Horizonte
O pássaro.
As asas.
Em aberto céu,
as plumas em alvoroço
se admiram ao tocar o vazio.
O horizonte se expande
na inóspita queda:
o pensamento.
Em cada regurgitar de asas
singra liberta a ave
em mar etéreo.
O cemitério de todas as coisas
se fecha no respaldar taciturno
da fronte desguarnecida:
doce acalento das musas à eternidade.
O céu se abre na envergadura do infinito
e o mundo se vislumbra
no destino triunfal do espanto.
Maravilha de poesia!...
Agradecido, José
Caro José, obrigado pelo comentário!
Muito bom, Fábio!
Ótimo recomeço!
Vôo ácido, mas pleno. Por incrível que pareça, sinto que o vôo de sua poesia ganha leveza ao tentar cruzar o indizível do espanto, do etéreo, do vazio. Tomara que consiga mergulhar mais fundo e voar mais longe e voltar para nos contar dessas sensações materializadas na dureza das palavras.
Cida Almeida · Goiânia, GO 31/1/2007 11:33Gostei Fabio, sou novo por aqui e vejo que há belos poemas para nos "acalentar" o espírito e deixá-lo voar em "aberto céu". Parabéns!
Robert Portoquá · São Paulo, SP 31/1/2007 15:47Cara Cida, prometo que continuarei indo sempre mais fundo, pois este é e sempre foi intocável e indizível
Fábio Santana · Rio de Janeiro, RJ 31/1/2007 17:57
Robert, também sou novo por aqui. Belo espaço, não acha?
Obrigado por seu comentário!
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!