UM POEMA DE AMOR E DOZE CANÇÕES DESESPERADAS

1
Onivaldo Paiva · Uberlândia, MG
9/6/2009 · 14 · 22
 

UM POEMA DE AMOR E DOZE CANÇÕES DESESPERADAS

O ENCONTRO OU: A Senhora e o pigmeu.
(Dum lugar qualquer além do Planeta Silencioso)

ele era o Esquisito, o trágico, o pigmeu.
Ela, a Senhora.
ele se acreditava um Peão, Vencedor de todos os Rodeios.
Ela era a Encantada. Intocável.
ele teimava em fugir na Noite.
Ela era a Luz.
ele era cego e torto. Ela, a Estrada...
ele era o Abismo. ele sabia ferir.
Ela, curar.
ele, infecundo, não sabia chorar.
Ela ensinou.
Ela chorou por ele, e cada lágrima se fazia Farol e Redenção.
Ela, Encantada, Necessária.
ele a contaminou.
A Senhora orou por ele, desejando-o no Paraíso.
ele carregava o inferno na alma.
Mas não possuía alma, só transportava o Vazio.
Um mensageiro do Nada, cultuando mortes e perdas.
A Necessária o convidava a conhecer montanhas.
ele só sobrevivia no barro.
ele só enxergava nas trevas, só caminhava em desertos.
ele tinha um nome: Solidão.
ele pariu uma filha: Tristeza.
Gerada num abraço louco, quando ele se fez como Tirésias,
e se entregou ao Sonho, o Sedutor.
Nas caminhadas pelo deserto
ou nas eternas noites no pântano,
a Tristeza foi fiel
e nunca o abandonou.
Um dia, a Senhora mandou a Tristeza embora...
ele chorou: não queria crescer, tinha medo de voar.
então, Ela resolveu matá-lo.
e, ele, a Águia Cega,
tornou-se Eterno,
nos olhos dela.

(Vapasi Lorca)


PESADELO NOTURNO
É noite. Deito-me na cama, durmo, sonho.
Nos sonhos perambulo, disforme vagabundo.
É somente em sonhos que toda ilusão ponho.
É apenas assim que reconheço o mundo.

Nos sonhos as idéias que consciente eu repilo,
tomam corpo, de mim se apoderam, vergonhosas,
algumas sublimes, e enfim, em grande estilo,
passeio em meus sonhos pelas noites tenebrosas.

Quantos complexos se livram nestes passeios,
lugares onde os dias são sempre escuros.
Vejo mulheres que têm em lugar de seios,
podres carnes, cheias de vermes, dois monturos.

Vagueio pelos imensos campos de meus horrores
perseguindo luzes de brilhos vacilantes,
os clarões que persigo tornam-se perseguidores,
são como espectros iluminados, alucinantes.

Agora estou num casarão fantasmagórico, medonho,
feito de tábuas, quase a cair, escuro...
É de enlouquecer, é pesadelo, não sonho,
são muitos quartos onde me embrenho, me torturo.

Talvez seja este casarão a minha mente,
e os quartos escuros, os meus segredos
e esta escuridão pegajosa e insistente,
a consciência que me aflige com meus medos.

Há nestes quartos tantos fantasmas horrendos,
assemelham-se a demônios, antigos sonhos sufocados,
de faces irreais e seus gestos tremendos,
mais parecem blasfêmias de anjos condenados.


PÁRIAS
Homens frustrados que penetram a madrugada
Fantoches tristes, perdidos nos caminhos
Erram pela vida e sabem que ela é nada
sentindo o medo de viver sozinhos.

Tristes seres que a miséria arrasta
Fantasmas loucos num vaguear maldito
Párias sem rumo que a sociedade afasta
vermes que morrem sem soltar um grito.


POETA OU CAMINHANTE
Triste poeta a vagar sem vida
pela vida a vagar, triste poeta
remoendo ilusões jamais vividas
na vida, já de amor tão quieta.

Caminheiro errante e pensativo
solitário, vencido sem batalhas
medrosa sombra, fantasma esquivo
maltrata-te o peito cruéis fornalhas.

De teus olhos está o amor ausente
embora seja amor o que tanto queres
para apoiar o rosto ardente
nos cálidos braços das mulheres.

Vai poeta! Vivendo tua vida inútil
Caminha sem errar teu passo
busca a luz distante e fútil
que ilumina teus gestos de palhaço!


