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UM PIANO A 4 MÃOS

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"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA
26/1/2008 · 121 · 19
 

UM PIANO A 4 MÃOS
Somos dois irmãos gêmeos... "cara de um, focinho do outro" (até a alguns bons anos atrás), como se dizia antigamente. Hoje, passados quase 50 anos de nosso nascimento (em 1º/10/1952) já não somos tão parecidos.
Nossos tempos de criança foram cheios de imprevistos e surpresas, criados que fomos em casas alheias (ou em colégios), quase sempre separados. Com 6 ou 7 anos de idade fomos embarcados em ônibus da empresa N. Sra da Penha, no Rio, só com bilhetinhos no bolso, com destino à distante Curitiba, 3 dias de longa viagem com vários translados pelo meio. Os bilhetinhos eram entregues a cada um dos motoristas ("condutor de ônibus", na época) que virava babá de 2 moleques só de short e camisa de manga curta em plena época de inverno... pior, sequer sabiam que ônibus tinha banheiro.

Quando retornei ao Rio, em meados de 1967 (ou no início de 1968, nem sei mais!) meu irmão "Zito"/"Cosme"/Sérgio/RENATO já estava há um bom tempo lá, vivendo de favor na casa das famílias onde minha mãe se empregava, pois o barraco no Morro dos Cabritos, -- hoje rua Euclides da Rocha, em Copacabana -- a enchente de 1966 levara.
Mais tarde o "Sérgio" trabalharia como faxineiro num centro espírita, misto de asilo de velhinhas na Tijuca ou Grajaú, onde "animava" as sessões mediúnicas com um velho tocadiscos e alguma criatividade.(Dessa estória resultou recente conto meu, cujo título é UM SINAL DO ALÉM.)

Cheguei ao prédio de meu irmão num táxi, luxo que jamais imaginara ter na minha jovem vida. 'Limparam meu bolso", pois a viagem custou $ 120 mil "paus" ou "cabrais", qualquer que fosse a moeda da época. Achei barato... e, a partir de um mapa que meu irmão desenhara, eu ía dizendo ao "chauffer" que avenidas pegar, eu que NUNCA estivera antes naquela parte do Rio.
O prédio ficava bem em frente à estação do bondinho do Pão de Açucar, na Urca, o primeiro da avenida, arquitetura antiga com uma varandinha ridícula na frente de cada apartamento. Cheguei lá pelas 10h da manhã, com um grnade saco azul claro como "mala", um verdadeiro retirante do Paraná, de sapato rôto apertado nos cantos. O famoso "Passo Doble", salvo engano!
Diz meu irmão Renato que o apartamento ficava no último andar, com aqueles elevadores antigos em que a grade interna era fechada pelo passageiro, só assim o troço andava. Quando cheguei não havia nenhum dos moradores em casa, só nossa mãe e o mano (que tinha me chamado pro Rio sem que ela soubesse!) e um "lulu" do tipo francês, branco e peludo, desses que fica logo amigo de qualquer estranho.

Dona Maria Apolônia apavorou-se... iria para a rua se a patroa descobrisse. Tomou então uma decisão drástica: o "Pingo" ("Damião"/Celso/CINCINATO) ficaria escondido no "quarto" de empregada, minúsculo cubículo sem janelas, até ela tomar coragem para revelar o problema. Assim, quando a patroa ía até a cozinha (que ficava ao lado) eu me escondia dentro do guarda-roupa, às vezes por uma hora ou mais, se estavam a lavar roupa na área de serviço.
O "lulu" passou dia e meio "me dedurando", latindo sem parar (no 1º dia) na porta do quarto ou, pior, na frente do armário mas ninguém desconfiou de nada. Meu irmão disfarçava como podia para "Rubinho", filho caçula do casal, com 8 anos. Havia também a Maria Lúcia, morena do tipo "garota de Ipanema", da minha idade suponho e mais o "seu" Rubens, pai deles, aviador precocemente aposentado e que quase não parava em casa.

