Canto por felicidade e amor, irmão
Inda é um tempo de classes em contradição,
O tempo da negação da negação
Canto a paixão pela paz
Há nos corações amarras à liberdade
Da ganância, mais-valia e opressão,
Inda vigem miséria, violência e exploração
Muralhas da iniqüidade não cedem a murros
Nem a justa ira dá fim ao egoísmo
Por antítese o altruísmo nos sublime
Faremos nosso tempo inesquecível
Venceremos!
Como é certo flores violarem muros
Que bom saber que ainda existem flores, rompendo asfaltos, muros, o tédio, o nojo, a náusea e sobretudo o ódio...
Lindo.
Abraços
Caro poeta Adroaldo, voltei para votar no seu poema Uma flor viola o muro. Magnifica sua construçao, transmitindo sentimentos altruistas, um encaixe perfeito.
Comungo com seus versos:
Muralhas da iniqüidade não cedem a murros
Nem a justa ira dá fim ao egoísmo
Forte abraço, poeta.
alice Poltronieri
Sei da violência existente e que possa pretender permanência, por não desejar saída mansa da posse e controle desde onde nos impôe a dor, Alice.
No entanto, penso na maior das festas todas do povo, as flores mesmas em seus jardins por todos os tempos para além. Entrada grátis para gente franca de princípios e propósitos.
Grato por esse nosso encontro de portos, velho e alegre.
perfeito Adroaldo, bela métáfora, venceremos como é certo as flores violarem os muros , show!
soninha porto · Porto Alegre, RS 22/2/2008 11:38
Adroaldo, ando meio cético, meio arredio... mas no fundo ainda sou daqueles que acreditam na certeza das flores que violam muros...
abço.
Com certeza venceremos!!!Que venham as flores!Belo!Votei!Bjos
Mell Glitter · São Paulo, SP 22/2/2008 20:12
Prossegue violando muros
Encanta-me teu bem_dizer
Suavemente duro
Sensivelmente marcante
Bravamente menino
Beijos_Meus*
*
Uma minina assim tão delicada e sensível é que também me faz andar à frente firme, a cantar a pleno pulmão das belezas de uma flor contra muros de barbárie e horror, Lili.
Mais e belas flores, Mell.
Cético eu também sou em relação a muito do que há em caminho aparentando novo e bom que é o mesmo e ruim de sempre, mas não estou pessimista, como mostras que também não estás, nem no fundo nem no raso, que estamos ambos aqui para não dizer que não falamos de flores, também aqui e onde haja muros a violar em nome do amor (que, aliás, Gil já cantava Questão de Ordem em '68, no milênio passado):
Você vai, eu fico
Você fica, eu vou
Daqui por diante
Fica decidido
Quem ficar, vigia
Quem sair, demora
Quem sair, demora
Quanto for preciso
Em nome do amor
Você vai, eu fico
Você fica, eu vou
Se eu ficar em casa
Fico preparando
Palavras de ordem
Para os companheiros
Que esperam nas ruas
Pelo mundo inteiro
Em nome do amor
Você vai, eu fico
Você fica, eu vou
Por uma questão de ordem
Por uma questão de desordem
Se eu sair, demoro
Não mais que o bastante
Pra falar com todos
Pra deixar as ordens
Pra deixar as ordens
Que eu sou comandante
Em nome do amor
Você vai, eu fico
Você fica, eu vou
Os que estão comigo
Muitos são distantes
Se eu sair agora
Pode haver demora
Demora tão grande
Que eu nunca mais volte
Em nome do amor
Soninha, não esqueci de ti.
Deste-me apenas mais no que pensar novamente, sendo que já havia feito a respeito o que torno a publicar de um outro jeito sobre a perfeição, como a entendo.
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