HOJE EU ESCREVERIA UM POEMA...
Hoje eu escreveria um poema...
Nesta tarde sossegada eu seria capaz de escrever um poema.
Mas não escreverei, pois só a tarde é sossegada, eu não.
Tenho compromissos e nenhum atende aos sentimentos
que me dominam agora:
esta vontade de parar um pouco
de ver o mundo, as pessoas,
e as coisas, com outros olhos, com ternura, com compreensão.
Mas, não sou poeta, sou mercador
e preciso vender, comprar, trocar minhas bugigangas...
tesouros falsos pelos quais recebo de volta moedas sem valor.

Hoje eu escreveria um poema...
Mas não posso parar – e se parar eu choro,
ou se parar eu vou amar o primeiro ser humano
que encontrar pela frente.
Eu não posso parar, eu não posso amar...
Eu não posso escrever poemas: não sou poeta! Sou Mercador.
Ofereci minha alma a Deus
em troca Ele me protegeria e me faria feliz,
mas parece que Ele me ofertou ao demônio.

Nesta tarde, em que eu poderia escrever um poema,
tudo está sossegado, a natureza, a cidade, tudo parece espreguiçar...
Só minha alma não tem sossego; não se acalma: ela deseja...
Ela deseja...
esta quietude e alguém bem perto para amar.
Mas não tive tempo: primeiro eu precisava conquistar o mundo.
E para isto me tornei escravo dessas coisas
que me viraram as costas: a glória, as palmas e os troféus.

Não posso escrever um poema: sou um cego!
Evitei encarar os olhos da amada, medroso
de que aqueles olhos me revelassem
quanto fui surdo, cego e quanto gritei em línguas
estranhas.
Cego que fui e sou, só conheci o Desejo
e fugi do Amor.
Se eu amasse, nesta tarde, eu escreveria um poema!


SEGURA MINHA MÃO
Em qualquer hora que precisar me chame!
Quero ser mão que apóia,
sorriso que incentiva, coração que abriga!
Quero ser caminhos e não obstáculos.
Mas quero, e preciso, descansar também
neste teu coração generoso!
Não sou forte: trago cicatrizes mal curadas.
Não sou bom: Carreguei invejas e mágoas pela vida!
Hoje eu tento jogá-las para longe,
porque vi que foram frutos mortos que abriguei,
e me fizeram assim impaciente e injusto
nas horas em que eu desejava mostrar que era bom
e filho de Deus, mas feito de barro.

Quero te dar tudo que tenho:
uma coragem pequena,
num coração que se acreditava tão grande quanto o Universo.
Quero te levar ao Paraíso,
Porém, tarde demais percebo que não tenho a chave!
Fiquemos aqui fora, sentados na colina,
olhando o céu, as estrelas e os sonhos nossos!



DESENCANTO
Um cigarro apagado
um sorriso cansado
acende-se o cigarro
recorda-se o escarro
que alguém nos lançou
vê-se subir a fumaça
eleva-se a taça
que não se esvaziou
recorda-se o passado
o encanto quebrado
qual vaso de barro
de enfeite bizarro
que alguém desenhou
Olha-se a suja vidraça
onde se estampa a desgraça
dum amor que se acabou.
Quanta tristeza
morta a beleza
o encanto cessou
vida sem perfume
tanto negrume
a luz se apagou.
Consumando a desgraça
desfez-se em fumaça
a ilusória fortaleza
foram-se: sonhos, nobreza
tudo findou.
Cabeça baixa, nenhum gesto
mudo, sem protesto
nenhum som, nenhuma praga
olha a ferida, dolorosa chaga.


PARA LER QUANDO DEUS ESTÁ AUSENTE
Nem emoções nem mágoas
agitam o lodo das profundezas.
As lutas me aterrorizam,
vitórias temo
mais do que as derrotas.
Não me tragam esperanças
não me falem de perdão.
No canto duro de minha boca
Ainda não pousou a paz.

Não foram construídos para o futuro
ideais nem sonhos
e no passado não houve obra
para olhar-me com complacência.
Acreditando-me imortal
Caminho assim, com esses remendos,
indeciso,
tenho a garganta ferida
por não cantar.


SE VOCÊ FOSSE UMA PROSTITUTA
Se você fosse uma prostituta seria mais confortável
Com trinta dinheiros, eu olharia seu ventre
e abraçaria seu corpo
e penetraria no profundo dos seus segredos
e nunca a conheceria...

Vendida, e no leito,
eu seria o senhor
E nunca
você teria sido
Minha!