O "cabeça de casal" era uma senhora magrinha e baixa, engenheira ou arquiteta, cujo nome não me lembro, talvez fosse Lúcia. Foi ela que descobriu os gêmeos, já no 5º ou 6º dia, porque passávamos a manhã toda rodando pela casa, quando os filhos estavam na escola. No resto do dia a gente se revezava no quarto...
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"NATO" AZEVEDO
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UM PIANO A 4 MÃOS (trecho final)

No resto do dia a gente se revezava no quarto (ou no armário) se o outro precisava ir ao banheiro, à padaria ou para passear com o lulu na praça. Quem almoçava bem na mesa da cozinha, jantava migalhas levadas pela mãe às escondidas para o quarto dela.

Mas como eu tinha tido aulas de piano e harmonium (espécie de monstro a pedal) no colégio de padres no Parná, o belo modêlo tipo apartamento no centro da sala foi um convite irresistível. Vai daí, enquanto um ficava no corredor externo vigiando, de ôlho no ponteiro metálico do elevador, o outro massacrava as pobres teclas do piano, que gemia e guinchava qual animal ferido.
Se o elevador passasse do 8º andar (eram 11 pavimentos, eu acho) isto era um sinal de perigo e um de nós corrria para avisar o outro. Infelizmente,com o tempo ficamos descuidados e, numa bela manhã dona Lúcia, tendo esquecido documentos em casa, abre a porta da sala e dá de cara com dois Sérgios, a "duplicata" lívida de medo e ambos mudos de vergonha, enquanto o piano suspirava de alívio e prazer.

Por fim, tudo se esclareceu, dona Lúcia reclamou por minha mãe ter nos sacrificado daquela forma e eu acabei tão amigo do "Rubinho" quanto o meu irmão Renato. O acompanhava para ver os treinos de judô na academia do canto da paraça e as "peladas" dos militares do Conjunto ao lado.
Pouco tempo depois, a convite de um velho senhor negro desconhecido, o crédulo caipira recém-chegado à Cidade Maravilhosa aceitaria trabalhar num comércio por um pequeno salário. Acabou "escravo branco" numa birosca na antiga favela da Praia do Pinto (no Leblon), sem um centavo de paga por mais de cem dias, sem saber onde estava e nem como sairia dali... mas isso já é outra história !

Alguns anos mais tarde, desempregado e em situação difícil, "Celso" teria a luminosa idéia de ter casa e comida de graça sendo voluntário no exército paraquedista... quase que se dá mal de novo, só que isso também é uma outra história.
Enquanto CINCINATO, uns seis anos depois, fui o "mentor espiritual" (?!) do primeiro "Rock in Rio" (o "ghost writer" da idéia), negue ou não o Dr. Medina. Reles office-boy bancário pé-de-chinelo, vontactei inúmeros grupos de rock da época, desconhecidos quase todos, inclusive um só de garotos de 11 a 14 anos, que tocava nos playgrounds dos edifícios nobres de Ipanema.

Chamava-se "Barão Vermelho"... contactados por telefone para tocarem no futuro "Rock'n Roll Show" que a cínica RIOTUR proemtera realizar (a partir de meu projeto), fui ver os garotos se apresentarem ao vivo num aniversário na Rua Alberto de Campos, próximo do Jardim de Alá.
Quando o mais magrelo dos 4 me viu (trazia uma baqueta na mão... seria o genial Cazuza ?) disse na minha cara que eu não realizaria nada. Tinha razão: desisti de tudo quando um coronel da RIOTUR "melou" sua palavra. Pelo menos, como consôlo, tive o "prazer" de ver o grupo ser barrado na hora da apresentação pelo síndico, a partir de reclamações dos moradores. Daí, levei a papelada toda para o prédio 51 da Av Borges de Medeiros, em 1982...
E é essa a minha história... quem puder que conte outra !
"NATO" AZEVEDO


"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 22/1/2008 22:39
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1) o registro de vacina BCG do hospital onde nascemos, no centro do Rio, datado de 6 de outubro de 1956, nos dá com COSME e DAMIÃO, nascidos em 1º de outubro.

