Um sopro de vento compõe essa canção. Triste e incidental canção para minha última, longa e interminável caminhada.
Andando estou. Vou. Há quanto tempo não sei.
De lugares distantes eu vim. E por caminhos difíceis passei.
Lembranças muitas tive. E tempo e espaço suficientes para tê-las.
Chego a um lugarejo qualquer. Onde me olham pessoas quaisquer, dando-me a certeza de que o estranho ali sou eu.
Caminho até o final da rua. E deito-me sob uma árvore.
Contemplo as nuvens, as primeiras estrelas, o anoitecer...
Não consigo dormir. São muitas as lembranças que tenho.
“Ele era tão jovem. Quase uma criança.
E sei que me amava cada vez que ofertava o seu corpo em troca de alguns reais.
Em meus braços, no ápice do prazer, sorria e dizia: Ai, que você me mata!
Então, num dia (maldito dia!), vieram me contar. Foi briga de rua. Uma facada no peito. Corro e encontro-o estendido no chão.
Em meus braços, a vida esvaindo em sangue, chorava e dizia - Ai, não me deixa morrer.
Ele era tão jovem... Quase uma criança".
...e desde aquele dia então, eu também comecei a morrer.
Sem ao menos saber
quando irá completar-se a minha morte...
Muito bom, Elisandro!
Mandou muitíssimo bem!
Abração!
triste e belo desfecho!!
parabéns!!
abços,
muito bom edisandro legal , msm .... abrçs a tds
JuNiN · Ribeirão Preto, SP 6/4/2007 11:15Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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