Escorreriam
de mim
as canalhices
e as dores
da impotência
E suas coxas,
Ó Sulamita!
jamais me esquentariam!

Eu não beijo
esta boca acolchoada de virtudes
eu não umedeço este ventre marcado
eu não rasgo sua tenda
com a espada do meu desejo!
eu não trago o dízimo da semente podre
para depositar nesta urna quente que me espera!
Eu não respeito os véus...
Eu não sou o que murmura palavras de carinho
porque garras não são dentes
Eu sou a Perdição.


TALVEZ...
Talvez nós dois nunca nos encontremos.
Talvez ainda digamos um "oi", vez por outra,
Numa dessas festas que ocupam nosso tempo,
e nos faz acreditar que estamos vivendo a vida
e não fugindo dela.
Talvez, aos poucos, com o passar do tempo,
já nem nos lembraremos mais
quem é ou quem foi o outro em nossa vida.
Terá sido apagado da memória.
Pode acontecer, talvez, que numa noite
em que a solidão se faça tão dolorosa,
tu te lembrarás, ou eu me lembrarei,
das palavras que trocamos,
dos beijos que nos prometemos,
ou do amor que nos juramos,
num instante mágico, em que acreditávamos na Eternidade.
Talvez tu consigas ser feliz.
Ou te iludirás que a felicidade é
como essas jóias falsas que temos nas mãos.
Talvez, numa madrugada fria,
quando ouvires o som distante dum violino,
tu te lembres que poderíamos estar juntos.
Talvez...
Talvez tenha sido melhor assim:
nunca mais nos encontrarmos e guardarmos a ilusão
de que fomos feitos um para o outro
e que o destino, ou a sorte, ou o acaso,
não nos deixou viver este sonho.
Talvez.
Mas, confesso, amada, agora eu ouço uma música:
aquela que poderia ter sido a "nossa música"
e me vieram, como desalmadas invasoras,
a tristeza, o desejo e a saudade,
E me revelaram, mais uma vez, que na vida eu falhei
por viver apegado ao ninho,
sem notar que ele se tornara uma cama de espinhos
e eu já ficara cego à cor das flores,
e insensível à maciez de teu corpo,
e surdo ao chamado do Amor
e da tua voz carinhosa
que um dia, como numa oração,
mostrou-me abrigos e caminhos.
Talvez...
Talvez eu nunca devesse aparecer de novo
revelando misérias e carências.
Mas, voltei, amada!
Talvez seja a última oportunidade de te dizer:
Te Amo!


ESTRADAS
Vim trazendo minha tristeza,
carregada com dureza, e em meio à dor meu grito sufocado.
Estou cansado, a caminhada é longa, não vejo encantos no caminho.
Veio a seca e levou a chuva, veio a dor e levou meu riso.
Vieram os anos e levaram a mocidade.
E assim sem cantar, e assim sem esperança, se turva o meu futuro,
se enruga o liso de meu rosto.
Endurece a alma perdida da beleza.
Esquecem os olhos as cores do caminho.
Os desejos já não encontram ressonância em meu cansaço.
Quantos foram os sonhos que abriguei neste coração pequeno.
Perplexo e ansioso gastei muitas estradas.


MARCHA FÚNEBRE
Tu irás seguindo teu caminho. Caminharás levando gravado nos ouvidos, sempre, uma marcha fúnebre. E não saberás que ela é para ti. Não acreditarás que a marcha que te persegue a qualquer hora, acompanha o teu cadáver. Porque é difícil admitir que se é um cadáver.
Irás, pregando em postes os teus cartazes, conquanto saibas que jamais serão lidos.
Olharás, assustado, para todos os cantos, temendo agressões, embora saibas que só tu és a tua própria ameaça.
Chamar-te um condenado seria dar-te um título, seria dar-te um nome e tu não mereces, porque nome é uma distinção e não há possibilidade de distinguir-te.
Vives sempre à espera e fugindo sempre, com tenacidade, da chegada.
Encontras, às vezes, em raras encruzilhadas, outra cruz ilhada, porém tu foges com horror, quando pressentes em ti um gesto.
És virgem de afeto.


A AGENDA É MINHA BÍBLIA
Esta noite que passou a lua estava linda.
Iluminava quem a olhasse
e também aqueles que não têm tempo
ou cujas almas andam cegas e ressequidas,
fechadas para as belezas.
Hoje o Sol apareceu tão belo,
abraçando a Terra,
como se quisesse dizer:
"Eis a vida!
À frente, ao lado, ao derredor!
Ama o orvalho nesta manhã.
Observa as gotas peroladas
que embelezam ainda as folhas verdes
e que meu calor não mata, mas transforma.
Eis que te presenteio com minha luz,
para tornar mais fácil a escolha dos teus caminhos!”

