SUBJETIVIDADE
Juliana S. Valis
Um vulto de subjetividade de repente vem e nos invade
Como se quisesse ultrapassar a tempestade de toda dor,
De todo temor que ronda objetivamente a cidade,
Entre a mais pura verdade e o sonho transcendente de amor...
Um vulto de subjetividade vaga pelos vagões desses versos
Em milhões de universos de corações tão confusos,
Entre mil parafusos de tantos sonhos dispersos
Entre risos e prantos que nos fazem tão obtusos...
E quando a emoção, às vezes, denota
O sentido metafísico e figurado do mundo,
Num dado espaço sem saída nem porta,
Vemos que todo pensamento pode ser mais profundo,
Pode ser mais humano e bem menos hipócrita,
Pode ser mais pacífico e bem mais fecundo !
Ah, mas por que cai a verdade no abismo da vaidade ?
Por que sonhariam as máscaras, se nós mesmos sonhamos ?
Somos versos no vulto veraz da subjetividade
Entre o conflito e a paz de tudo o que amamos.
Juliana,
quanta verdade nessas particularidades que nos fazem
sofrer ante os conflitos que da vida quando não
queremos tirar a máscara
bjs e votos
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