezas do nosso folclore.
Azuir Amigo, e inspiradora Saramar.
Junto vocês para lhes dizer que vossos comentários me dão muito ânimo para continuar pesquisando e ousando expor minhas idéias. São idéias simples, e bastante limitadas, por vezes, ambientadas na realidade do meu sertão piauiense, nas minhas leituras, e observações da vida e do mundo.
Muitíssimo obrigado pelo incentivo, e recebam minha admiração.
Olá Amiga Dalena, fico muito agradecido por suas palavras, e evio parabéns a seu netinho.
Abraços a você.
Carlos Magno, meu caro amigo.
Mais uma vez te agradeço pela participação.
Estarei ao seu despor.
Abraços
Votado...beijos.
Belo conto!
Cíntia, muito obrigado por ter voldado.
Fico muito agradecido.
Beijos a você.
Pois Pedro,
Li junto a Luiza, minha filha de 8 anos, e ela também gostou,
e se surpreendeu com as duas atitudes da pata. Só ficou desonfiada se a raposa, como o homem, não descumpriria a promessa.
um abraço, andre.
Então, Andre! Muito obrigado!
Que bom que o conto, graças a você e sua filha Luíza, começou a cumprir sua verdadeira função; despertar dúvidas e curiosidades, pois tudo isso, é descobertas importantes, para a formação da personalidade e do caráter.
Parabéns prá você e prá Luíza.
Um feliz 2008 para toda a sua família.
Abraços
Pedro
Já estive aqui, já votei e volto para reler.
Que delícia de texto...
abraços.
Muito obrigado Nydia, que bom você ter gostado.
Abraços a você.
O jacaré largou uma certa raposa por duvidosa pata.
A raposa, fazida ou não, jurou. Ainda que mentisse, jurou.
A pata saiu a passo, na espreita da raposa
abanando asa pro jacaré.
Enquanto isso, na lagoa do jacaré:
eran cinco patitos que se fueram a bañar
el mas tiquitito se pués a llorar
llorando, llorando el patito se fué...
Vês o que faz tua fábula, viajei a meus nove anos
encenando na escola primária no dia da criança.
Que minhas netas não entrem aqui agora e me peguem llorando
feito el patito.
Gracias conterrâneo (que és do da diáspora piauiense, por certo).
Abraço, amigo.
Sempre aprendemos, porque vivemos pleno.
Pedro,
Obrigado pelo convite. Vim correndo. Agora são duas netas para deliciar com sua histótia.
Sei que elas vão adorar.
Um abraço mineiro.
Pedro, estou levando para ler pro meu neto Eredã, viu?
Gostei muuuito.
Bjs
Gosto de contos infantis.
Votei, Pedro.
Abraços.
Meu admirado amigo Adroaldo, muitíssimo obrigado pela gentileza do comentário.
Adroaldo, ontem encontrei o meu amigo e poeta Celso Alencar, no show do Walter Franco aqui em são Paulo, e estivemos falando sobre você; seu papel social e sua obra.
Um Grande Abraço a Você Amigo
Ana Mineira, eu quero agradecer a você, a Mariana e a outra sua neta. Vocês são um incentivo para a criação dos meus causos e estórias fabulosas.
Carinhosos Abraços
Lígia minha amiga, tomara que o seu neto Eredã goste da astucia da pata.
Beijos
Ana Wagner, Muito obrigado pela participação.
Abraços
Pedro, ficou muito interessante.
Parabéns
Muito Obrigado Georgina, seu comentário é sempre muito valioso.
Abraços
Convite feito, convite aceito....adorei a história e que existam mais "patas" por aí...abraço.
Maniefurt · Salvador, BA 6/1/2008 15:28
Muitíssimo obrigado Maniefurt.
Que bom você ter gostado.
Abraços
Pedro!
Achei interessante tua fábula, gostei!
E se a raposa não cumprir o prometido, você nos conta outra, “fazendo a reparação”?
Rsrsrs...
Beijos
Olá Fátima, é claro que me esforçarei para fazer uma nova reparação.
Foi muito bom você ter gostado.
Beijos culturais
Pedro, querido.
Walter Franco é, como diz a meninada, "papo-cabeça". Ter sido tema da prosa ente vocês muito me orgulha, mas teria sido por um intervalo de distração, pois não, que há mais em papéis outros que nesse meu início de literatura, ainda aprendiz. Espero que tenha sido um bom momento, ainda assim.
Grato por tua delicadeza e estímulo.
