Um morto ao meio-dia e meia
O amante
virou meia cara
e o viu
a meio metro
no meio da rua.
Não houve meio de fato
de escapulir dele.
Não houve meio sequer
de evitar
o duro golpe da faca.
Ela atravessou-lhe
o coração
ao meio,
ao meio-dia e meia,
a hora das meias-coisas.
Caiu no chão sem meia sombra,
e por ironia da hora das meias-coisas
no chão havia um morto.
A faca que o acertou
cortou o amor todo de vez/ O amor em dois/ De dois/ Não será mais nenhum.
Caro Leandro, você expos com maestria, um tema que me fascina.
Obrigado, Firmiano.
Gostei muito de seus comentários e muito poético o de que tem um laço a desatar em cada laço que se dá.
Abcs
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