2) minha mãe só nos registrou em 1957, creio que por causa da creche, que devia exigir certidão de nascimento. Daí "surgiram" SÉRGIO e CELSO, nomes pelos quais nos chamava desde que nascemos. Acontece que, assim que soube de nosso nascimento, o pai sempre ausente veio ao Rio somente para nos registrar, sem informar nada a mãe (sua esposa, no caso) nem lhe passar as certidões providenciadas na época. Desse "imbróglio" veio a estrear no Mundo os gêmeos RENATO e CINCINATO... pode uma baderna dessas?

3) meu irmão Renato insiste que teríamos nos revezado no armário por quase um mês. Acho a declaração um absurdo, ninguém deixaria de notar as "diferenças" entre nós ao fim de um período tão longo. Eu era esquerdo, penteava o cabelo pro lado oposto ao dele, tinha a boca menor -- êle puxou à mãe, que falava "pelos cotovelos" -- e era o mais "quietinho", minha timidez era enorme.

4) quanto ao BARÃO VERMELHO e o tal show de rock... aconselho aos amigos leitores que consultem o texto anterior "A MULHER-MARAVILHA", para se inteirarem dos fatos todos:
www.overmundo.com.br/banco/a-mulher-maravilha

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 23/1/2008 16:11
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AZnº 666
 

1-Voçe leu errado, eu não disse 2 meses, e sim 2 semanas:
"Apesar de nossa personalidade ser bem diferente, por sermos gêmeos idênticos deu pra enganá-los por umas 2 semanas, até que eles descobriram a patifaria."
2-Eu não fui faxineiro e sim DJ, no Centro Espírita!
Achei que eras um grande escritor, mas por estes 2 erros, da para ver que falta muito!
Um verdadeiro Textículo! Nota 0!

AZnº 666 · Rio de Janeiro, RJ 24/1/2008 15:09
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CORREÇÕES AOS COMENTÁRIOS:
1 - o registro da vacina BCG (citado no item 1 das Observações) tem por data o ano de 1952 e não 56, que escrevi por engano.
2 - meu irmão AZN-666 também LEU ERRADO o que escrevi... "teríamos nos revezado POR QUASE UM MÊS" disse eu , o que corresponde à sua afirmação de... "POR UMAS DUAS SEMANAS". e não vi/vejo o "recurso" como patifaria. Era desespêro mesmo, subterfúgio de quem não tinha para onde ir.
3 - se não sou grande escritor sou pelo menos um escritor grande, com meus 1,75m de altura. Quanto aos DOIS êrros, como as sessões espíritas eram salvo engano só às quintas e sábados, o que você fazia no resto dos demais dias? Tocava músicas o dia todo?

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 24/1/2008 19:15
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Cintia Thome
 

Nato
Com as novas mudanças o primeiro comentário fica "escondido", rs
Mas você é um dos meus e um dos que me dão satisfação
de escrever, mesmo que seja "lindo", mas é de verdade...
Te acho campeão e vai ainda nos dar muitos "gols" , (de peladinha? - não esqueci, viu?). Você é show nas palavras. Inesgotáveis.
Parabéns sempre. Sucesso!

Cintia Thome · São Paulo, SP 24/1/2008 20:50
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Cintia Thome
 

Nato, mais uma vez...Venho e voto
E releio tua lavra com prazer.
Pois teclado é com mãos da verdade
Real. Salve Nato!
ab

Cintia Thome · São Paulo, SP 25/1/2008 14:03
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CINTIA, querida... minha maior frustração é não ter leitores em minha própria família. Nenhum leitor, aliás! Meu irmão só lê (isso quando lê!) para me dar "patadas", fazer gracejos ignóbeis que me envergonham pela infantilidade.
C'est la vie... mas, vou em frente! Com incentivos COMO O TEU a gente revigora, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 25/1/2008 21:20
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Benny Franklin
 

Salve, Nato!
Não sou gêmeo-irmão seu, mas gosto de ler seus escritos.
Este bão!
Abçs;

Benny Franklin · Belém, PA 26/1/2008 09:24
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brigitte
 

Nato, as duas semanas devem ter se esgotado bem devagarinho!!
Que história!!
Parabéns.

brigitte · Goiânia, GO 26/1/2008 21:16
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ZIRIGDUM BOROGODÓ
 

Que figuras, ahahah. Gostei muito da história... e votei!
Vc tem esse texto UM SINAL DO ALÉM publicado aqui?

