Uma mulher, uma negra, uma velha,
61 anos tem
não sabe quantos netos tem
não sabe quantos já morreram
nem de que morreram
sabe se apenas que caÃram
no silêncio de uma favela qualquer de meu paÃs
Uma mulher, uma negra, uma velha,
61 anos tem
nasceste e se criaste num morro qualquer
e ainda hoje sonha para o outro lado mudar
era como se não tivesse o direito
da linha vermelha cruzar
é como se alguém lhe prendesse
ali naquele lugar
Mulher, negra, velha,
Para de sonhar
Pois aqui do outro lado
Eles vão lhe escravizar.
esta poesia foi feita apos um globo reporte sobre uma favela no rio de janeiro que eu tive a felicidade de assistir ou não
ótimo poema amigo, parabéns.
depois eu volto.
Infelizmente para muitos só resta tentar viver, como ocorre com a personagem do teu toicante poema.
É bem o que dizes. Pleno século XXI recai sobre os ombros a escravidão. Bem mais sofisticada, mas da mesma forma oprimindo desejos, limitando ações e pensamentos.
É a realidade nua e crua de nosso pais, meu amigo!
Votado!
Valmir,
triste realidade contada em prosa e verso
essas pessoas são marginalizadas e ainda
dão graças por sobreviverem.
bjs
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