Acalmar os olhos
Diante da visão dos astros.
Acalmar o pensamento
Enquanto quase são idéias.
Sustentar o mundo em si
Acalmar os vórtices,
Os vícios, o dorsal desejo.
Acalmar a língua,
Subindo e descendo,
Num redemoinho serpentário.
Entre áspides, formar o desejo.
Passar a mão, correr a língua,
morder o canto da boca.
E, no final, sangrar por dentro.
Oh! Como acalmar o tempo,
Esse inimigo do novo,
Quando passa pelo mundo?
"... Acalmar os vórtices,
os vícios, o dorsal desejo."
Belíssima aliteração, belo poema. Li ouvindo Billie Holiday, que é com quem tenho acalmado as najas que nos habitam, às vêzes.
Um abraço.
Cara, não lia um poema completo, havia meses...
Excelente, amigo.
Benny.
Levi, a Billie é tudo de bom.
cuidado com o bote da naja,
quando menos se espera ela mostra suas presas.
abraços, valeu!
Amigo Benny, tudo de bom!
ler poesia, as vezes, acalma nossas serpentes.
obrigado!
Serpentes...camaleões...quando passam..e pasam...
Não avisou, mas voto com prazer...
bjus.
ninar as nossas serpentes... gostei muito, humberto. as minhas serpentes interiores agradecem!
Ilhandarilha · Vitória, ES 27/8/2007 20:42
e tem um bando delas avoando, ilhan.
abçs
"Sustentar o mundo em si..."
muito bom este teu poema, Humberto, como diz Benny,completo.
Parabéns.
Abçs de Betha.
Quero acamar minha serpente, não!
Gostei foi muito de sustentar o mundo em si.
Se fosse em dó, ficaria pior!
Salve Humberto!!!!!
Parabéns!!
aaaaaaaai, morro de medo desse bicho.. ainda bem que sou dragão.
mas o poema é lindo!
humberto,
a imagem é fabulosa, e jorra significados, gotejando um veneno singular: a sinuosidade do desejo. afinal, o que se quer é o que nos faz mover, à revelia, nas direções da experiência. e quando lanças mão da língua como a serpente do verbo, a roda se fecha, como a serpente que morde o próprio rabo; reminiscências milenares de signos sem tempo.
abraços,
r
Renato, a roda da vida está girando.
E nesse moto-contínuo, seguimos construindo, movendo moinhos.
grande abraço!
"Enquanto quase são idéias"
tenho me sentido assim a algum tempo...
O Senhor e Velho Tempo... ame-o ou deixe-o,radical como uma Serpente.
achei absolutamente lindo o seu poema.
um gr
abraço
puget
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