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O leito devasso. As vestes poucas.
Um beijo comprado tem o gosto de mil bocas.
Um corpo, moreno, vibrante, desejo...
Ele finge e eu minto. Ele geme, eu arquejo.
Nossos corpos cansados, mas, ora, aquecidos.
Somos apenas dois estranhos, apesar de unidos.
Não sei como se chama; nem ele me sabe o nome.
“Paguei-lhe uma para beber. E ele matou-me a fome.”
tags: Cruz das Almas BA poesia textos-literatura
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