Um natal todo dia

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Renata Biba · Salvador, BA
2/6/2011 · 0 · 1
 

Sabe, tudo começou no primeiro dia em que pensei: É, acho que estou ficando encanta por ele... Cheguei a esse pensamento, mais ou menos, no mês de junho... Perto do São João. Fiquei até com certo “ciúmes” quando te chamaram pra dançar e você meio tímido, sem saber como dizer “não”, foi dançar... Fiquei só olhando, de canto de olho, para que ninguém percebesse o que meu coração estava tentando falar, a poucos minutos atrás você tocou na minha mão e disse: nós fazemos “amor” com um simples toque, você me olhou e saiu, me deixando pensar ainda mais no seu coração.
Cada pedacinho seu foi me conquistando, gestos delicados, histórias contadas e cantadas, carinhos soltos, sonhos compartilhados, "loucuras de atitude” (acha que esqueci como ganhei meu livro?) intimidades ditas, músicas ouvidas, ou melhor, sentidas, presentes trocados, olhares lançados, abraços apertados, e-mails recebidos, beijos não dados, conversas sem sentido ou com todos os sentidos... Cada momento que passava ao seu lado, o tempo não passava você “corria contra o tempo” pra me ver (hoje "corro pra tentar de esquecer") queria te encontrar sempre, precisava olhar nos seus olhos e saber se estava tudo bem, se precisava de qualquer sonho! Estava ali, sendo seu anjo da guarda.
Sem perceber, fui sendo entregue a você... Aos poucos fiquei ‘besta’, sorrindo atoa, não sabia o que fazer (acho que a culpa foi sua!), achava lindo ficar te olhando, contando quantos sorrisos diferentes você tem... Como aquele de ‘surpreso-brincando’ ou do ‘veja bem amigo’ quando fala algo sério! Seu jeito de dar ‘Bom dia’ a todos, sua vontade de sair andando por aí... Até o dia do Beijo... Beijo... Ônibus... Beijo... eijo...ijo...jo...o.
Você teve uma coragem que não tive como tocou no meu rosto, como o virou e como beijou... A partir desse dia sabia que mais cedo ou mais tarde estaria como estou agora, ouvindo “músicas tristes”, pensando em como esquecer-te, não pensar em viver ao lado seu, não ficar triste, não demostrar para você o que estou sentindo, tentar agir naturalmente, sorrir mesmo querendo chorar.
Sabe Amor, não leve este relato como uma lamentação, no máximo seria um grande desabafo, não sei o que fazer... realmente estou me sentindo pequena...Não tenho medo de falar o que sinto, acredito que tudo na vida se constrói assim, na sinceridade, na conversa, na paixão, só escrevo aqui quando realmente estou envolvida com sentimentos, quando sinto o coração bater mais rápido, quando na realidade não sou eu quem escreve, e sim, nós! Nossos momentos, nossos relatos... "gosto de conversar quando se está em crise", pois já "perdi" você...
Talvez nos seus ouvidos, o que escrevo simplesmente serão palavras, frases escritas com uma pontuação questionável, não estou duvidando em momento nenhum da sua sensibilidade... Mas hoje duvido dos seus sentimentos... Eles não me aparecem a um bom tempo, lembra-se daquele acordo do "pular do barco"? Acho que você pulou algumas ondas atrás e esqueceu-se de me avisar, boba como sou, acreditei que era só um mergulho rápido... Ai que dor... Como dói...
O que fico mais admirada é como estou agora... Foi bom te amar, na realidade ainda é, mas "um" não pode amar por "dois". Estou pensando aqui se realmente seria legal você ouvir isso... Tenho medo que interprete errado, que se sinta magoado, fico pensando também em quantas mulheres não já te escreveram, acredito que várias... Mas quantas Ataner? Espero que só tenha sido uma... Nem tudo é "tristeza” (se realmente posso empregar esta palavra), fico pensando como isso foi uma verdadeira loucura, acho que nenhum poeta ou escritor seria capaz de pensar em uma história como essa(na realidade todos que passaram por uma grande paixão pensam assim)
Acredito muito nas transformações dos sentimentos, no caminhar da vida, sei que isso que estou sentindo irá passar... não "o amor" que sinto por você, mas esse sentimento que não faço a mínima ideia como descrever, que também seria "o amor", por mais engraçado que possa parecer tudo é "amor", mas não é ao mesmo “amor”.
Estou com vontade de terminar esta carta... Mas não sei como... talvez não queira terminar... Então, não irei terminar... Só colocarei aquele ponto, pois é um "ponto" de continuação...
Amado, você já amou? Aquele amor que nos alegra todas as manhãs, que nos faz escolher milhões de roupas, até encontrar aquele que irá agradar o nosso amado? O perfume certo, o amor que mostraremos nosso melhor sorriso, ofereceremos os melhores abraços, os melhores beijos... Tenho certeza que sim! Então, Tudo que sentia/sinto tinha/é essa verdade, essa pureza, essa gota de orvalho... Delicada... Hoje me sinto como se "as cores do mundo" não existissem mais... "asa quebrada". Meu amado, a carta está chegando ao fim, uma última frase irei sussurrar nos seus ouvidos: Depois que partiu o natal voltou a ser dia vinte e cinco do doze, não mais todo dia como estava sendo ao seu lado..

P.S.: Eu te amo.

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kel black
 

Queridos só nova nesse saite e estou aqui tentando saber como faço para conseguir comprar uma garrafa de cha na mão do raizeiro , uma reportagem que vi se vc poderem me dá uma ajuda estou aqui ....

kel black · Salvador, BA 2/6/2011 07:15
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