Quando eu tiver um lugar só meu
Ele será mais que especial
Será único e amarelo.
Uma casa na montanha
Sempre amanhecendo
Com janelas vermelhas
Cortinas brancas
E venezianas continuamente abertas.
Em volta um jardim
Branco, verde e carmim
Um caminho de pedras
E um aponte sobre um pequeno lago de Monet.
Neste lugar há de haver vinhas
E uvas bem doces
Alguns pés de maça e romã
Laranjeiras, limoeiros
E quem sabe um pouco de capim.
Há de haver um cachorro
Um gato e um pato
No lago tartarugas
E uma mesa à sombra
Para um chá.
Há de haver felicidade
Roupa estendida no arame do quintal
E nuvens tão brancas
Quanto um sonho de cristal.
Neste lugar não poderá faltar um forno a lenha
Cheiro de pão feito em casa
Algumas lendas e muito vinho.
Não pode faltar um velho amigo
Um novo conto
E uma biblioteca repleta de livros
- Todos já lidos!
No laguinho tem que ter um barquinho
Um resquício de infância num balanço
E o ar da juventude em um toque
Porque neste lugar o tempo
Irá pedir licença para descansar
E os relógios por vontade própria
Irão parar.
Sempre haverá uma nova cor nascendo
Cheiro de flor
Gosto de mel
Um novo tom de amor
Um dia de descobertas infinitas.
Se não tiver crianças
Que haja ao menos risos
E uma velha vitrola a cantarolar
Bosas de uma nova era
Que estará sempre prestes a começar.
Haverá borboletas e pássaros
Vento gelado e tardes de sol
Muitos beijos apaixonados
E noites de luar
Com mil estrelas a pulular.
Haverá desejos
Vontades incontáveis
E uma árvore enorme para a sombra se deitar.
Grama tão verde e brilhante
Dando a sensação que a esperança nunca morrerá.
Este meu lugar não tem nome
Ele nem ao menos existe
Mas é tão lindo, mas tão lindo
Que sinto uma vontade enorme
De dividi-lo com todo mundo.
E por que não?!
Bom se esses nossos lugares só nossos existissem...
Beijinhos...
Que lugar...
Vou inventar um pra mim também!
=)
Abraços
Quando vc tiver este teu lugar pelo menos dê uma chance pra gente conhecê-lo..
Muito bonito o texto
Parabéns...
Agenor
Beleza de trabalho Ana, adorei. Meus sinceros aplausos.
Carlos Magno.
A moça da janela, o EU interno, esse Lugar agora...
como vc descreve tudo tão certinho, tão imaginativo.
Ana, vc é uma poeta descritiva. O que ninguém viu, vc pinça e mostra.
Um mínimo detalhe, um leve soprar do vento, atenta, vc descreve.
Tateando, vou seguindo os teus olhos e passos.
bjs!!!
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