Toda página em branco apresenta-se como um novo desafio, uma nova chance de escrever, ser, entender algo incrível. Seria bom se isso fosse uma opção na visa, sempre um novo começo, sem nenhuma rédea ao passado, a menos que você desejasse; tudo depende se você colocou uma vírgula ou um ponto final na página anterior.
Com um ponto final parte-se para o novo sem nenhum tipo de ressentimento; uma chance para esquecer e ser esquecido, tentar novamente e, assim, nunca errar.
Com uma folha em branco, se algo der errado, se mudar de idéia no meio do caminho é só arrancá-la das pequenas argolas frágeis que a mantém no lugar. Amassá-la. Jogá-la longe. As argolas da vida são maiores e bem mais pesadas.
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