Há nos ares melodias e perfumes!
Por que deixei meus olhos tão sem cores?
E a boca muda ao canto,
esquecida de sorrir?
E as mãos de costas ao gesto
do toque e do abraço?

Ensinaram-me que dentro de cada um existe um oceano
de possibilidades!
Por que me esqueço desta lição?
Eu me tranco no cansaço
e faço da correria um compromisso.
A cada degrau que escalo mais enxergo a solidão!
A agenda é minha bíblia:
Levar, buscar, trazer, pagar, receber.
Metas alcançadas, mais compromissos.
Sou um currículo, não uma biografia!

Sobre a obra

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.
En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.
Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

(Poema 20, del libro “Veinte poemas de amor y una canción desesperada” de Pablo Neruda)

compartilhe



informações

Autoria
Vapasi Lorca e EU, nem augusto nem anjo.
Ficha técnica
Pablo Neruda escreveu muitos poemas de amor. Belos.
Pablo Neruda escreveu “Una canción desesperada”. Linda.
Eu, nem augusto nem anjo, nem pablo nem rei, escrevi um poema de amor e doze canções desesperadas. Aí abaixo vão enfileiradas, nem belas nem eternas. Rudes apenas. Leiam-nas, e que lhes ca
Downloads
354 downloads

comentários feed

+ comentar
Onivaldo Paiva
 

Ah, me esqueci do Poema de Amor. Aqui vai:
UM POEMA DE AMOR:
Eu te amo!

Onivaldo Paiva · Uberlândia, MG 7/6/2009 17:05
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

Nao sei se gosto mais de Vapasi Lorca ou se de Onivaldo.....
qual dos poemas escolheria como o mais lindo?!...
ahhhhh fico com os dois......e com todos os 12.

hummmmm entao ja conhecias meu 5º INFERNO...Lorca ja o tinha visitado antes de mim.......rsrsrs

Onivaldo, adorei ler su´alma......me encontrei em diversos!
aff!!! tocada aqui (coisa de mineiro mesmo, uai!)

mas... "HOJE EU ESCREVERIA UM POEMA"....me levou pra dentro de mim mesma. adorei!

voltarei......como fez LORCA aos meus.....mtas vezes.

bjsssssssssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 8/6/2009 00:48
sua opinião: subir
Sônia Brandão
 

Como disse a Cláudia, difícil escolher um só.
Abraços.

Sônia Brandão · Bauru, SP 8/6/2009 01:28
sua opinião: subir
erhi Araújo
 

O encontro ou o pesadelo noturno, os párias e o poeta ou caminhante hoje, que escreveria num poema? Segura na minha mão desencanto! Pra ler quando DEUS tiver ausente... fosse você~e a prostituta... talvez! talvez pudesse ao ouvir o ronco dos motores, ouvisse um a marcha fúnebre, eis a vida! eis a agende que é minha bíblia
Tudo no tamanho exato e dentro da medida.
Muito bom!
Abraços

erhi Araújo · Feira de Santana, BA 8/6/2009 03:46
sua opinião: subir
graça grauna
 

SEGURA MINHA MÃO
Em qualquer hora que precisar me chame!
Quero ser mão que apóia,
sorriso que incentiva, coração que abriga!


...estou embriagada de tanta poesia. Nesse ritmo, o ser poeta segura a minha mão, me leva, me incentiva a querer mais poesia. Voltarei. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 9/6/2009 02:03
sua opinião: subir
Pedro Monteiro
 

Muito legal, Onivaldo!
Legal é pouco, Ótimo...!

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 9/6/2009 03:07
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

Encontro perolas em cada poema seu...e mergulho no seu sentir que toca minha alminha aqui, ó?!

O ENCONTRO: '...Ela resolveu matá-lo.
e, ele, a Águia Cega,
tornou-se Eterno,
nos olhos dela. "......Aff!!! que linnnnnnndo isso.

PESADELO NOTURNO:.....oh inferno meu!
"...É de enlouquecer, é pesadelo, não sonho,
são muitos quartos onde me embrenho, me torturo." Dios mio!!!