ZIRIGDUM BOROGODÓ · Salvador, BA 26/1/2008 21:23
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Andre Pessego
 

Quanta peripecia para sobrevirem. Até mesmo os nomes - o real é um furto ao primeiro (que já era real).
Tem coisas grandes demais - voces dois, na pior das hipóteses (e no espirito dos comentários) são duas "coisas" extraordinárias.
Um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 26/1/2008 21:58
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crispinga
 

Coisa mais querida esses dois irmãos. Torço muito por vocês.
Bjs

crispinga · Nova Friburgo, RJ 26/1/2008 23:18
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Nydia Bonetti
 

Nato, que história!
Como é bom te ler, menino...
abrçs.

Nydia Bonetti · Campinas, SP 26/1/2008 23:38
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BENNY, você já é de casa... por isso me alegra muito cada visita sua!
Dona BRIGITTE, tens razão, as horas viravam séculos, o dia não acabava nunca porque o quartinho de 2m X 3m não tinha janela nem respiradouro e a porta não podia ficar aberta para eu não ser visto. Daí, ficava só uma fresta e, se alguém se aproximava da área de serviço, eu me metia célere dentro do armário, ficando lá até que a pessoa se afastasse.
Entretanto, nos sábados a família lavava roupa na máquina que ficava ao lado do quarto, com o cãozinho latindo em frente a ele.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 28/1/2008 22:22
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Ora, ora... gente nova na área! Dona ZIRIGDUM seja benvinda! O conto ainda não foi publicada, continua inédito, mas é uma comédia bem divertida. Em breve estará nestas "páginas".Aguarde!

Doutor ANDRÉ, quanta honra. V. Excia andava sumido! Quanto aos nomes, você acertou em cheio. Acostumados com SÉRGIO e CELSO -- que meu pai dizia serem nomes de POBRES -- jamais aceitamos o RENATO e CINCINATO (este em homenagem a um tio), apesar de terem se tornado os nomes oficiais. E ficamos com DUAS CERTIDÕES de nascimento, acredite quem quiser!
Ah, estamos mais para "coisas" do que para... extraordinários!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 28/1/2008 22:29
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CRISlinda... também torço muito por ti! Aliás, você e dona NYDIA bem que podiam me ajudar a escolher o próximo texto para o OverM: 1) ou a estória do pivete que vira pastor (in UM SINAL DO ALÉM) ou 2) o mistério dos leões que se recusavam a comer os escravos africanos na Roma antiga, reinado do Nero. AGUARDO!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 28/1/2008 22:33
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brigitte
 

Nato, que mania de me chamar de senhora!rsrsrs
Mas que sufoco, hein!
Sensacional seu conto a 4 mãos( piano).
Abração.

brigitte · Goiânia, GO 28/1/2008 22:55
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touché
 

caro nato : a vida é mais interessante que a ficção. não é atoa que belchior diz que "qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa"..obs: o cazuza nunca tocou bateria. abração, é nóis.

touché · Guarulhos, SP 4/2/2008 19:57
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Mademoiselle BRIGITTE, esse "Dona" é mais por uma questão de respeito... mas considere-o abolido. SENSANCIONAL, é?! Meu irmão achou-o ruim e desnecessário. Só vocês mesmo, queridos amigos, para nos levantar o astral. Mas, já está "no ar", em algum lugar do OverM, o conto sobre leões, cristãos e o Coliseum.

TOUCHÉ, mon cher, não leia mais do que está escrito: citei CAZUZA devido a magreza espantosa do sujeito, não porque portasse as baquetas (uma só, salvo engano!). Ah, seguiu carta pra ti nesta sexta pre´-folia, Aguarde! Fico imensamente feliz com tua visita... e ADORO BELCHIOR, é uma referência em minha vida em quase todos os momentos. Conheces... "OBJETO DIRETO" ?!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 5/2/2008 17:12
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