Pena que minhas netas estejam aí em São José do Rio Preto, senão ia correndo mostrar pra elas essa tua Reparação.
Parabéns veio!
Gostei da moral, acho que é assim mesmo, têm certos momentos, que exige determinação.
E a pata foi ótima!
Abraços
Gostei Pedro!
Continue nos presentando com posts assim.
Votei Pedro!
Parabéns! bjs
Li, e adorei, pois num mundo globalizada já não encontramos espaços para fábulas.
Abraços
Olá Beto!
Você tem razão amigo, são tantas modernidades, que muitas preciosidades ficam no esquecimento.
Abraços
valeu , Pedro.
Obrigado pelo convite.
Conto muito inteligente e belo.
abraços,
Marcos André, quero te agradecer pela gentileza do comentário. Receba um Abraço Piauiense do tamanho de São Paulo.
Pedro Monteiro · São Paulo, SP 6/1/2008 22:03
Querido Pedro:
Tua estória bem serviria como exemplo pra vida vi_vida. De volta a um passado que recordo como se estivesse ouvindo agora: - Confie nas pessoas, até que te provem o contrário... Hoje em dia o ensinamento é outro, onde a desconfiança sempre impera... Sigo com o que aprendi. No meu mundo o bem sempre vence e seja pata... Humana... Leoa... Toda Mãe protege a cria com inteligência ou até mesmo violência, se for necessário... Dando a própria vida.
Em teu conto, não vejo nada de folclórico. Vejo sim, MUITO AMOR!
Desejo um futuro assim... O bem sempre vencendo o mal... O amor criando... A dor da perda fortalecendo sem entrega, mas com aprendizado, mesmo que pareça insuportável... Nunca desistir...
Passeio pelas tuas estórias que, com certeza, são baseadas em histórias... Em utopias, é claro!!! rsrsrs
Beijos_Meus*
*
VO(L)TADO!!!
Gostei da sua fábula, não estou muito atuante no overmundo mais o seu convite é uma ordem!
Um grande abraço meu amigo.
Voto!
Gosto muito destas fábulas pela contribuição que dão ao universo infantil no sentido de escolhas, razão e emoção.
Grato pelo convite e parabéns pela fábula.
Abração e votado!
Interessante conto.
Só uma pergunta:
dá pra confiar em palavra de raposa? rsssss
Abraço!
AMIGO PEDRO...
Uma fábula faz o homem virar menino...
Um menino sem fábula torna-se um "homem-máquina"...
A máquina e a fábula estão unidas nas asas da imaginação!
É emoção! É letra sem palavra!
Palavras com ou sem frases!
Frases do coração com ou sem sentido!
Depende da ótica! Da visão! É a escrita...
Viva a fábula! Viva a infância!
Gostei... Ainda sou criança!
Grande abraço!
Lailton Araújo
Luana Camará, muito obrigado pela presença.
Abraços
Querida Lili Beth,
tuas palavras são como uma magia.
Fico com uma grande disposição para continuar minhas pesquisas e minha (ainda que bastante limitada) criação.
Beijos querida.
Olá Felipe!
Muito bem rapaz, é uma grande satisfação ter teu comentário.
Você pode contar comigo sempre que chamar.
Abraços
W@nder,
Meu caro amigo, estou agradecido por tua participação.
Abraços
Roberta Tum, minha amiga.
Sua participação é para mim motivo de orgulho.
Abraços
Amigo Lailton Araújo.
Fico muito satisfeito com teu comentário: Viva a emoção, e um NÃO ao homem máquina.
Um grande abraço, amigo.
Pedro,
Concordo com Erode.
Continue escrevendo.
Beijo.
Muito obrigado Regina, pela a participação, e conte comigo.
Beijo
Pedro, com mil desculpas dos que tardam mais náo falham, venho pelo convie. Achei muito massa o seu texto, cara.
ab;o.
Sergio, muitíssimo obrigado pela participação e também pelo voto.
Conte comigo.
Abraços
Olá amiga Narjara Oliver!
Quero te agradecer pela participação e fico a sua disposição.
Beijos
Linda fábula!!! Eu tinha votado sem comentar, mas vim deixar registrada aqui minha admiração pelo teu texto!
Beijos @>--
Adriana, muito obrigado por participar, quero devolver sua gentileza em dobro, conte comigo.
Beijos
Muito esperta essa Pata, e a raposa, será que aprendeu a lição?
Abraços
Muito obrigado André.
É a luta pela sobrevivência.
Abraços
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