PÁRIAS:... esses hoemens loucos que fodem com nossas vidas, rsrs "...Erram pela vida e sabem que ela é nada
sentindo o medo de viver sozinhos."( me lembra alguem em especail....e mineiro, rsrs)

POETA OU CAMINHANTE: ha um pouco de mim nesse....neguei-me ao amor e adoeci....quando o aprendi...perdi! eita vida! agora te entendo mais, poeta.

HOJE EU ESCREVERIA UM POEMA: "...Se eu amasse, nesta tarde, eu escreveria um poema!"
ahhhhh o amor....pode nos fazer dar "olá" pro diabo. Mas nao é Deus que nos oferta ao demo, poeta, é nosso ego ferido. Creia.

SEGURA MINHA MÃO:
"...Não sou Não sou forte: trago cicatrizes mal curadas.
Não sou bom: Carreguei invejas e mágoas pela vida!" é, se olharmos no fundo de nós mesmos... que susto! que carencia! rs Adorei esse.

DESENCANTO:- feito fumaça....meu sonho evaporou tbm, poeta. que droga de sentimento, não?! aff! sera um vicio o sofrer? rs.

PARA LER QUANDO DEUS ESTA AUSENTE- ihhhhhhh poeta, num tem como! Ele sonda nossos pensamentos....e me fez lembrar de um meu que digo "o silencio matou minha lira"...

SE VOCE FOSSE UMA PROSTITUTA- hummmmm dai que entendeu mimha "A amante de Cristo" (titulo provisorio) rsrs... alias, Maria Madalena "penetrou" no fundo dos segredos...e esta mto bem , viu?

TALVEZ- parte desse poema.......sou eu!

ESTRADAS:- é,poeta, nas trilhas insanas da vida...tbm perdi meu core......se encontrar por ai, me devolva ta?! rsrsrs

MARCHA FUNEBRE- puts! tambem cantei meu desamor aos 4 ventos....rssrsrs....e o encanta_dor de almas meio que se f...

A AGENDA É MINHA BIBLIA- o bom da vida é que o sol sempre brilha e a lua nos convida ao amor.....com moderaçao, como diz minha poetisa Amanda, rsrs

UM POEMA DE AMOR: ahhhhhh esse é o mais bonito. viu?

...não defino poemas, só sinto!....obrigada pela cia sempre em MALDITA.

bjssssssss e voltarei.....






Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 9/6/2009 03:42
sua opinião: subir
GORETTI GUERREIRA
 

A cada degrau que escalo
Mais enxergo a solidão...
hun!!!!!!1 Diversificadas formas de dizer, poetisa linda1
Parabéns no coração sublime e inspirado.
Guerreira.

GORETTI GUERREIRA · Franca, SP 9/6/2009 11:26
sua opinião: subir
Zeca Avelar
 

Kaminhante que sou nos Mils Mundos / senti minh'alma fervenT em chamas
no Hades da Bacia das Almas / em fogueiras de anagramas

Tivesse eu ingerido 'crack' / anagramaria 'solraC'
dizendo mineiramente em 'uai' / em outro anagrama 'va Pai' !

Assim me vi neste "Encontro" / no inferno de bate-pronto
em um "Pesadelo Noturno" / taciturno e soturno em um só turno

Nesse inferno vi os Dalits "Párias" / vidas em mortes sedentárias
E um "Poeta ou Caminhante" / mal assado nesse instante

Vi o Demonio em um dilema: "Hoje eu escrevi um poema"
e me dizia a premonição: "Segura na minha mão"!

Nesse inferno em um canto / vi uma poesia em "Desencanto"
fiz um cordel de 'repente' / "Para ler quando Deus está ausente"

Ah - "Se você fosse uma prostituta" / me 'daria' sem muita luta
Sem o "Talvez" das mal-amadas / que passeiam virgens nas "Estradas"

Ao som de "Marcha funebre" infernal / vi o bem nos pés do mal
"A agenda é minha biblia" - sim / por ela foi que aos infernos vim!

Nesta viagem 'dantesca' / nesta 'lorca' viagem - Leitor -
neste inferno de demonios e dor... / lhe faço "Um Poema de amor" !!
!

*baseado - sem 'baseado' na Odisséia de Vapasi Lorca - "O Odisseu"

Zeca Avelar · Florianópolis, SC 9/6/2009 15:14
sua opinião: subir
Doroni Hilgenberg
 

Onivaldo,
Que verve, que sofreguidão...
nos embriagou de versos diversos e de dores sentidas
evoluidas e de uma dolorosa solidão.
Mas no final a gente se lembra que de curriculos
também se faz uma maravilhosa biografia
e o amor, mesmo não sendo eterno,
sempre está presente em nosso coração
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 9/6/2009 19:09
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

O amor é bom quando é MUTUO bom !

(nao sei quem disse...talvez eu! mas não é?!)
mas é de Artur Távola esse: -" Tudo que se refere ao amor
vem envolto num fazer-se permanente, NUM EM se descobrindo
num em se revelando. Daí a complexidade
."

belos poemas, Onivaldo e que seu amor te achegue!

bjsssssss;)




Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 10/6/2009 02:25
sua opinião: subir
Greta Marcon
 

PESADELO NOTURNO - Talvez seja este casarão a minha mente, e os quartos escuros, os meus segredos. Perfeita definição... eu aí...

PÁRIAS - lindo e triste; um tremendo karma...

POETA OU CAMINHANTE - estou neste poema: remoendo ilusões
jamais vividas na vida, já de amor tão quieta.

HOJE EU ESCREVERIA UM POEMA - que pena... meu tempo passou...
Se eu amasse, nesta tarde eu também escreveria um poema.

SEGURA MINHA MÃO - que lindo! Hoje eu só tenho a minha mão
para ofertar... no mais... é só olhar o céu, as estrelas e sonhar...

DESENCANTO - meus melhores sonhos, se foram... com a fumaça...

PARA LER QUANDO DEUS ESTÁ AUSENTE - nem ouso... pois ainda não aprendi a perdoar...

SE VOCÊ FOSSE UMA PROSTITUTA - maravilhoso, poeta! Mas quando
elas amam, são realmente sinceras e fieis; excelentes esposas.

TALVEZ - eu tive um grande "talvez" na minha vida... um amor
proibido. Ele morreu antes que eu pudesse dizer: eu te amo...

ESTRADAS - é... vieram os anos e minha mocidade se foi... os desejos já não encontram ressonância em meu cansaço...

MARCHA FÚNEBRE - horrivel pensar nessa hipótese...

AGENDA - sou um currículo, não uma biografia. É até um crime
não dispor de um tempo para apreciar as belezas da vida.

Lindo e querido poeta Onivaldo! Lendo os teus poemas, é que
vejo o quanto estou engatinhando... perto de ti, me sinto tão
insignificante... um arremedo de poeta...
Quanto ao teu "POEMA DE AMOR", [o mais lindo], eu te amo, como acredito que todos os Overmanos também te amam.
Beijos no teu lindo coração
Votado
Greta

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 10/6/2009 03:13
sua opinião: subir
Sinvaline
 

Os poetas aqui são eternos e seus versos ou cançoes se misturam...
bjs
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 16/6/2009 13:11
sua opinião: subir
ayruman
 

Hei Onivaldo. Num lampejo de vento do Norte aqui apreciando Poemas eternos e consistentes.
Luz e Paz amigo Over. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 17/6/2009 12:32
sua opinião: subir
Lili_Beth*
 

Olá Onivaldo!
Bom viajar nesse belo poetar ...
Entre doze canções desesperadas ... O mais belo poema de amor ... Beleza pura, sem ranhuras!
Beijos_Meus*
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 22/6/2009 15:50
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

Passei pra reler....

bjssss♥;;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 27/6/2009 15:43
sua opinião: subir
ayruman
 

É tanta Poesia e beleza no Ar... Melhor ficar calado fruindo de momento tão especial.
Abraços e Paz no Coração. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 10/7/2009 16:31
sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Estou agradavelmente surpreso. Para mim foi uma descoberta, uma descoberta de um poeta que não transige nem consigo mesmo
Imagino a furia de que seja tomado no ato de escrever uma peça desta.
abraço
andré.

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/8/2009 22:15
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

"Se eu amasse, nesta tarde, eu escreveria um poema!"

eu tbm.

bjsss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 16/9/2009 13:14
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

"Há nos ares melodias e perfumes!
Por que deixei meus olhos tão sem cores?"

POIS É......POR QUE??!!

Adoro te re-ler.

bjsssssss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 29/11/2009 03:24
sua opinião: subir
Cláudia Campello
 

"...Hoje eu escreveria um poema...
Mas não posso parar – e se parar eu choro,"

bjsssssss e de noticias.....

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 24/1/2011 14:38
sua opinião: subir
ayruman
 

... Voltando saudosamente. É tanta Poesia e beleza no Ar... Melhor ficar calado fruindo de momento tão especial.

Abraços e Paz no Coração. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 27/5/2011 16:40
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 14 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados